JUL Guarani mereceu perder para a pobreza de futebol do Sport Recife
Perder para a pobreza de futebol mostrado pelo Sport é extremamente preocupante para o Guarani. A derrota por 2 a 1, na noite desta quinta-feira em Recife, mostra como agravante um time sem o 'dedo' do treinador Mozart Santos, que errou na escalação e foi repetitivo nas mudanças, Pelo futebol que os atacantes de beirada Bruno José e Júlio César têm mostrado, claro está que não merecem camisa de titular. Eis o dilema: colocar quem no lugar? Yago e Maxwell respectivamente? Até agora o meia Isaque não disse pra que veio no Guarani, o que evidencia quanta falta tem feito ao time Giovanni Augusto, lesionado. Qual a pretensão de Mozart ao começar a partida com o lateral-direito Lucas Ramon? Não bastasse esses equívocos, a morosidade do Guarani conduzir a bola ao campo de ataque propicia que o adversário faça recomposição. Aí, carecendo de individualidades, é natural que o time bugrino tenha dificuldade de penetração em defesas adversárias, mesmo com a clara limitação do sistema de marcação do Sport. CHUVEIRINHO E nas poucas vezes que a bola bugrina rondou a área adversária, foi no tido chuveirinho. Foi aí que o centroavante Nicolas Careca testou e marcou o gol de honra de sua equipe, a rigor em bola cruzada pelo lateral-esquerdo Jamerson, justo ele que jogou mal, após ter dado esperança de bem preencher a lacuna deixada pelo antecessor Matheus Pereira. O lance em que Jamerson cometeu pênalti sobre Kayke, aos quatro minutos do segundo tempo, foi bisonho. Em bola supostamente controlada, rende a linha de fundo de seu campo defensivo, ele deu bobeira, perdeu a jogada e puxou o adversário pela camisa dentro da área. Dois minutos depois, o meio-campista Ronaldo Henrique cobrou o pênalti no canto baixo direito do goleiro Kozlinski, sem chances de defesa. Além do citado vacilo, Jamerson se transfornou numa 'avenida' para jogadas de velocidade do atacante de beirada Fabinho, sem que o bugrino Ernando, que atuou na quarta-zaga bugrina, fizesse providencial cobertura. SPORT PEGOU MOLEZA Evidente que o analista da Wellington Araújo, da Rádio Clube de Recife, agiu mais como torcedor quando fez críticas generalizadas a maioria dos jogadores do Sport, após a goleada sofrida para o Sampaio Corrêa por 4 a 1, sábado passado. mas que o treinador Claudinei Oliveira vai ter trabalho para extrair mais de seu time, isso vai. Exceto o zagueiro Sabrino, os demais do quarteto defensivo não inspiram confiança, se bem que o volante Pedro Naresi atuou improvisado na lateral-direita e Sander, lateral-esquerdo, aparece mais quando ataca. Chico, outro zagueiro, é limitadíssimo. A proposta do Sport de fazer transição rápida ao ataque é válida, mas o time carece de qualidade para transformá-la objetivamente. Embora tivesse marcado o primeiro gol do Sport logo aos quatro minutos, Denner jogou mal e mereceu ter sido substituído no intervalo. Kayke se vale da disposição, mas precisa melhorar muito. Até Juba, tido com uma das principais 'peças' do Sport, sucumbiu, extraindo participação no lance do gol de Denner, na melhor jogada construída pelo Sport, com cruzamento de Kayke pela direita, Juba rolando a bola para Sander cruzar e Denner conferir. Tudo isso com o compartimento defensivo do Guarani apenas assistindo. VAR ANULA GOL Foi providencial a intervenção do VAR aos 13 minutos do primeiro tempo, quando alertou ao árbitro goiano André Luiz de Freitas Castro que o bugrino Júlio César havia cometido falta sobre Pedro Naresi, em lance que antecedeu ao gol do Guarani. No desdobramento da jogada através do volante Leandro Vilela, a bola chegou para Nicolas Careca, sem ângulo, que, no chute, a colocou entre as pernas do goleiro Carlos Eduardo, que saiu precipitadamente da meta. Afora isso e o lance de gol validado, a ofensiva bugrina se restringiu a bola dividida de Bruno José com o goleiro do time pernambucano e um chute rasteiro e defensável de Maxwell, aos 42 minutos do segundo tempo. Convenhamos: muito pouco pra quem tem pretensão de fugir da zona da degola desta Série B do Campeonato Brasileiro.
JUL Tema rigorosamente livre; escolha o assunto
Assuntos são diversos por aí, sem que me concentre em apenas um. Por isso prevalece o título da postagem: tema livre. Evito análise de pré-jogo, só colocando como exceção quando o cenário apresenta flagrante possibilidade de um time explorar deficiências de adversários para sair com vitória. No mais, as naturais imprevisibilidades. ESCALAÇÕES DE EQUIPES Quem pode afirmar categoricamente que a escalação anunciada por veículos de comunicação está correta? E não culpe o setorista de clube, pois na maioria das vezes é cerceado até de acompanhar treinos, e assim fica nas mãos dos assessores de imprensa, que só liberam a escalação momentos antes das partidas. Isso gera tremenda especulação. Rodadas passadas da Série B, uma mídia conseguiu errar cinco nomes na escalação de um time, que reservo no direito de não revelar qual foi. JÔ E WALLISSON Quer comentar sobre suposto interesse do Guarani pelo atacante Jô, ex-Corinthians, que está disponível no mercado? Reconheçamos o brutal crescimento do futebol do volante Wellisson, da Ponte Preta, inclusive como cabeceador, o que é uma surpresa. Umas pinceladas sobre a derrota do Corinthians para o Atlético Goianiense? Fique à vontade. Ainda não existem comentários. |