24
JUN
Problema do Guarani começa com Chamusca e passa por boleiros que costumam falhar

Um jogo supostamente possível para o Guarani se impor e alcançar a almejada reabilitação na Série B do Campeonato Brasileiro foi literalmente jogado no lixo, nesta derrota por 3 a 1 para o Londrina, na noite desta sexta-feira, no interior paranaense.

Se o Guarani estivesse com sentido de organização, confiante e bem escalado, provavelmente a história poderia ter sido outra diante do limitadíssimo Londrina, que soube explorar os erros dos visitantes para se prevalecer.

O conjunto de erros bugrinos começa pela teimosia do treinador Marcelo Chamusca ao escalar três zagueiros, totalmente sem critério.

CASTÁN

Alguém pode explicar qual o motivo para o zagueiro Leandro Castán ter vaga no time?

Só toca a bola de lado e erra quase todas quando alonga. Pra desarme, é aquilo visto por ocasião do terceiro gol do Londrina, quando o meio-campista Jhonny Lucas ganhou a jogada com facilidade sobre ele.

E quando a cuíca ronca e Chamusca abandona a estratégia com três zagueiros, a corda estoura em Ernando, jamais no lento Castán.

CONCEITO

O mesmo dito em relação à Ponte Preta com o treinador Hélio dos Anjos aplica-se ao Guarani.

Quais dos zagueiros propiciam rápida e coordenada saída de bola? Quais deles tem velocidade no enfrentamento 'um contra um' com jogadores velozes?

Desfalcado do volante Rodrigo Andrade e sem que os dois da posição tenham um bom passe, como Vilela e Silas, o time bugrino passou os primeiros 15 minutos de partida abusando de erros, compensado também pelo Londrina, que apenas alongava a bola, sem conteúdo.

GOL DE ALTINHO

Casualmente o time paranaense saiu à frente do placar com gol de falta através do lateral-esquerdo Eltinho, aos 17 minutos, em lance faltoso do volante Leandro Vilela no atacante Caprini, com chute certeiro no canto esquerdo.

Até então, os goleiros eram meros espectadores.

Aí, em desvantagem no placar, o Guarani se arriscou mais ao ataque, quando se constatou que a marcação do Londrina estava afrouxada, e nem assim os jogadores bugrinos tiraram proveito.

TRAVE E EMPATE

O time passou a ter mais volume ofensivo quando Júlio César passou a ser mais acionado na esquerda, e em um dos cruzamentos o centroavante Lukão finalizou com a canhota e a bola chocou-se contra a trave do goleiro Matheus Nogueira, aos 29 minutos.

Prevalecendo o domínio territorial do Guarani, o gol de empate surgiu em chute rasteiro e certeiro aos 38 minutos, através do volante Silas, explorando toque de cabeça ajeitado pelo lateral-esquerdo Matheus Pereira.

GOLS RELÂMPAGOS

Não bastasse o treinador Chamusca não conseguir colocar em prática sentido de organização ao time bugrino, as velhas falhas defensivas se fizeram presentes novamente, a começar pelo goleiro Rafael Martins logo aos dois minutos do segundo tempo.

Em cobrança de escanteio do volante João Paulo, do Londrina, Martins, disputando a bola com os braços, perdeu para o zagueiro Augusto, com a cabeça.

A bola já havia ultrapassado a linha fatal, após tocar no travessão, quando Mirandinha completou. Todavia, o gol foi confirmado para Augusto.

Dois minutos depois, sem que tivesse absorvido o impacto, o Guarani sofreu o terceiro gol, oriundo de jogada do Londrina pela esquerda, até que o passe alcançasse Jhonny Lucas, que não tomou conhecimento da marcação de Castán e completou para as redes.

BRUNO JOSÉ

Tinha que ocorrer tudo isso para que o treinador Chamusca sacasse um zagueiro - caso de Ernando - com objetivo de ganhar mais força ofensiva com a entrada de Bruno José, a partir dos oito minutos do segundo tempo.

