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02
NOV
Sheik, passagem para ser esquecida na Ponte Preta

Entrevistado em programa esportivo pelo canal Fox Sport de três de abril passado, o ex-atacante Emerson Sheik fez confissão sobre a mania do zagueiro Rodrigo - ex-Ponte Preta - irritar adversários com 'dedada', como a ocorrida na derrota pontepretana para o Vitória por 3 a 2, ocasião em que, flagrado o jogador foi expulso de campo ainda no primeiro tempo. Com isso, a sua equipe penou ao sofrer inesperada virada, que culminou em rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro em 2017.

RODRIGO

Sheik revelou que não se surpreendeu com a postura daquele que foi seu companheiro de equipe naquela temporada de Ponte Preta, pois ambos tiveram entrevero quando o zagueiro atuava pelo Vasco, e cita que, catimbeiro, praticava o revide, para posteriormente se transformarem em amigos.

Passagem de Sheik pela Ponte Preta ocorreu quando estava na descendência do futebol e marcada com queda de divisão, diferentemente da carreira internacional de sucesso na primeira década do século, e depois por grandes clubes brasileiros.

Sheik nasceu Marcio Passos de Albuquerque, segundo registro de cartório Nova Iguaçu (RJ), em setembro de 1978, portanto 42 anos de idade.

FELIPÃO APOSTA EM EX-ATACANTE DA PONTE NO CRUZEIRO

SÃO PAULO

Sabe-se lá por quais motivos passou a ser identificado como Emerson quando se profissionalizou no São Paulo em 1998.

No Catar foi idolatrado, naturalizado e participado de quatro jogos eliminatórios da Copa do Mundo de 2010 pelo país.

De volta ao Brasil em 2009, passou por Fluminense e Flamengo antes de aportar no Corinthians, onde conquistou Campeonato Brasileiro, Libertadores e Mundial de Clubes sobre o Chelsea, no ápice da carreira.

Ajudou nos títulos como garçom de artilheiros e com os seus golzinhos.

BOTAFOGO E PONTE PRETA

Todavia, já na conquista da Recopa Sul-Americana em 2013 havia perdido espaço na equipe, e optou por seguir carreira em Botafogo (RJ) e Ponte Preta, até o desejo de encerrar a carreira no próprio Corinthians em 2018.

Incontinente, teve aversão à experiência como diretor de futebol do clube e preferiu se desligar da função.

Arrependimento no período de atleta fica apenas por ter ofendido gratuitamente o atacante Dudu, ex-Palmeiras.

INSTITUTO

Hoje, a sua prioridade é cuidar do Instituto Emerson Sheik, que programa a cada final de ano arrecadação de alimentos para doação.

Paralelamente trata com carinho de sua macaquinha, alimentada com iogurte, ração e frutas.

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14
OUT
Enfim, a vida coloca o ídolo Fifi em cadeira de rodas

Meia Fifi foi ídolo do Guarani nos anos 50 e década seguinte no Votuporanguense, cidade em que está radicado até hoje, aos 83 anos de idade.

A expressão de Francisco Santana, o Fifi, conforme demonstra a foto, é de pessoa bastante debilitada. Por duas vezes neste ano teve que ser socorrido e avisado que já não se encontra em condições de morar sozinho, até porque quase não consegue ficar em pé, e por isso está acomodado em cadeira de rodas.

ISOLADO

Até 2010 ele morou em alojamento do Estádio Plínio Moraes, do Votuporanguense, para depois se transferir a área próxima do Centro da cidade.

A Secretaria Municipal de Direitos Humanos de Votuporanga havia determinado que fosse encaminhado a um abrigo da cidade.

Pois a vida é assim. Um dia reconhecimento como atleta qualificado, que colaborava com as equipes que atuava; outro dia distante de familiares e contando apenas com apoio de amigos e conhecidos de Votuporanga.

CAMPINEIRO

Natural de Campinas, nascido em novembro de 1936, Fifi foi aquele meia que desfilava seu repertório de dribles e criava tormento pra defesas adversárias.

Revelado nas categorias de base do Guarani, subiu ao profissional com apenas 17 anos.

E abusava do individualismo desde os tempos de juvenil, quando convocado para o selecionado olímpico brasileiro que participou de torneio na Colômbia.

À época, jogador da base se apresentava em seu clube de origem apenas em dias de jogos, e quando isso não ocorria Fifi trabalhava como entregador de carne, através de sua bicicleta.

Fominha por bola, ele arrumava um jeitinho de também atuar no primeiro tempo de jogos do extinto time varzeano E.C. Gazeta de Campinas, aos domingos pela manhã.

Na ocasião, encostava a 'magrela' na porta do vestiário, com as devidas encomendas no bagageiro, e as vigiava à distância, jamais contando que o amigo alheio levasse todo filé.

MEIAS ARRIADAS

Como à época não havia obrigatoriedade de caneleiras, ele entrava em campo de meias arriadas, e assim dava visibilidade às pernas massageadas com óleo elétrico, que provocavam brilho intenso com incidência do sol.

O tal óleo, que provocava cheiro forte, do tipo eucalipto, ajudava no aquecimento, para se evitar lesões musculares. Por isso foi usado com frequência nas décadas 50 e 60.

Fifi ficou no Guarani até 1960, com histórico de 84 gols. Depois defendeu XV de Piracicaba, Fluminense, Botafogo e Atlético-MG até se transferir para o Votuporanguense.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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