Neste 252 anos de Campinas, que saudade da cidade de 60 a 70 anos atrás, basicamente dos campineiros.
Tempos em que bugrino era bugrino, e pontepretano, pontepretano.
Quem diria que palmeirenses e corintianos fossem maioria na coletividade esportiva da cidade!
Tempos em que tanto no Estádio Brinco de Ouro, como no Moisés Lucarelli, os ‘durangos’ ficavam à espera da abertura dos portões, por volta de 20 minutos do segundo tempo, para entrada gratuita, visando assistir restantes de partidas.
LINHA DA FEPASA
Tempos que, na linha do trem da Fepasa – antiga Paulista -, atrás do gol de fundo do Majestoso, era possível ver metade do gramado, para acompanhar a sequência de jogos.
Tempos que a área atrás do Estádio Brinco de Ouro era inabitável e, igualmente, podia-se ver boa parte do gramado.
MORRINHO ATRÁS DO GOL
Aquele espaço era chamado de morrinho.
Ainda no Brinco de Ouro, sem o Tobogã, quantos e quantos torcedores pulavam o muro para acesso na arquibancada, mesmo sob risco de seguranças do clube, de ripas nas mãos, visando amedrontar invasores com ‘lambadas’.
Tempos em que Avenida Princesa d’ Oeste era cortada por córrego a céu aberto, e brejo nas imediações dos portões principais do Estádio Brinco de Ouro.
Dias de chuvas, o bugrino enfrentava aquele atoleiro ao estacionar o carro, e se virava como podia.
PONTE PRETA X PORTUGUESA SANTISTA
E a Campinas do Estádio Moisés Lucarelli, do começo de 1965?
Jogo da decisão da Série A2 do Paulista entre Ponte Preta e Portuguesa Santista, ainda válido pela temporada passada, para acesso ao Paulistão.
Jogo que, com gol do atacante Samarone, aos 6 minutos do primeiro tempo, a ‘Briosa’ venceu por 1 a 0 e garantiu o acesso.
ESTILHAÇOS DE VIDROS
Foi um final de tarde em que a Avenida Monte Castelo – nas proximidades do Estado de Moisés Lucarelli -, ficou ‘banhada’ de estilhaços de vidros.
Na ocasião, raivosos pontepretanos fizeram pedras ‘voarem’ sobre as vidraças dos ônibus das excursões que conduziam torcedores do clube adversário.
Naquela linda Campinas daquele tempo, era permitido andar a pé pelas ruas da cidade até de madrugada, sem imaginar que aparecesse um assaltante no meio do caminho.
Aplausos, sim, para a Campinas de 252 anos, mas eu prefero aquela com menos de 200 anos.