Desajustes defensivos do Guarani continuaram a ponto de o meia Gegê, do Londrina, desperdiçar a chance do quarto gol, ao chutar a bola no travessão.

Depois disso, já com o atacante Yago no lugar de Júlio César, apenas uma bola que triscou a trave direita do goleiro Matheus Nogueira, em bicicleta do bugrino Yago, assim como Mandaca, do Londrina, subiu sozinho, testou e colocou a bola para fora.

Deduz-se de mais uma derrapada do Guarani que a troca de Daniel Paulista para Chamusca piorou aquilo que já não era bom e a realidade que dirigentes ativos não permitiriam que treinador cometesse erros conceituais inadmissíveis.

Faz falta no futebol dirigente que faça prevalecer a sua autoridade para frear aquilo que em projeção natural não vai prosperar da cabeça de treinador.

  • Barba
    25/06/2022 11:55

    Como os amigos do blog estão cansados de dizer aqui - Os 2 times de Campinas não tem elenco e não tem técnico - Os 2 pseudo treinadores não tiram 1 centavo a mais de nenhum jogador. Além disso, não tem gestão. E pior, sem dinheiro.

  • Léo - Pr (2)
    25/06/2022 03:26

    Não entendi no segundo tempo Giovanni Augusto não passava do grande círculo virou um volante, nada da certo para o Guarani bolas bate na trave não entra a coisa tá feia típico futebol de time que vai ser rebaixado, dois volantes horrível.Ari o Chamusca tá tentando todas as formas mais o time é muito fraco, agora é aguentar os tapinhas na cabeça fazer o que, viu quantas Zuera tá bom.

  • Léo - Pr
    25/06/2022 02:44

    Ari a gente crítica mais o amor pelo meu Guarani não tem limites, é chato mais não me arrependo nenhum pouco ter ido ao jogo, longe de ser dos piores jogos nosso, em alguns momentos parece que esse time tem jeito outros bate o desânimo, pra mim o time tinha tudo pra vira esse jogo, no estádio e difícil analizar mais parece que Rafael Martins falhou no segundo gol, aí toma o terceiro parece que foi falha coletiva aí não dá......

  • João da Teixeira
    25/06/2022 02:43

    Sua postagem já tá boa, Ari! Não precisa escrever mais nada. Continua a se deslocar até sua casa, vá tomar um banho quente e vá dormir. Esquece o texto final, não vale a pena, a pena não vale nada, mesmo! Vc. quer escrever o quê? Pára com isso, só vai irritar mais a bugrinaiada, assim como ontem encheu o saco dos pontepretanos, qdo vc se torna repetitivo, falando dos mesmos problemas do amontoado.

  • Luiz Otto Heimpel
    25/06/2022 00:54

    O time do Bugre e um dos piores da nossa historia, alem disso nao tem esquema de jogo e colocar Yago e Maxwell para tentar reagir so pode ser provocacao. O salario de alguns pes de rato deveria ser pago pelos dirigentes que os contrataram. Nunca vi um elenco tao mal montado.As providencias tem que ser para ontem!!!!!!

  • João da Teixeira
    25/06/2022 00:53

    Leo-PR, até a pé nos iremos. Duro é voltar com 3 no lombo...

  • João da Teixeira
    25/06/2022 00:53

    Leo-PR, vcs esqueceram de avisar alguém? Jogo fácil, Lukão deitando e rolando, o Ernando cracasso... Vcs devem ter esquecido de falar com o Londrina. O Lukão, sem dúvida, dançando! Deitando e rolando na dança do break e o Ernando, cracasso ou fracasso? Leo, esqueceram de avisar, mesmo?

  • Marcos
    25/06/2022 00:52

    Kkkkkkk ....Ohh Léo vc vive em Nárnia ou Neverland??? Primeira pergunta: De verdade , alguém acreditava?? Segunda pergunta: Alguém aínda acredita?

  • Luiz Otto Heimpel
    25/06/2022 00:52

    Esse tecnico pois mais um zagueiro e a defesa piorou, pode mandar o ultrapassado embora. Ponte e Guarani estao pessimos, mas. Ponte ainda tem uma defesa regular a do Bugre e pessima.

