Nesta vitória do Sport Recife sobre o ASA por 1 a 0, na noite desta quarta feira, no Estádio Ilha do Retiro (PE), pela Copa do Nordeste, dois aspectos a se considerar.
Primeiro: faltou pernas para o ASA continuar competindo no segundo tempo, e assim prevaleceu a melhor forma física do Sport para pressionar e chegar ao gol da vitória.
Isso ocorreu aos 35 minutos do segundo tempo, através de cobrança de falta do lateral-esquerdo Filipinho, que lembrou os estilos dos meias Dicá e Zenon.
CENTROAVANTE ALEX BRUNO
Segundo: ao me dispôr conferir esse jogo, me surpreendo com um centroavante que sabe fazer a parede para proteger a bola e, ao se desvencilhar do marcador, mostra recomendável visão de jogo para o passe na medida.
E olhem um atleta com essa característica dando sopa aí com a camisa do ASA – caso de Alex Bruno – e os clubes de Campinas gastam um dinheirão na busca de atacantes rodados.
Isso mostra a ineficiência dos executivos e coordenadores de futebol que não têm olhos para enxergar isso.
RODRIGO SANTANA
Por dever de ofício, o treinador da Ponte Preta, Rodrigo Santana, deve ter acompanhado esta partida que o Sport garantiu vaga na fase semifinal da Copa do Nordeste.
O acompanhamento é justificado porque o Sport será o próximo adversário da Ponte Preta na Série B do Brasileiro, em jogo programado a partir das 18h30 do próximo sábado, em Campinas.
E aí, a grosso modo, o que foi possível observar do Sport?
Difícil avaliação conclusiva, pois o ASA não teve a mesma mobilidade no segundo tempo. Logo, o melhor condicionamento físico do Sport implicou em linhas bem adiantadas e rondando mais vezes a área adversária.
TREINADOR ITAMAR SCHULLHE
Bom, na cabeça do treinador do ASA, Itamar Schulle, era possível fazer um jogo em condições de igualdade com o Sport.
Ele colocou em prática, durante o primeiro tempo, um eficiente esquema de marcação, mas, de posse de bola, seu time soube explorar velocidade nos espaços deixados pela defensiva do Sport.
Reflexo disso, o Sport teve uma chance, na base do bate-rebate, logo no início do jogo, e, ainda durante o primeiro tempo, mais um chute de fora da área e bola na trave direita.
Na velocidade, o ASA respondeu e igualmente carimbou a trave do Sport.
Como o Sport teve mais posse de bola, rodou-a de uma lateral a outra, todavia fez uso mais pelo lado esquerdo, com as incursões de seu lateral Felipinho
Conclui-se que se a Ponte igualar ao Sport no condicionamento físico e tiver perspicácia para explorar claros vazios que provavelmente o Sport deva oferecer, no mínimo o jogo pode ganhar contornos de igualmente.
Isso indica que não é jogo para a escalação do meia Élvis.