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29
JUN
Morre Mingo, ex-ponteiro-esquerdo do Guarani

Nos tempos em que ponteiros tinham espaço no futebol, décadas passadas, o Guarani contou com vários que marcaram histórias no clube, um deles o canhoto Mingo, de chute forte e que fez gol em dérbis campineiro.

Mingo morreu neste 24 de junho, dia de São João, no Guarujá, aos 74 anos de idade.

Mingo chegou ao Guarani em 1972, precedido da Portuguesa Santista, que na época também montava equipes competitivas, e de vez em quando aprontava em cima do famoso Santos.

Bugrino da velha guarda de certo lembra o bem montado time de 1972, comandado pelo saudoso Zé Duarte, que havia substituído o gaúcho Daltro Menezes.

Vamos a ele: Tobias; Wilson Campos, Amaral, Alberto e Bezerra; Flamarion e Alfredo; Barnabé, Eli Carlos, Washington e Mingo.

Dessa turma, sabe-se que Wilson Campos, Eli Carlos e Mingo já faleceram.

CLAYTON

Depois o ataque foi modificado com a saída de Eli, que propiciou o recuo de Washington à função de meia-direita, abrindo espaço para que o centroavante Clayton, formado na base, ganhasse vaga na equipe.

Na ponta-direita, Jáder passou a ocupar o lugar de Barnabé.

Mingo deu prosseguimento a uma era de ponteiros-esquerdos aplaudidos pela torcida bugrina desde a década de 60, com o saudoso Oswaldo ponte aérea.

Depois, formados no juvenil, vieram os saudosos Carlinhos e Wagninho, além de Vado (que atuava nas duas extremas) e Zezinho Barreto.

Em 1967, quando a diretoria do Guarani optou por jogadores de nome, ao trazer a dupla de área formada por Zé Roberto e Parada, veio, também, o ponteiro-esquerdo Dalmar, do Cruzeiro, lento, porém de chute forte.

Na sequência passaram a usar a camisa do Guarani jogadores como Caravetti, que se revezava com Bezerra, vindo do Barretos, até que posteriormente acabou adaptado à posição de lateral-esquerdo ainda no Guarani, para depois, no São Paulo, se firmar como quarto-zagueiro.

BOZÓ

Depois de Mingo, ainda na década de 70, o meia Davi foi adaptado à ponta-esquerda, mas perdeu espaço com a chegada de Ziza. E a complementação daquela década contou com o competitivo Bozó, na função.

Portanto, a citação da família bugrina enlutada pela morte de Mingo recomendou recordação de outros ponteiros-esquerdos das décadas de 60 e 70.

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18
JUN
Histórias & histórias de dérbis campineiro

Birigui, hoje
Birigui, hoje
O papo é direto e reto com sexagenários ou idade mais avançada ainda.

Naveguemos às décadas de 70 e 80, protagonizadas por dérbis campineiros marcantes, com quebra de tabu de um lado, quebra de outro.

Birigui: 1981
Birigui: 1981
De certo o pontepretano vai lembrar do ponteiro-direito Barrinha, marcado no clube por ter sido decisivo na quebra de um tabu.

E a lambança do goleiro Birigui do Guarani, em dérbi que valia vaga à final do Paulistão de 1981?

E o meia bugrino Davi, do Guarani, tido como carrasco em dérbis?

São histórias & histórias.

Confira algumas que reproduzi à Rádio Brasil Campinas, mas sessentões têm outras tantas.

E de certo esses sessentões trataram de recontá-las à filhos e netos.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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