  • Rodrigo U.
    25/06/2022 00:52

    Você ainda se ilude Léo? Os dois times de Campinas juntos não dá um de várzea. A briga será para ver quem será o lanterna

  • Luiz Otto Heimpel
    25/06/2022 00:51

    Time pessimo, tecnico mediocre. Nao da para esperar mais, reformulacao geral. Tem alguns “jogadores”que e melhor jogar com 10. Chega de passar vergonha. Enquanto bugrinos e pontepretanos ficam tirando sarro uns dos outros o resto dos torcedores do Brasil tiram sarro dos dois. Na hora que torcer para seu time nao adianta e passamos a torcer pela desgraca do rival significa que a coisa ta preta!!!!!!

  • Léo - Pr
    24/06/2022 23:01

    Ari nós vamos vencer esse jogo, quase vejo o break do Lucao que pena foi na trave, ele ou Ernando vai fazer mais um.

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23
JUN
Ponte Preta continua o mesmo do mesmo

Mesmo considerando-se as limitações da Ponte Preta, convenhamos que é possível extrair um pouco mais desse time, que ao longo da partida contra o Sampaio Corrêa exigiu apenas uma defesa do goleiro Luiz Daniel.

Logo, como o Sampaio priorizou a marcação e soube se defender, o empate sem gols na noite desta quinta-feira, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, se ajustou ao pobre futebol mostrado de ambos os lados.

Admitamos que diante do Cruzeiro, no Estádio Mineirão, prevendo-se intensidade do adversário, até justificaria três zagueiros.

Repetir o formato sem critério que se justificasse, é inadmissível.

ALAS

Digamos que o cenário seria propício pra transformar laterais em alas, mas o primeiro equívoco do treinador Hélio dos Anjos foi na escolha do lateral-direito.

Por que Igor Formiga, veloz e de mais intensidade ficou na reserva, optando-se pela escalação de Norberto, de características diferentes?

A mudança, feita apenas aos 11 minutos do segundo tempo, mostrou que Formiga deixou o time mais 'acesso' pelo seu setor.

E mais: pressupõe-se que com três zagueiros, os laterais teriam cobertura suficiente para que o time não sofresse risco.

Na prática, o Sampaio explorou o buraco que ficou no lado esquerdo da defensiva pontepretana e ameaçou duas vezes em investidas do atacante Pimentinha, que mesmo disperso e até desinteressado do jogo, ainda fez essas jogadas.

Na primeira, aos 45 minutos do primeiro tempo, serviu o centroavante Poveda, mas a cabeçada fraca facilitou a defesa do goleiro Luan Ribeiro.

Depois, aos 14 minutos do segundo tempo, quando acionou Poveda, que ao finalizar e exigir rebote de Luan, de forma inacreditável o atacante Ygor Catatau desperdiçou, chutando a bola para fora.

LENTIDÃO NA SAÍDA

Afora isso, de que adiantam três zagueiros com lentidão na saída de bola ou ela alongada indiscriminadamente?

Assim agindo, a Ponte facilitou o trabalho de recomposição do adversário, como também permitiu-lhe que disputasse e ganhasse aquilo que se convencionou chamar de 'segunda bola'.

Não bastasse isso, como a Ponte não dispõe de um meia para organização das principais jogadas ofensivas, fica a mercê de um ou outro cruzamento de atacantes de beiradas, como fez Echaporã pela direita durante o primeiro tempo, sem que o atacante Lucca estivesse aceso para complemento.

DUAS CHANCES

A Ponte Preta passou a ter maior volume ofensivo durante o segundo tempo, quando defensores do Sampaio Corrêa 'bateram cabeça' logo no primeiro minuto, quando na bola tocada de Lucca para Fessim, o goleiro Luiz Daniel fechou o ângulo e desviou.

Pelo menos o time pontepretano teve percepção do desperdício de alçar bola diante de um adversário com jogadores altos, e a maioria dos cruzamentos foi no chão, exceto nos minutos finais, quando bate o desespero.

