22
JUL
Grêmio espera 44 mil torcedores contra a Ponte Preta. E daí?

Se tem coisa que entra ano, sai ano, e a mídia mantém o discurso, é citar que fatores campo e torcida têm grande influência para clubes mandantes.

Aí, quando o clube está na condição de visitante, comumentemente se diz que o empate é um bom resultado.

Fator campo já caiu por terra há décadas, quando as dimensões dos gramados passaram a ser padronizadas, e as exigências para se eliminar touceiras ou ondulações, para que a bola role naturalmente, foram cumpridas.

Há quem diga que o barulho das arquibancadas ajuda a fazer diferença para o mandante, mas quem confere tabelas de jogos de campeonatos atesta, cotidianamente, o visitante surpreendendo.

44 MIL TORCEDORES

Neste mês de julho a torcida do Grêmio abraçou pra valer a equipe, e isso foi atestado nas duas últimas partidas como mandante, quando o borderô registrou cerca de 23 mil torcedores na Arena Olímpico, na vitória por 2 a 0 sobre o Náutico.

Posteriormente, no sábado passado, registro para 24.083 torcedores na goleada diante do Tombense por 3 a 0.

Agora, o jornal O Sul, de Porto Alegre, na edição desta sexta-feira, projeta público de 44 mil torcedores para o jogo das 16h30 deste sábado, diante da Ponte Preta.

Altera alguma coisa para a equipe pontepretana?

Nada.

RÁDIO GAÚCHA

O que altera é o futebol que o Grêmio tem mostrado enquanto mandante, que justificou plenamente as suas últimas vitórias.

Como visitante, no seu último jogo, o Grêmio enfrentou resistência do competitivo Brusque, no empate por 1 a 1.

Aí hão de questionar: se o time da Ponte é tão competitivo quanto ao Brusque, não terá condições de encarar o Grêmio?

Isso será conferido apenas quando a bola rolar.

Se depender do 'palpitômetro' da equipe de esporte da Rádio Gaúcha, de Porto Alegre, na edição da noite desta sexta-feira, está cravado Grêmio seco em uma relação de palpites de jogos programados por seus integrantes.

Observação: em alguns jogos eles tiveram precaução de cravar duplos.

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21
JUL
Assistir jogos da Série B é um bom caminho para reflexão

Amigo conselheiro do Guarani há quase 40 anos (preservo o nome) me adverte: “Ari, como você afirma que o Brusque pode oferecer mais resistência de que a Chapecoense?”

Respondo que procurei me respaldar naquilo que vi das duas equipes nas partidas disputadas semana passada, mas o lembrei que cada jogo tem a sua história.

Apesar da instabilidade do Guarani, não havia observado absolutamente nada neste time da Chapecoense contra o Náutico, a partir do momento que perdeu o seu melhor jogador por lesão, o atacante Derek.

Logo, devido à campanha empobrecida do Guarani, seria, sim, chance de ter saído com três pontos de Chapecó.

BRUSQUE

Para o Guarani, oxalá prevaleça a máxima de que cada jogo tenha a sua história, pois se o Brusque repetir o futebol mostrado diante do competitivo Grêmio, a tendência será endurecer na manhã deste domingo, em Campinas.

Analista de futebol tem por obrigação acompanhar jogos de futuros adversários das equipes de Campinas, exatamente para identificar características, pontos fortes e fracos de cada um, e expô-los.

Exercer a função de analista pra citação do óbvio, apenas acompanhar o sopro do vento, francamente não é comigo, após processo de aprendizado com renomados treinadores nos meus tempos de repórter.

DEFICIÊNCIA DO NÁUTICO

E o mesmo conselheiro bugrino, na sequência da conversa, também me recriminou quando antevi que a bola aérea defensiva do Náutico é extremamente deficiente.

“Ari, isso é função do treinador e membros da comissão técnica da Ponte observarem. Agindo assim você exerce o papel de palpiteiro”.

