Esperar o que de um clube que ao longo dos 100 minutos de partida foi criar a única chance real de gol aos 50 minutos do segundo tempo?
Assim foi a Ponte Preta na quarta derrota consecutiva neste Paulistão, agora para o São Bernardo por 1 a 0, na noite desta quarta-feira, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas.
E a chance foi num chute rasteiro do lateral Júlio e a bola chocando-se contra o poste esquerdo do goleiro Alex Alves.
NENHUM PONTO, NENHUM GOL
Quatro jogos, quatro derrotas, sete gols sofridos e nenhum marcado.
Esse é o retrospecto da Ponte Preta na presente competição, com mais esta derrota.
Resolveram o problema do transfer ban apenas agora, e isso pode ter sido tarde para sobrevivência do clube nesta divisão.
A Ponte Preta levou ao campo cinco estreantes, porém sem ritmo e sem entrosamento, resultando apenas em correria e nada mais.
Logo aos quatro minutos do primeiro tempo saiu o gol do São Bernardo.
Num vacilo de marcação do lateral esquerdo Jean Carlos e precipitação do zagueiro David Braz na cobertura, a bola foi cruzada para o interior da área, encontrando o volante Romissom livre de marcação, com a tarefa de apenas empurrá-la às redes.
Depois disso, ainda no primeiro tempo, a única possibilidade de chance da Ponte Preta dependia da capacidade de concentração do zagueiro Lucas Cunha em direção da bola, para o arremate.
Entretanto, desatento, não acompanhou a jogada.
MESMA CARA
No segundo tempo, não houve mudança na cara do jogo.
A rigor, o São Bernardo ainda teve chance preciosa para ampliar a vantagem, mas foi desperdiçada pelo atacante Echaporã.
Após arrancada com a bola do volante Marcão, desde o meio de campo, Echaporã foi servido livre de marcação, pela meia esquerda, e cara a cara com o goleiro Diogo Silva chutou cima dele, aos 43 minutos.
Assim, pode-se dizer que o jogo diante do Noroeste representa a última chance de sobrevivência da Ponte no Paulistão.
Uma outra enroscada certamente será fatal.