Todavia, numa bola levantada aos 13 minutos e vacilo de defensores do time maranhense, a cabeçada de Lucca foi fraca e isso facilitou a defesa de Luiz Daniel.

ECHAPORÃ

Chance mesmo foi registrada aos 18 minutos, quando Echaporã se precipitou no arremate e desperdiçou.

E só.

Apesar do volume de jogo da Ponte Preta pelo lado direito, com Formiga, as jogadas não foram organizadas e traduzidas em outras chances de gols.

Foi quando o Sampaio, já satisfeito com o empate, teve preocupação em se defender, até porque o time acusava cansaço, e o treinador Léo Condé demorou pra sacar Pimentinha, Rafael Vila e Poveda.

A logística de viagem do Sampaio Corrêa é complicada. No domingo a delegação retornou de Porto Alegre para São Luís (MA), para na quarta-feira seguir viagem a Campinas.

  • Tony
    24/06/2022 03:34

    DG e Thiagão horríveis. Norberto está muito mal. Amaral não joga nada! E Echaporã e dodô uma piada de mal gosto. Esperar o rebaixamento sem fazer nada?

  • Antônio
    24/06/2022 03:34

    Time sem comando. Técnico sem vergonha. Peça a conta! Aproveitamento pífio. Jogar com 3 zagueiros em casa é uma afronta a torcida e a entidade.

  • Barba
    24/06/2022 03:33

    Os números falam por si. Foram 18 jogos nas mãos dessa comissão técnica. E só 3 vitórias. É o pior aproveitamento dos últimos 20 anos.

  • João da Teixeira
    24/06/2022 03:33

    Não pode citar nomes aqui, mas alguém da mídia falou que a Ponte está abaixo da linha da miséria no futebol. Não precisa dizer mais nada, passa a régua no time da bagaceira. Até que o Pimentinha não ardeu no toba de ninguém da Ponte, caso contrário, ia de novo dormir com o rabo ardendo. Amanhã tem mais, série C...

  • TIO LEI
    24/06/2022 03:33

    Pra não variar. Nosso ataque, só se for de riso. Nosso melhor atacante: FESSIN. Continuamos com bom volume de jogo, mas sem a mínima inspiração no ataque. Continuo tentando ver algo de positivo no Echaporã, mas, até agora, NAAAAADAAA. Não está fácil assistir a esse time. Luca continua sumido, reitero o que já disse. Luca não é nada daquilo que falam, um jogador comum. Luan uma defesa importante o mesmo para o goleiro adversário. Empate já era o esperado por mim.

  • TIO LEI - I
    24/06/2022 03:32

    Importante salientar. Tenho opinião própria, podendo concordar ou discordar com a opinião do colunista. Não fico copiando estatísticas, ou repetindo opiniões de comentaristas. Não tenho dirigente de estimação, sou apenas PONTE PRETANO e ponto final. Tenho a convicção da IMPORTÂNCIA DAS TORCIDAS ORGANIZADAS, que se não fosse por eles, não teríamos 500 torcedores no Moisés. Basta ver nos estádios de uma forma geral e verão a importância das UNIFORMIZADAS. ...

  • TIO LEI - II
    24/06/2022 03:31

    ...São as TORCIDAS ORGANIZADAS que levam INCENTIVO durante TODA A PARTIDA, são eles que nos fazem representar, por onde quer que A MACACA vá jogar. Então, só os IDIOTAS é que são contrários à eles. É claro que, INFELIZMENTE, em TODAS AS ORGANIZADAS, eu disse TODAS, existem vândalos que mancham essas "instituições". Agora, por causa de uma meia duzia de bandidos, julgar todos os componentes, isso é no mínimo IMBECILIDADE.

  • João da Teixeira
    24/06/2022 02:29

    A Ponte não faz nem para as cachaças dela, qto mais da sua torcida. Um time que embriaga ela e sua torcida sem precisar de cachaça. Ela é a própria bagaceira. Para quem não sabe, bagaceira são os bagaços e se faz uma aguardente de vinho de origem portuguesa com teor alcoólico de 35% a 54% em volume, a 20°C...

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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