Quando o atleta recebe cartão vermelho ou terceiro amarelo, o que acontece com ele?
Cumpre suspensão.
Na má fase do atleta, o que faz o treinador?
Procura outra opção no elenco.
E se o treinador acumula sequência de derrotas?
Não é perdoado por torcedores, enfrenta críticas da imprensa e acaba impiedosamente demitido, como forma de se desviar a atenção pela má fase do clube.
EBERLIN RESISTE
E quando dirigente mostra incompetência em todos os sentidos, como ocorre com Marco Eberlin, vice-presidente da Ponte Preta?
E com risco iminente de o clube ser matematicamente rebaixado com seis rodadas antes do término da Série B.
Fosse na imprensa paulistana receberia críticas nominalmente.
Ano passado cometeu o absurdo de pagar R$ 115 mil por mês para um lateral fraco como Maguinho.
E fica tudo por isso mesmo.
Eberlin desconsiderou o real orçamento de seu clube e assumiu gastança daquilo que não tinha.
Na maioria dos clubes, cartolas com esse procedimento seriam cobrados pra valer, mas em Campinas nem tanto.
ATRASOS DE SALÁRIOS
O cartola não dimensiona o real orçamento do clube, deixa salários atrasados do elenco por mais de seis meses, não apresenta justifica adequada, e fica tudo por isso mesmo.
Esse é o caso da Ponte Preta.
A incompetência não tem limites.
Funcionários do clube também penam com salários atrasados, e até dono de padaria cobra alta dívida.
Então, se por aí atleta em má fase perde espaço, se não há tolerância com treinadores que acumulam derrotas, e até árbitros com erros grotescos também perdem espaço, por que o primeiro escalão da Ponte Preta é considerável intocável?
Sabe quando a pessoa recebe duras e justas críticas de conselheiros, associados e torcedores e não está nem aí?
Age como se nada tivesse ocorrido.
INSENSIBILIDADE
Sensibilidade com o torcedor?
Não. Claramente não há a devida sensibilidade dos atuais cartolas para a situação desconfortável do torcedor pontepretano.
Na maioria de outros clubes médios, como a Ponte Preta, os cartolas teriam a devida sensibilidade de abrir espaço para outras pessoas, com a devida competência, na busca por melhor situação ao torcedor.
Aqui, infelizmente, prevalece a vaidade dos atuais dirigentes.
E sabe-se lá o que impede de entregarem o ‘osso’, e naturalmente isso provoca interrogações.