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23
AGO
Morre Bebeto de Oliveira, exemplo de preparador físico

O histórico do preparador físico Carlos Roberto Valente de Oliveira, o Bebeto de Oliveira, foi contado neste espaço em 22 de abril de 2017. Agora, cabe recontá-lo após a morte dele na manhã deste 22 de agosto, sem que divulgassem a causa, embora saiba-se que sequelas de problemas cardíacos tivessem restringido fluência na fala.

Aposentado, Bebeto de Oliveira completaria 80 anos de idade em dez de outubro próximo, e de fato foi um profissional diferenciado em sua área.

Na década de 80, sem o incremento da tecnologia, já sabia projetar o ápice do condicionamento do atleta e como atingi-lo.

Pra dar exemplo ao grupo, fazia questão de se exercitar junto. Ou melhor: puxava a fila.

Diferentemente de profissionais da área que cobiçam vaga do treinador, a preocupação dele sempre se restringiu à sua função. Logo, não encontrou obstáculo para integrar comissões técnicas de diferentes comandantes nas passagens por Ponte Preta, Londrina, São Paulo, Flamengo, Vasco e Seleção Olímpica do Brasil, com conquista da medalha de prata em Seul (COR-SUL).

E quando voltou do Japão em 2004 e considerava-se aposentado, dois anos depois topou o desafio de supervisionar as categorias de base do São Paulo.

RUA ITU

Campineiro e morador na Rua Itu, bairro Cambuí, durante a adolescência a identificação se restringia ao apelido Bebeto, até que fosse incorporado o sobrenome Oliveira na migração a preparador físico, que ocorreu inicialmente na Ponte Preta, a convite do saudoso treinador Cilinho, após ter sido técnico de equipe de basquete em São Carlos (SP), já graduado em faculdade daquela cidade.

FILHO DE BARRIGA

Bebeto fez parte de uma família de boleiros falecidos e diagnosticados por problemas cardíacos.

Seu pai Barriga foi centroavante artilheiro da Ponte Preta nos anos 40. O irmão Nenê seguiu a mesma trajetória inicial de Guarani e Ponte Preta na década de 60.

A estreia de Bebeto na Ponte foi em amistoso contra a Francana, 1 a 1, dia nove de maio de 1965, nesse time: Dado; Wilson, Edson, Celso e Beto Falsete; Bebeto (Heitor) e Da Silva (Curvinho); Jairzinho, Rodrigues, Cristóvão e Zé Francisco.

Se foi um volante competitivo, também fez seus golzinhos quando atuou como meia. Foi assim ao marcar dois gols em vitória sobre o Paulista de Jundiaí por 3 a 2, em Campinas, e um contra a extinta Esportiva de Guaratinguetá, Taubaté e Bragantino.

Aí seguiu caminhada na Ferroviária de Araraquara, com vínculo de 1966 a 72.

  • João da Teixeira
    24/08/2021 18:25

    Bebeto de Oliveira jogou com dois técnicos de futebol famosos, Nicanor de Carvalho e Vail Mota, ambos na Ferrinha. Jogou também com o tio de um amigo, o campineiro Belluomini zagueiro central da Ferrinha. Faleceu recentemente tbem...

16
AGO
Zagallo, 90 anos de idade

Comumentemente este espaço é destinado para enfoque sobre ex-atletas do futebol de Campinas. Todavia, como toda regra tem exceção, eis aí uma plenamente justificável. Afinal, é raro um profissional da bola, com renomados serviços prestados, completar 90 anos de idade, como Zagallo.

Talvez o próprio Mário Jorge Lobo Zagallo nem se lembra de quantos títulos conquistou ao longo da carreira no futebol, em quase todas as funções. Ao completar 90 anos de idade neste nove de agosto passado, com saúde debilitada após retirada de tumor no aparelho digestivo, ficou marcado por frases e comportamentos emblemáticos como treinador da Seleção Brasileira.

