Serviram-me de aprendizagem as contínuas conversas com o saudoso preparador de goleiros Dimas Monteiro, quer na Ponte Preta, quer no Guarani.
No elenco pontepretano, ele transformou o goleiro Carlos Ganso em um dos principais do futebol brasileiro.
No Guarani – onde também foi atleta -, deu uma ajustada no deficiente goleiro Sérgio Nery, corrigindo-lhe defeitos básicos de saída da meta e ensinamentos para correr na bola, em vez de saltos improdutivos.
Por que esse preâmbulo?
VINÍCIUS FERRARI FALHA DEMAIS
Porque esse goleiro Vinícius Ferrari, da Ponte Preta, não justificou até agora a titularidade na meta do clube, após a saída do experiente Diogo Silva.
Esse Vinícius falha em quase todos os jogos. Como pratica uma ou outra defesa com alguma relevância, aqueles que o observam nem sempre ficam plenamente ligados.
Isso também se aplica a treinadores da Ponte Preta nesta temporada.
Ocorreu com Márcio Zanardi, e agora se repete com Gilson Kleina.
Sim, o reserva Guilherme Viana não é confiável.
Eis aí o grande erro de quem coordena situações de goleiros desde a base.
PREPARADOR LAURO NÃO CORRIGE
O preparador deles – no caso Lauro -, não tratou de corrigi-los.
Com Dimas Monteiros a situação era diferente.
Até para o experiente e saudoso goleiro Valdir Peres, que jogou na Seleção Brasileira, não escapou das broncas dele, quando ambos estavam no Guarani.
Repetia ao comandado que bola cruzada na pequena área obrigatoriamente tem que ser do goleiro.
Lembram-se onde estava Vinícius Ferrari no gol marcado pelo lateral-esquerdo Mário Sérgio, o segundo do São Bernardo?
Bola a dois metros dele, sem aquele amontoado de jogadores para bloquear a passagem, mas sequer foi nela
Nas bolas alçadas, na maioria das vezes sai ‘socando-a’ sem direção, mesmo com possibilidade de segurá-la.
Vinícius não foi treinado adequadamente para correr na bola, quando cruzada e passa bem perto da risca fatal.
SALTO EM VEZ DE CORRER NA BOLA
Sem a devida noção de como se conduzir nesse caso, salta sem cálculo de distância, e assim tem sofrido gols em bolas defensáveis nesse estilo.
Que erro crasso foi cometido pelo diretor de futebol da Ponte Preta, Marco Eberlin, que não dimensionou a falta que faria o então titular Diogo Silva.
Aborrecido pela falta de pagamentos de salários, Diogo topou disputar a Copa Paulista pelo Noroeste.
Que situação!