Claro que há um clima de apreensão entre torcedores da Ponte Preta, pelo claro risco de rebaixamento à Série A2 do Paulista.
Com três rodadas do Paulistão e registro de três derrotas, seis gols sofridos e nenhum marcado, esperar o quê?
Como a diretoria do clube fica apenas na promessa de resolver o problema de transfer ban, foi marcado um protesto de torcedores a partir das 19h desta segunda-feira, defronte o Estádio Moisés Lucarelli.
Embora tardiamente, setores da torcida pontepretana não vão continuar de braços cruzados, esperando a hora do velório.
Claro que deve haver consciência da coletividade para que sejam evitados atos de vandalismo.
Não é com esse procedimento que se ajuda a colocar o clube no prumo, como ocorreu no passado, mas também sem essa passividade.
O caso da crise financeira já deveria ter sido discutido há muito tempo.
Como o treinador Marcelo Fernandes soube contemporizar a situação com os seus jogadores, implorando por voto de confiança, a situação não fugiu do controle no ano passado, e os frutos ainda foram colhidos.
ULTIMATO
Agora, exemplarmente, Marcelo Fernandes deu um basta: ou resolvem essa pendência que impede registros dos contratados, ou ele passa a mão na sua mochila e se manda. O recado foi curto e grosso: o prazo para solução do impasse termina na terça-feira.
Ah, só falta o vice-presidente Marco Eberlin, no alto de sua prepotência, repetir a resposta que havia dado ao meia Élvis: “Quem quiser ir embora, a gente conversa e acerta. Na Ponte Preta, apenas vai ficar quem quer ficar na Ponte Preta”.
Ora, quem quer permanecer num clima conturbado, com salários atrasados e sem articulações bem-sucedidas para tirar esse enrosco do caminho?
Se o atual grupo de gestores da Ponte Preta não tem alternativa para solução imediata da crise financeira, então que assuma a incompetência e passe o bastão a quem se habilitar resolvê-la de imediato.