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FEB
Adeus ao treinador Lula Pereira

Lula Pereira foi o sétimo treinador de futebol, com passagens pelo Guarani, que morreu no período de 12 meses. O falecimento dele ocorreu em Fortaleza (CE) neste sete de fevereiro, decorrente de saúde debilitada após ter sido vítima de um AVC (acidente vascular cerebral) em 2019.

Luiz Carlos Bezerra Pereira, pernambucano de 64 anos de idade, natural de Olinda, teve trajetória no futebol como jogador, técnico e dirigente esportivo.

Enquanto atleta, acusou passagens por Sport Recife, Ceará e Santa Cruz. A função de treinador foi exercida em dezenas de clubes no período de 1988 a 2012.

GUARANI

Ele despertou interesse do Guarani após recomendável passagem pelo União São João de Araras, onde foi campeão. Esteve em Campinas em 1997, porém com passagem efêmera devido aos maus resultados.

No entanto, consta no currículo dele títulos estaduais conquistados pelo América Mineiro, Figueirense, Ceará e em três clubes paulistas: além do União São João de Araras, Rio Branco de Americana e Botafogo de Ribeirão Preto.

Ele ficou desempregado durante quatro anos, voltando ao meio como dirigente esportivo do Ferroviário (CE) em 2016.

MOTIVADOR

Quando começou a dirigir equipes de futebol, Lula Pereira foi um dos raros treinadores negros, para na sequência se observar, indistintamente, abertura de espaço para todas as raças. Apesar dos títulos conquistados, o perfil dele foi de profissional motivador de elencos e psicologia para ajudar atletas em soluções de problemas internos e fora de campo.

FLAMENGO

Seria exagero rotulá-lo como treinador estrategista ou quem achava alternativas mais viáveis nas montagens de equipes. Apesar disso, chegou a ser contratado para comandar o Flamengo em 2002, mas não suportou resultados desastrosos e acabou desligado do clube.

Além de Lula Pereira, outros seis treinadores falecidos no período de um ano, com passagens pelo Guarani, foram José Luiz Carbone, pouco antes da virada do ano passado; Eli Carlos, Marcelo Veiga, vítima de Covid-19; Luiz Carlos Ferreira, o Ferreirão; Oswaldo Alvares, o Vadão, e Flamarion Nunes Tomazole.

Carbone dirigiu a equipe que chegou à final do Paulistão de 1988, e ficou com o vice-campeonato na disputa com o Corinthians.

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01
FEB
Gottardo, carreira de sucesso como zagueiro

Em 1982 chegou ao Estádio Brinco de Ouro, do Guarani, um rapaz franzino de Santa Bárbara d’Oeste (SP), de 19 anos de idade, que se identificou como o quarto-zagueiro Wilson Roberto Gottardo, trazido pelo dirigente Nivaldo Batagim, do União Barbarense, para fazer testes.

- Vamos dar uma espiada no moço -, disse o então treinador bugrino Zé Duarte (já falecido), na ocasião atrasado para o treino vespertino do clube.

Na segunda metade do coletivo Gottardo entrou no time reserva e agradou. Logo, por recomendação do treinador, trataram de acomodá-lo no alojamento do estádio, para que completasse a etapa de teste.

- Pode contratá-lo - afirmou de forma incisiva Zé Duarte, no breve diálogo com o então diretor de futebol do Guarani Beto Zini.

Gottardo foi um zagueiro com tempo adequado para a antecipação de jogadas, firmeza na marcação e velocidade para a cobertura. Também aliava à competitividade o estilo clássico, ao fazer a bola sair limpa da defesa.

Com essas virtudes, logo foi titular no Guarani e formou dupla de zaga com Júlio César, titular da Seleção Brasileira em 1986, ano que em Gottardo se transferiu para o Náutico e deixou a posição no Bugre para Ricardo Rocha, que antes atuava na lateral-direita.

BOTAFOGO (RJ)

Com menos de um ano no futebol nordestino, Gottardo foi contratado pelo Botafogo (RJ), onde ficou até 1990 na primeira passagem, coincidentemente após ter conquistado o bicampeonato carioca nas temporadas de 1989-90, formando dupla de zaga com Mauro Galvão.

Apesar da identificação com a torcida botafoguense, o quarto-zagueiro foi jogar no rival Flamengo em 1991, onde sagrou-se campeão carioca, e lá ficou durante dois anos, optando em 1994 pela experiência internacional no Marítimo de Portugal, onde teve vida curta.

Por isso, não titubeou em voltar ao Botafogo na temporada seguinte, e de maneira triunfal com a conquista do título brasileiro. Foram jogos polêmicos na final diante do Santos, período em que o centroavante Túlio Maravilha e o treinador Paulo Autuori estavam no ‘Fogão’.

MUNDIAL DE CLUBES

Estranhamente, Gottardo havia se habituado a se desligar dos clubes então vinculados após sagrar-se campeão. Foi assim duas vezes no Botafogo e uma no Flamengo. Por isso, ainda em 1995 transferiu-se ao São Paulo, em tempo de conquistar o título do Mundial de Clubes.

O final da década de 90 ainda lhe reservou a terceira e última passagem pelo Botafogo, jogou no Fluminense e conquistou a Libertadores pelo Cruzeiro em 1997. Dois anos depois, a carreira de atleta foi encerrada no Sport Recife, com histórico de cinco jogos na Seleção Brasileira.

Após montar escritório que empresariava jogador de futebol, Gottardo optou pela carreira de treinador em 2011, no Vila Nova (MG) e passagens por outros clubes até 2016.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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