Enfim, a torcida da Ponte Preta fez aquilo que já foi feito neste espaço do blog, na noite desta segunda-feira, no Estádio Moisés Lucarelli, no empate sem gols diante do Botafogo de Ribeirão Preto.
Foi estendida uma faixa ‘Fora Eberlin’, além dos gritos pedindo a renúncia dele e do presidente Luiz Torrano, pela calamitosa situação financeira que o clube se encontra, com jogadores mais uma vez cobrando o pagamento de salários atrasados.
EXPULSÃO DE DIEGO TAVARES
Por mais paradoxo que pareça, não há como o pontepretano contestar esse empate, pela Série B do Brasileiro.
Considerando-se as claras limitações de seu time, observando-se que ficou com um homem a menos a partir dos 30 minutos do primeiro tempo – com a expulsão do atacante Diego Tavares -, convenhamos que ela ficou no lucro.
Em disputa de bola pelo alto, Tavares acertou cotovelada no rosto do lateral Patrick Brey e a expulsão foi justa.
EQUÍVOCOS EM ESCOLHAS
Isso além de equívocos do treinador interino Edson Boaro, se é que não houve palpites na escalação da equipe.
Se a Ponte Preta está precisando de jogador força, o que tem a ganhar com a escalação de Danilo Barcelos na lateral esquerda, perdendo a maioria das jogadas?
E quando se aventurou ao ataque e deixou o setor descoberto, levou uma tremenda bronca do goleiro Diogo Silva.
O garoto Júlio, escalado na lateral-direita, também perdeu a maioria das jogadas no primeiro tempo. Depois, sejamos justos que melhorou.
Por que a insistência com o atacante David da Hora, se no banco havia a opção de Luís Phelipe, que sem entrar em campo acabou expulso por reclamação.
Pior ainda com a invenção de ‘ressuscitar’ Baianinho, que substituiu David da Hora, durante o segundo tempo.
E num jogo que cabia à Ponte Preta apenas se defender para evitar a derrota, por que a insistência com o meia Élvis – andando em campo – até o apito final?
BOTAFOGO DESPERDIÇA CHANCES
Apesar do intenso volume ofensivo do Botafogo na maior parte da partida, faltou pontaria nas finalizações, ou chegadas atrasadas de alguém para o arremate final.
Nas raras vezes que os chutes ou cabeceios tiveram direção do gol, ora houve bloqueio de defensores, ora o goleiro Diogo Silva apareceu com grande defesa, como aos 42 minutos do segundo tempo, na conclusão de Arthur Caike.
Coloque também na conta do botafoguense Zé Hugo que, aos 22 minutos da etapa final, cara a cara com a meta pontepretana, fez o impossível: chutar a bola à direita do gol, rente a trave.
Teve a cabeçada do centroavante Hygor, aos 30 minutos, com bola para fora.
LANCE POLÊMICO
O lance polêmico da partida ocorreu aos 45 minutos do segundo tempo.
Foi quando o zagueiro Palácio, da Ponte Preta, ganhou disputa no campo defensivo, e, ao partir ao ataque na velocidade, escapou da marcação de três contrários.
No chute, exigiu rebote do goleiro Victor Souza, na única defesa durante o jogo, ocasião que, na sobra, Baianinho levou a pior na disputa com adversário, com reclamações que teria sido empurrado dentro da área.
No entanto, a árbitra Edina Batista interpretou que não era lance de pênalti.
Com o empate a Ponte Preta sobe para oito pontos e iguala-se ao Londrina, mas perde no critério saldo de gols, e assim continua na penúltima colocação