Neste domingo, deu tudo errado de novo para a Ponte Preta.
Por ter sido um dia frio e chuvoso, a manifestação programada pelas torcidas organizadas Serponte e Jovem, a partir das 15h, acabou ficando esvaziada.
Aí veio o jogo à noite e mais uma derrota dela nesta Série B do Brasileiro, agora para o São Bernardo, por 2 a 0.
Agora, com mais este vexame, a Ponte Preta é recordista na competição por atingir a 20ª partida sem vitória, suplantando o ABC de Natal, que havia chegado a 19, em 2015.
O estado do gramado do Estádio Moisés Lucarelli está horroroso.
São poças d’águas não filtradas, por descuido de quem deveria dar o devido tratamento, que são os diretores de primeiro escalão do clube.
Assim caminha uma diretoria contestada pelos segmentos diversos do clube, chegando agora nas torcidas organizadas.
Jogadores fizeram greve de seis dias por falta de pagamentos de salários, houve necessidade de se recorrer aos juniores para o jogo contra o América Mineiro, mas isso não serviu para sensibilizar dirigentes.
Funcionários têm recorrentes atrasos de salários e deve-se até para a padaria que fornecia alimentos.
FALHAS DE JOGADORES
Diante do cenário, mais uma derrota para um clube com limitações bem parecidas com a dela, mas capaz de explorar as naturais falhas dos jogadores limitados dela.
Nas duas reais oportunidades criadas pelo São Bernardo, necessariamente tem-se que atribuir a falhas da Ponte Preta, para sofrer gols.
O São Bernardo explorou porque a Ponte Preta conta com um zagueiro como Lucas Cunha que falha na maioria dos jogos.
Desta vez, rebateu de cabeça a bola para o interior da sua grande área, e com isso ‘presenteou’ o lateral direito Rodrigo Ferreira, que em arremate certeiro, no canto esquerdo, fez 1 a 0 para o São Bernardo, aos 44 minutos do primeiro tempo.
VINICÍUS FERRARI DE NOVO
No gol sofrido pela Ponte Preta após o intervalo – o segundo do São Bernardo -, aos 34 minutos, a culpa principal, mais uma vez, foi do goleiro Vinícius Ferrari.
Ele foi incapaz de interceptar uma bola cruzada no fundo do campo, chegando na pequena área.
Como não foi ao encontro dela, permitiu o cabeceio do lateral-esquerdo Mário Sérgio.
Goleiro, por sinal, que falha em quase todos os jogos.
PALÁCIOS É EXPULSO
Quatro minutos antes, que infantilidade do zagueiro Palácios!
Ao cometer falta resultante do segundo cartão amarelo, sobrou-lhe o vermelho.
Ele estava quase rente à linha de fundo quando cometeu uma falta desnecessária, pois logo em seguida havia cobertura de um companheiro.
CHEGOU APENAS UMA VEZ
O que esperar de uma Ponte Preta que ameaçou a meta adversária apenas em uma investida ofensiva?
Isso ocorreu aos 27 minutos do segundo tempo, quando André Lima finalizou, houve rebote explorado pelo atacante David da Hora, que exigiu defesa do goleiro Alex Alves.
Com o rebote, Murilo acertou chute e a bola atingiu a trave direita da meta adversária.
Isso, ofensivamente, com David da Hora praticamente isolado no ataque, ora contido com faltas, ora sem receber munição de companheiros para sequências das jogadas.
O ataque Ponte Preta ficou nulo mais uma vez.
EBERLIN E TORRANO
Depois de tudo isso, responsáveis por colocarem a Ponte Preta nessa situação vergonhosa, como o presidente e vice, Luiz Torrano e Marco Eberlin respectivamente, não se importam com a situação.
Mesmo pressionados, não admitem a renúncia, com consequente abertura a quem pretenda colocar ordem na casa.