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28
JUL
Três anos sem o goleiro Waldir Peres

O último 23 de julho marcou o terceiro ano da morte do ex-goleiro Waldir Peres, que saiu de cidade de Garça (SP) em 1970, para se alicerçar na Ponte Preta. Ao se transferir ao São Paulo, cravou o nome entre os principais jogadores da posição. Reflexo disso foi se consolidar na Seleção Brasileira, com histórico de três Copas do Mundo.

O início da carreira de Waldir Peres só deixou de ser no Guarani devido à morosidade dos dirigentes à época para definição do negócio.

Disso se aproveitou a Ponte Preta pra atravessá-lo, após o então auxiliar-técnico Ilzo Neri avalizar a contratação.

Waldir Peres ficou um ano como reserva de luxo na Ponte, devido à regularidade do titular Wilson Quiqueto.

E só foi possível vaga na equipe com a transferência do titular para o Santos, ocasião em que mostrou elasticidade e reflexo para prática de defesas difíceis. Um dos raros defeitos era na saída da meta, corrigido parcialmente na sequência.

SÃO PAULO

Quando da transferência ao São Paulo em 1973, Waldir Peres ainda deixava os longos cabelos caírem sobre testa e pescoço.

Foi quando esperou três meses para barrar o titular Sérgio e construir carreira de onze anos no clube, participando do título do Paulistão de 75 e Campeonato Brasileiro de 1977, em decisão contra o Atlético (MG).

Aquela definição só ocorreu em cobranças de pênaltis, com Waldir iluminado, num time que tinha, ainda, Getúlio, Tecão, Bezerra e Antenor; Chicão, Teodoro e Dario Pereyra; Zé Sérgio, Mirandinha e Viana.

Como atleta são-paulino, ele chegou à Copa de 1974 na Alemanha como terceiro goleiro, após corte de Wendell do Botafogo (RJ), contundido. Portanto, atrás de Émerson Leão (Palmeiras) e Renato (Flamengo).

Em 1978, no Mundial da Argentina, foi reserva imediato de Leão. Em 1982, na Espanha, titular.

GUARANI

Dois anos depois ele caiu em desgraça no São Paulo, e acabou topando transferência ao América (RJ). Foi o período em que recuperou a confiança, despertou interesse do Guarani, e a transação foi consumada.

Nesta segunda passagem por Campinas, ficou marcado positivamente no jogo Flamengo e Guarani de 1985, no Estádio do Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro, quando defendeu três pênaltis, na vitória bugrina por 2 a 1.

A carreira de 19 anos foi marcada por 650 jogos, com passagens ainda por Corinthians e Portuguesa, ocasião em que se julgava habilitado a desempenhar funções de treinador, sem contudo obter sucesso.

  • Carlos Agostinis
    28/07/2020 18:58

    Daí eu pergunto, como pode um goleiro que foi a 3 copas ser culpado pela eliminação em 82. Tudo conversa fiada, ninguém fala que o Carlos foi culpado pela eliminação em 86 quando falhou no gol da França, também foi a 3 copas, duas como reserva. Pra mim em 82 a culpa foi do Telê, escalou Chulapa quando devia ter escalado Paulo Isidoro pra ajudar o coca cola de 3 litros do Júnior, este depois da metade do campo acabava o gas.

17
JUL
Walter Minhoca, acesso na Série B pelo Guarani em 2009

Se Walter Junio (sem o 'r') da Silva Clementino tivesse nascido dez anos depois de 12 de janeiro de 1982, como registra o seu certidão de nascimento, dirigentes de clubes jamais admitiriam que a mídia noticiasse o apelido dele como Walter Minhoca.

O próprio ex-atleta revelou que o apelido é decorrente dos tempos que jogava descalço em ruas ou em quadras de futsal, devido à facilidade para driblar.

Portanto, é desmentida a versão do apelido pelo porte físico franzino e estatura de 1,69m de altura.

GUARANI EM 2009

Minhoca
Minhoca

Para a história futebolística de Campinas, o meia-atacante Walter Minhoca começou a ser inserido no dia 14 de abril de 2009, quando o Guarani anunciou três contratações para disputar a Série B do Brasileiro, após rebaixamento no Paulistão.

Walter Minhoca e atacante Fabinho vieram do Botafogo de Ribeirão Preto, enquanto o centroavante Adriano Gabiru havia saído do Inter (RS), numa segunda passagem, após ter sido campeão mundial em 2006.

CONTRAPESO
Fabinho chegou ao Guarani como contrapeso no negócio com Minhoca, mas a história mostrou que ele sim fez a diferença na primeira passagem pelo clube, enquanto o parceiro foi coadjuvante nesse time comandado pelo saudoso treinador Oswaldo Alvarez, o Vadão: Douglas; Maranhão, Bruno Aguiar, Dão e Eduardo; Cléber Goiano, Nunes, Léo Mineiro e Walter Minhoca; Fabinho e Ricardo Xavier.

Após o acesso, Vadão passou por Portuguesa e São Caetano, até que em 2012 retornou ao Guarani, quando sondou a possibilidade de trazer Minhoca de volta, mas o jogador descartou negociação com argumento de atraso de salário.

FLAMENGO

Walter Minhoca já estava atormentado com clubes que não cumprem compromissos, eles eles o Flamengo.

Irritado com aquela situação, pediu desligamento até do rubro-negro, cinco meses depois de assinar contrato em 2006. Á época jogou ao lado do zagueiro Rodrigo Arroz e meia Renato Abreu, entre outros, retornando ao Cruzeiro.

Natural de Betim (MG), Walter Minhoca encerrou a carreira em 2015 no Nacional de Minas, e jamais se vê como treinador, por considerar a função instável e ingrata. Quer se definir como executivo de futebol

Enquanto isso não ocorre, ele conta histórias da carreira aos meninos que integram a sua escolinha da modalidade, com ênfase entre 2008 e 2009 no Al-Qadisiya da Arábia Saudita e Daejeoon Citizen da Coréia do Sul, e título mineiro pelo Ipatinga em 2005.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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