Neste 29 de maio, aniversário de 27 anos da Linfurc (Liga Independente de Futebol da Região de Campinas), cabe lembrar o quão importante foi me juntar a parceiros como o sargento Pereira (Estoril), José Carlos Bueno (Carrá do Cambuí) e Natão de Barão Geraldo, todos falecidos, para a criação da entidade.
O principal propósito era organizar competições para prolongar as ‘carreiras’ dos velhinhos de clubes amadores de futebol, e assim expandir a faixa etária acima de 50 anos de idade, e posteriormente 55.
O bem-sucedido modelo nos motivou a inovar competições aos acima dos 60 anos de idade, quando mal prognosticávamos uma iniciativa exclusiva, pelo menos em território paulista.
Claro que tudo isso com responsabilidade e resguardando plena saúde dos envolvidos.
ADEMIR DA GUIA E PARANÁ
Pois vejam que hoje a faixa etária já foi estendida para 63 anos – o sexagenário -, e uma vez por ano a entidade realiza promoção de jogo amistoso festivo para os ‘setentões’, eventos que já contaram com as participações de ex-profissionais como o meia Ademir da Guia e ponteiro-esquerdo Paraná.
A Linfurc já mostrava singularidade em 1999, quando da realização de seu primeiro campeonato.
JUIZ DA CASA
Foi quando determinou a responsabilidade de o clube mandante escalar árbitros em seus jogos.
Como assim?
Exatamente. Arbitragem sem qualquer custo aos clubes. Seria basicamente uma extensão de partidas amistosas, para testar a identidade de representantes da casa.
A proposta visava romper a malandragem do mandante, então viciado em pressão sobre arbitragem.
Por mais paradoxo que pareça, essa proposta inovadora e arriscada foi bem-sucedida.
PUNIÇÃO RIGOROSA A AGRESSORES
Apesar disso, nos anos subsequentes foi organizado um quadro de árbitros independentes, com exposição no regulamento que, caso fossem agredidos, o autor seria automaticamente eliminado da competição.
Convencionando-se a reincidência do agressor, a pena de suspensão atingia o período de três anos e só houve registro de um caso.
QUEBRAR PRECONCEITO
Coube a Linfurc a quebra de um tabu preconceituoso de clubes da Apesec e grêmios industriais que não se misturavam aos demais.
O planejamento exitoso foi colocar todos no mesmo ‘barco’, assim como uma extensão de participantes de clubes de várias cidades nas proximidades de Campinas, estendendo-se de Louveira a Monte Alegre do Sul, passando pelos vizinhos Valinhos, Indaiatuba, Monte Mor, Sumaré, Hortolândia, etc.