Palpiteiro, vírgula! Foi a forma que retruquei.

No caso específico da Ponte Preta, nem precisaria ensinar o 'padre nosso' pro vigário.

Claro que o seu treinador Hélio dos Anjos teve a clara percepção que poderia explorar a fragilidade da bola aérea defensiva do Náutico.

Se por aí Dos Anjos não recebeu elogios para sábia conduta de insistir nesta jogada, como não reconhecer o acerto, a começar pela escolha do atacante mais talhado ao cabeceio, caso de Da Silva, na ausência de Lucca?

Convém recapitular que no primeiro tempo, quando o sonolento zagueiro Carlão, do Náutico, marcava a sua própria sombra, Da Silva subiu sozinho e a bola testada passou rente à trave esquerda.

No segundo tempo, em disputa de bola pelo alto, Da Silva cabeceou pra fora.

TEM MAIS CABECEIOS

Calma, não para por aí a insistência de jogada aérea ofensiva da Ponte Preta.

Se até Arthur e Wallisson, que não tem caracteríticas de cabeceadores, provocaram, pela ordem, defesa do goleiro Lucas Perri e bola no travessão, estava amadurecendo o gol da Ponte Preta pelo alto.

E veio quando o zagueiro Fábio Sanches ganhou jogada pelo alto, testou para o interior da área, justamente onde estava o garoto Eliel: gol.

ÓBVIO ULULANTE

Em futebol, concordo que são poucos - inclusive entre treinadores - aqueles que conseguem ter pleno discernimento sobre a 'dança das peças no gramado', e nem por isso as pessoas devem ser recriminadas, porque é tarefa difícil.

Requer tempo observando sucessivamente a bola rolar e ser privilegiado ao trabalhar com treinadores que sabiam tirar o 'coelho da cartola', proporcionando sábios ensinamentos.

Agora, a vulnerabilidade da defesa do Náutico na bola aérea não requer conhecimento de estratégia.

Basta olhar o jogo e constatar.

Portanto, diferentemente do imaginado pelo amigo conselheiro do Guarani, não cantei a bola para o treinador Hélio dos Anjos.

Ele viu, como outras pessoas que se dispusessem a assistir à partida do Náutico contra a Chapecoense viram.

  • João da Teixeira
    22/07/2022 13:33

    Qto enxergar o jogo Ari, temos uma percepção do que se tem que fazer, o problema é como fazer com a matéria prima que temos. Ainda acho que o bugre tinha melhor material humano anteriormente. Hoje, se Giovani Augusto e outros saírem, já não sei mais. Quem chegou pode dar liga, mas não sei. A Ponte, antes, estava um amontoado, parece que melhorou um pouco, mas vamos aguardar se vai dar liga nesse 2°turno. Realmente, salvo uns 6 times, o resto são sofríveis e brigarão pra não cair

  • João da Teixeira 1
    22/07/2022 13:09

    Falei dos pontos que cada um precisa ganhar para se manter na Série B. Ponte precisa 23 pontos e o bugre precisa de 27 pontos, dos 57 pontos a serem disputados no 2°turno. Um dia, nos campeonatos brasileiros, os times eram mensurados pelos pontos perdidos, qdo vitória valia 2 pontos, empate 1 ponto e derrota zero. Então o bugre só pode perder 30 dos 57 e a Ponte 34 pontos no decorrer do 2°turno. Outra coisa, inicialmente, só jogos que se faziam 3 gols é que se ganhava 3 pontos

  • João da Teixeira 2
    22/07/2022 13:08

    ...inicialmente, só jogos que se faziam 3 gols é que se ganhava 3 pontos, com 2 gols feitos, se ganhava 2 pontos e hoje basta vencer que se ganha 3 pontos, por isso que se mudou a forma de classificar os times por pontos ganhos nos campeonatos. Será que a molecada sabe disso? Pois é, o bugre pode perder 30 e a Ponte 34 pontos. Muita reza ou Série C em 2023...

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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