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16
AGO
Dionísio, volante adaptado à lateral-direita

Quando o então meia Dionísio surgiu nas categorias de base da Ponte Preta em meados da década de 90, prognosticaram que faria carreira além de Campinas, por ser atleta muito participativo.

Quando profissionalizado e ganhando as primeiras oportunidades na equipe principal em 1994, o baixinho Dionísio já havia se adaptado à função de volante, e mostrava que além de condutor de bola sabia desarmar.

Pontepretano atento aos fatos marcantes na história do clube de certo recorda o risco de rebaixamento que o clube corria no Brasileirão de 1998, ocasião em que Dionísio foi protagonista na vitória sobre o Goiás por 1 a 0, no Estádio Serra Dourada, porque foi dele o gol salvador naquela partida.

LATERAL-DIREITA

Dois anos depois, de volta ao mesmo estádio, contra o Goiás, pelo Torneio João Havelange, Dionísio teve a primeira experiência improvisado à lateral-direita, visto que o titular Daniel estava suspenso.

Nelsinho improvisou Dionísio na lateral
Nelsinho improvisou Dionísio na lateral
À época, o então treinador da Ponte Preta, Nelsinho Baptista, julgou que a experiência seria válida.

Na prática, foi um jogo em que a defensiva pontepretana mostrou-se desastrosa e o time sofreu goleada por 3 a 0.

Naquela competição, em vitória sobre o Corinthians por 1 a 0, o gol dos pontepretanos foi mais uma vez de Dionísio, daqueles 21 marcados enquanto esteve no clube até 2005, um histórico de onze anos e 240 jogos.

Contra aquele Goiás, 20 anos já se passaram, e a maioria sequer recorda o time da Ponte treinado por Estevam Soares, que era esse: Adriano; Roberto Silveira, Alex, André Santos e André Silva; Roberto, Mineiro, Dionísio e Vânder; Macedo e Narcízio.

Dionísio teve carreira com altos e baixos na Ponte Preta, mas sempre identificado pela torcida pelo espírito guerreiro.

GOLEIRO

Logo, foi voluntário para ocupar o posto do goleiro Alexandre, expulso juntamente com o meia Piá aos 40 minutos do segundo tempo em jogo contra o Rio Branco, em Americana, pelo Paulistão.

A Ponte já havia garantido antecipadamente classificação à fase subsequente da competição de 2001, e venceu a partida por 2 a 1, dois gols do artilheiro Washington.

O resultado evitou que o adversário avançasse, pois precisava de mais um ponto.

Na ocasião, Dionísio não passou susto porque a Ponte soube se sustentar com tremenda retranca nos minutos finais daquele jogo.

Um outro Dionísio passou pela Ponte Preta quase despercebido, igualmente volante, vindo do Oeste em 2011. Ele não deixou saudade, pois a maioria sequer se lembra dele.

  • João da Teixeira
    16/08/2020 10:47

    Dionísio era um bom jogador "flex que a Ponte tinha no meio campo. Não lembro dele jogando na lateral, deve ter sido uma vez só que jogou. De substituir Alexandre Negri, lembro desse fato, pois foi mostrado inúmeras vezes na TV. Lembrava Osvaldo pelo seu porte físico. Guerreiro mesmo.

09
AGO
Alfredo Perandine, meia-esquerda do Guarani no biênio 1973/74

O futebol tem os seus caprichos que não passam por explicações. No mínimo três goleiros falharam barbaramente em dérbis, mas apenas um deles ficou terrivelmente marcado: Birigui, do Guarani de 1981, no histórico confronto entre os rivais, no Estádio Moisés Lucarelli, na vitória pontepretana por 3 a 2.

Na ocasião o lateral-direito Chiquinho recuou mal a bola, e para evitar o escanteio Birigui se esticou todo e espalmou-a ao campo de jogo. Disso se aproveitou o atacante Serginho, da Ponte Preta, para explorar o erro e marcar gol para a sua equipe.

Aí esquecem que em 1984 Sérgio Guedes, então goleiro da Ponte, sofreu frangaço em falta cobrada pelo então meia Neto, do meio da rua, com a bola passando entre as suas pernas.

WALDIR PERES

Muito menos a tremenda falha do saudoso goleiro Waldir Peres, quando defendia a Ponte Preta em dérbi de 1973, no Estádio Moisés Lucarelli, em vitória bugrina por 2 a 0, num 13 de maio.

O Guarani vencia com gol de Mingo, e a Ponte buscava o empate. Aí Alfredo Perandine Júnior - conhecido apenas pelo prenome - finalizou de longa distância, em bola plenamente defensável, mas Waldir calculou que ela encobriria o travessão. E quando tentou espalmar, ela entrou entre as suas mãos e o travessão: Guarani 2 a 0.

Só pra recordar, eis o time bugrino da época, comandado pelo saudoso treinador Zé Duarte: Tobias, Wilson Campos, Amaral, Alberto e Bezerra; Flamarion e Alfredo; Jáder, Washington, Clayton e Mingo.

Quem é esse Alfredo em questão?

A exemplo da maioria dos jogadores em passagem pelos clubes de Campinas, voltou a fixar residência da cidade, e isso ocorreu após o encerramento da carreira no União São João de Araras em 1977.

RIBEIRÃO PRETO

Por ser natural de Ribeirão Preto, foi no Botafogo que ele se projetou de 1968 a 1972, quando mostrava a real característica do meia-esquerda do passado, de privilegiada visão de jogo para lançamentos, toques refinados com a canhota, e pegava bem na bola em finalizações de fora da área. Apesar disso, era lento.

Ainda no Guarani ele perdeu a posição para o saudoso Alexandre Bueno, morto em maio do ano passado, em decorrência de problemas hepáticos.

Do Guarani, Alfredo foi transferido para o Santa Cruz, e em 1976 voltou a jogar no Botafogo, até que o Coritiba manifestou interesse em levá-lo na temporada seguinte. O encerramento da carreira ocorreu no União São João de Araras.

  • João da Teixeira
    10/08/2020 17:22

    Alfredo foi um excelente meia, que compensava sua morosidade em armar as jogadas com a habilidade que tinha de colocar a bola onde queria. O Gfc estava mordido nesse jogo, pois tinha dado adeus ao Torneio Laudo Natel 3 meses antes desse jogo, ao perder da Ponte de 1x0, gol de Mosca. Nesse jogo, Mosca só não fez chover, deu uma caneta, não me lembro agora se foi no Alfredo ou Ednaldo, que o fez cair sentado no meio do campo. Como disse, a vitória tirou o bugre do torneio.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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