Em 1996, ao reassumir o comando técnico, protagonizou coreografia imitando aviãozinho, ao devolver provocação do treinador da Seleção da África do Sul, Cliver Barker, em amistoso que o Brasil ganhou de virada por 3 a 2, em Johanesburgo. Criticado na Copa América de 1997, na Bolívia, desabafou após conquista do título sobre o organizador do evento, por 3 a 1. Se aproximou de câmera de televisão, estufou o peito e gritou: 'Vocês vão ter que me engolir'. E assim sobreviveu no cargo até a Copa do Mundo de 1998, na França, derrotado na final pelos anfitriões por 3 a 0.

HOLANDA

Também pagou caro por ter subestimado a Holanda, sensação da Copa do Mundo de 1974 na Alemanha, quando, antes de enfrentá-la na semifinal, a ironizou: 'Holanda é tico-tico no fubá, que nem o América [RJ] de 1950. Eles é que têm que se preocupar com a gente'. E aí teve que engolir o revolucionário futebol praticado pelo saudoso Johan Cruyff e companhia, na derrota por 2 a 0.

A contragosto dos pais, Zagallo ingressou no futebol como meia-esquerda do juvenil do América (RJ), no final dos anos 40. Em 1950, já no Flamengo, o treinador paraguaio Freitas Solich o adaptou como ponta-esquerda que recuava, para ajudar na recomposição. E assim a carreira se estendeu até 1963, no Botafogo (RJ), ao lado de Garrincha, Quarentinha, Didi e Amarildo. Foi o período da conquista do bicampeonato mundial pelo Brasil - 1958/62 - após ter ganhado posição do lesionado titular Pepe.

CONTRA A SUÉCIA

No título na Suécia de 58, marcou o quarto gol da goleada por 5 a 2 sobre os anfitriões. Como treinador, após estágio no juvenil, foi promovido ao profissional do Botafogo, sem prever que seria o sucessor de João Saldanha na Seleção de 1970, tricampeã mundial no México, época de coragem ao colocar Pelé na reserva, em amistoso preparatório contra a Bulgária, no Morumbi.

Zagallo ficou oito anos na Arábia Saudita, voltou a comandar clubes brasileiros, até que em 1994, como coordenador técnico da Seleção, sagrou-se tetracampeão nos Estados Unidos.

ADILTON

Ainda no foco local, em áudio abaixo é recapitulada um pouco da história do saudoso centroavante Adílton, que integrou o elenco pontepretano em 1973. A reprodução é de um trabalho feito ao quadro Histórias do Futebol de Campinas, à Rádio Brasil.

Ouça o link na figura abaixo

  • João da Teixeira 1
    17/08/2021 01:54

    Diria que Zagallo nasceu com o c.. virado para a Lua. Poderia ter se dado mal, mas não, já na década de 50/0 realizava uma função de falso ponta esquerda, recompondo o meio campo, função essa que se tornou moderna com o passar dos anos e até hoje utilizada taticamente. Depois foi convocado para as seleções de 58 como reserva e deu sorte de Pepe se machucar virando titular e 62 já como titular mesmo, desempenhando a função de falso ponta. Em 70 caiu no seu colo a função de téc

  • João da Teixeira 2
    17/08/2021 01:52

    Em 70 caiu no seu colo a função de técnico, depois da briga de João Saldanha com a CBF. E aquela seleção de 70 precisava de técnico? Mais uma vez a sua bunda apontada para a Lua. Quebrou a cara com uma seleção entresafra e mal convocada em 74, pior, sem Pelé e pegando uma nova tática futebolística, a do carrossel holandês. Sumiu. De repente, não mais que de repente, olha ele aí de novo, aparecendo como auxiliar técnico do Parreira em 94. Seleçãozinha de merda, onde só tinha 5

  • João da Teixeira 3
    17/08/2021 01:51

    Em 94 a seleçãozinha de merda, onde só tinha 5 jogadores, Taffarell, Branco, Leonardo, Romário e Bebeto e foram campeões do mundo. A Lua para a bunda do Zagallo de novo. Por aí vc vai vendo se a Lua não interferiu na bunda do... "Desculpe seo Zagallo, mexe nesse time que está muito fraco prepararam uma flecha esqueceram o arco, montaram um furacão que não saiu do chão... esse é o Zagallo carismático, ufanista ao extremo pelo Brasil

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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