Cadê Você?

20
SET
Paulo Isidoro, o Tiziu, também fez sucesso no Guarani

Dois atletas identificados como Paulo Isidoro tiveram passagens pelo Guarani.

Na década de 80 foi a vez do original, o Paulo Isidoro de Jesus, mineiro que em agosto passado completou 67 anos de idade, e chegou ao clube para atuar como volante, diferentemente de parte significativa da carreira, quando sua posição foi de ponta-de-lança.

Semelhança física com o original implicou que o baiano Alex Sandro Santana de Oliveira fosse apelidado de Paulo Isidoro, e assim é identificado até hoje, quando após a carreira de atleta migrou à função de treinador.

VICE PAULISTA

Esse Isidoro baiano passou pelo Guarani no biênio 1997/98, foi rápido e driblador, mas não atingiu o status do mineiro revelado pelo Atlético Mineiro em 1974, que durante os 13 anos subsequentes ainda passou por Grêmio e Santos, até a chegada ao Guarani para formar o tripé de meio de campo com Barbieri e Neto.

Aquele time bugrino chegou à final do Campeonato Paulista de 1988 e perdeu para o Corinthians por 1 a 0, em Campinas, ficando com o vice-campeonato.

Adaptação de Paulo Isidoro como volante foi sintomática, devido ao espírito competitivo e a condição física privilegiada para combater o adversário e desarmá-lo.

E como volante ele encerrou a carreira aos 43 anos de idade, atuando em clubes do Norte e Nordeste. Antes disso passou por Cruzeiro, XV de Jaú, Inter de Limeira (SP) e Valeriodoce (MG).

A carreira foi alongada porque confessou adoração por futebol, assim como tinha o hábito de colecionar carros.

Nos tempos em que o veículo ‘Mercedes Benz’ era uma relíquia, já era proprietário de sete deles, guardados em seu sítio em Belo Horizonte, local em que investia em gado, criação de peixes e montagem de uma escolinha de futebol.

SELEÇÃO

Na Seleção Brasileira desde 1978, participou do Mundialito de 1981, quando o Uruguai - que sediou a competição - venceu o Brasil por 2 a 1 e conquistou o título.

Foi quando o saudoso treinador Telê Santana apostou as fichas nele na final, num time formado por João Leite; Edevaldo, Oscar, Luizinho e Júnior; Batista, Cerezo e Paulo Isidoro; Tita (Serginho Chulapa), Sócrates e Zé Sérgio (Éder).

Já na Copa de 1982, na Espanha, foi considerado o 12º jogador, pois entrou em quase todas as partidas.

Paulo Isidoro também foi identificado pelo apelido de Tiziu, ganhado na infância. A referência tinha a ver com o passarinho negro comum em todo país.

  • Fernando
    17/10/2020 17:41

    Jogava muito, desarmava e armava jogadas, nunca faltou raça e vontade, gratidão por ter esse jogador no Bugre.

  • LÉO - PR
    21/09/2020 10:31

    bons tempos de guarani que contratava jogador a nível de seleção,hoje jogadorzinho meia boca que não sabe nem bater na bola que seria o básico,prefere jogar no Cuiabá entre outros timinho invés do guarani onde chegamos.

14
SET
Morre Ferreirão, polêmico desde a chegada em Campinas em 1980

Na década de 60, era da impressão de jornais com maquinário linotipo, indisfarçáveis borrões nas páginas, Campinas contava com três jornais competitivos: Correio Popular, Diário do Povo e Jornal da Cidade, empresa do grupo Pedroso de Comunicação, que não teve vida longa no segmento jornal.

Na ocasião, foi criado um bordão para distinguir o Correio Popular como jornal que antecipava a notícia: 'Se o Correio não deu, você não leu'.

Sem querer puxar a brasa para a sardinha da casa, hoje o portal Futebol Interior pauta a concorrência.

VEJA MAIS DETALHES SOBRE A MORTE DE FERREIRÃO !

REI DO ACESSO

Noticiou com exclusividade, entre os veículos de comunicação de Campinas, a morte do treinador de futebol Luiz Carlos Ferreira, o Ferreirão, rotulado de 'rei do acesso' no interior paulistano, ao longo de uma carreira de 40 anos.

Histórico sobre a doença que vitimou Ferreirão é registrado no site, mas cabe acrescentar a lembrança do falante Ferreirão na chegada em Campinas em 1980, para atuar como auxiliar técnico do treinador Cláudio Garcia, no Guarani.

ÉDEN BAR

Lá pelas tantas da noite daquele início de ano, Ferreirão mal abriu a porta do Restaurante Éden Bar e já gritou:

- Cadê a turma do futebol deste bar? [embora tivesse entrado no restaurante]

Aquela reação estranha de um então desconhecido serviu para emudecer os citados, que se concentravam em três mesas juntadas.

Foi quando o então dirigente pontepretano Peri Chaib olhou para o saudoso jornalistas Brasil de Oliveira e o questionou

- Você conhece esse cara, Brasa?

Após pausa por um instante, o jornalista se manifestou

- A turma tá aqui!

Inadvertidamente Ferreirão se dirigiu às mesas, recusou-se à sentar, e assustou a clientela da casa quando, aos berros, avisou:

BANANA

- Está chegando no Guarani um moço (jogador) que se chama Banana. E que ninguém venha com risada. O apelido dele é Banana, mas joga muita bola. Vocês ainda vão ouvir falar muito dele.

Aquele gesto intempestivo do então desconhecido irritou Brasil de Oliveira, que sabia ser arrogante quando provocado, e disparou:

- Você sabe com quem está falando? Calma rapaz. Sente aí e aprenda conosco. Eu vivo futebol 24 horas por dia e nunca ouvi falar desse Banana que vem do Distrito Federal.

Semanas depois, já de bola baixa, Ferreirão se tornou amigo de Brasil de Oliveira, se dissociou de Cláudio Garcia para iniciar carreira solo com sucesso, sem jamais abandonar as suas convicções e estilo motivador.

Outros tempos eu diria 'descanse em paz, Ferreirão!

Hoje, meus cabelos brancos ensinaram-me que morto não ouve, nem lê.

Logo, cabe apenas desejar sentimentos aos familiares.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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