29
ABR
Nova oportunidade pra se avaliar suposta melhoria do time pontepretano

Internauta que se identificou como 'Calão' - provavelmente na primeira aparição nos comentários, domingo passado - mirou a metralhadora pro meu lado e disparou, de certo interpretando linha de pensamento de torcedores passionais:

“Quando a Ponte perde, é o pior time do mundo. Quando ganha, o adversário era fraco e a vitória é sempre desvalorizada. Quem gosta de futebol e diz que não torce para time nenhum....Desconfie....é migué”.

A linha plural deste espaço só implica em censura a quem apela feio, o que não foi o caso de Calão, que apenas manifestou o seu ponto de vista.

Já disse incontáveis vezes que o analista de futebol que se aprofundou nos bastidores de clubes e enxergou tudo aquilo de podre que existe no meio, só vai manter predileção clubística se não tiver 'simancol, pra não dizer outra coisa.

Portanto, melhor que vocês não saibam o tamanho da fedentina no mundo da bola.

SARDINHA PRA BRASA

Faz parte da cultura de comunicação do futebol que radialistas e jornalistas de cidades do interior paulista - e quiçá do Brasil - puxem a brasa para a respectiva sardinha.

Pra dizer o português claro, puxam o saco dos clubes da cidade e assim massageiam o ego dos torcedores.

Décadas passadas, enquanto repórter, já fiz coro neste time, embora não fosse coisa tão acintosa.

22 JOGADORES

Essa receita deixou o torcedor mal acostumado, e por isso é compreensível a ira de Calão.

O que alguns ainda não se deram conta é que análise no blog mira 22 jogadores em campo e não apenas onze, como é praxe por aí.

Logo, a inoperância do CRB foi sublinhada neste espaço na derrota para a Ponte Preta, porém sem desmerecimento ao espírito de luta, intensidade e volúpia ofensiva pontepretana, sem que isso se transformasse em reais oportunidades de gols, exceto na bem trabalhada jogada que resultou no gol do atacante Lucca, que definiu a partida.

Se a bola 'voou' na área adversária, no chamado chuveirinho, é sinal que faltou criatividade para construção de jogadas por baixo.

VASCO

Aí veio o jogo com o Vasco e o torcedor pontepretano acreditou que algo além da competitividade seria colocado em prática pelo seu time.

Na prática, mesmo diante de um fragilizado Vasco, a Ponte não soube construir o resultado, sinal que ainda não estava preparada para tal.

Isso colabora com a fala do treinador Marcelo Cabo, do CRB, à Rádio Gazeta FM de Maceió, na programação vespertida de quinta-feira, quando caracterizou como injustiça o seu time perder para o Náutico, mas fez questão de enfatizar que 'não jogou na nada no sábado, contra a Ponte Preta'.

PROCESSO DE CONSTRUÇÃO

Oxalá, então, a Ponte Preta esteja em processo de construção para se conferir brevemente uma nova cara para o time.

Indispensável transpiração não tem faltado, e bola chega ao ataque mais vezes.

Se os laterais estão mais soltos, cobra-se combinações de jogadas pelos lados do campo, para que não prevaleça a insistência de bola alçada à área adversária.

Vem aí o igualmente competitivo Brusque. Portanto, nova chance pra se avaliar esse processo de construção do futebol da Ponte Preta.

Convenhamos que melhorar insistindo em jogadores como Matheus Anjos, Pedro Júnior e Jean Carlos é difícil.

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28
ABR
Daniel Paulista precisa enxerga o óbvio

Quando vejo o treinador Daniel Paulista, do Guarani, de braços cruzados, olhando toda hora no relógio com aquela baita pose, balanço a cabeça e digo: coitado!

Pensa que saca bastante futebol, mas na prática vai ter que comer muito feijão pra chegar lá.

Quando são mexidas as peças do tabuleiro ele fica a Deus dará, como no jogo contra o Criciúma, de quarta-feira.

Primeiro acabou surpreendido pela atitude do adversário que tomou iniciava ofensiva e propôs o jogo em busca da vitória.

BRUNO JOSÉ

E quando se viu naquela situação, Daniel Paulista não sabia o que fazer.

Não sabia porque sequer havia treinado o óbvio, ou seja: preparação de jogadas usando a velocidade de seu atacante de beirada Bruno José.

Como o Criciúma foi pra cima e o seu lateral-esquerdo Marcelo Hermes sequer tomou conhecimento de Bruno José, com avanços contínuos, qual seria a reação natural de um treinador com plena leitura de jogo?

Posicionamento de Bruno José nas costas de Hermes, preferencialmente para ser lançado e forçar o chamado 'um contra um' contra o quarto-zagueiro Zé Marcos, teoricamente encarregado da cobertura.

Cá pra nós: seria exigir muito de Daniel Paulista que tivesse essa racional leitura de jogo?

Por ordem do banco ou reação instintiva, Bruno José recuava seguidamente para acompanhar avanços de Marcelo Hermes, em tremenda inversão de papéis.

E quando o Guarani conseguia recuperar a posse de bola, Bruno José estava no campo defensivo, com distância longa a percorrer.

Aí, ora dava um drible aqui e outro acolá até perder a bola, ora optava por passá-la a um companheiro.

E mais: meia Marcinho, que deveria ter sido treinado pelo lado direito para enfiar a bola para Bruno José, ficou centralizado e sumido.

YAGO E RONALD

Aí, durante o segundo tempo, quando substituições tornam-se imprescindíveis na equipe bugrina, independentemente das circunstâncias os atacantes de beirada Yago e Ronald são chamados para o aquecimento.

Claro que Daniel Paulista jamais se preocupa com críticas da mídia em relação ao uso de quaisquer jogadores.

De certo não escuta rádio, tapa os olhos para publicações digitais e impressas, e nem dá ouvido se algum conselheiro de plantão tocar no assunto.

Não bastasse a falta de visão apurada de jogo, Daniel Paulista é prepotente e teimoso.

É assim que a diretoria bugrina vai conviver com ele durante esta Série B do Campeonato Brasileiro.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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