Alô dona CPFL: deixar os seus clientes cerca de três horas sem energia elétrica em área urbana, na noite do último sábado, provavelmente devido à queima de transformador, é muito tempo.
O outro alô é para a ‘bugrinaiada’: calma, gente! Não é o caso de pegar pesado com toda boleirada em jogo de estreia no Paulistão, neste empate por 1 a 1 com o Primavera.
Com equipe bem reformulada, é natural que ainda não ocorra de imediato o devido encaixe dos atletas contratados.
Na prática, faltou, sim, discernimento do treinador bugrino Matheus Costa sobre o atual estágio de alguns jogadores, que não deveriam ter sido escalados.
CICINHO E GUILHERME PAREDE
O lateral-direito Cicinho voltou fora do devido condicionamento físico, com atuação fraca durante o primeiro tempo, diante do Primavera.
Logo, cabe observar se é recomendável mantê-lo ou não na equipe, no jogo de terça-feira em Novo Horizonte, contra o Novorizontino.
Se a planificação tática do Guarani tem sido recomposição dos atacantes de beiradas – quando a bola estiver com o adversário – pergunta-se se teria sido precipitada a escalação do atacante Guilherme Parede?
Na prática, viu-se que ele não foi tão obediente como Mirandinha, para retorno à marcação.
Com a entrada do atacante Dentinho para ocupar aquele setor, pelo menos ficou claro que o time teve ganho em jogadas de velocidade, com a finalidade de explorar contra-ataques.
Então, não estranhem se Matheus Costa optar pela escalação de Dentinho diante do Novorizontino, na terça-feira, até porque se prevê o Guarani mais recuado e contra-golpeando.
DIEGO TORRES
Sem a ocupação de espaço defensivo através de Guilherme Parede, juntada a pouca mobilidade do meia Diego Torres para combatividade no meio de campo, natural que fosse ocorrer sobrecarga aos volantes Willian Farias e Igor Pereira.
Logo, com o Primavera devidamente compactado, natural que fosse se prevalecer no setor boa parte da partida, sem que fosse adotada a devida correção por parte do treinador bugrino.
Se Diego Torres carece da cobrada mobilidade para o desarme, e pouco tem acrescentado na transição ofensiva, não seria o caso de se pensar em outra alternativa para o lugar dele? Isaque, por exemplo?
Ora, não cabe a dependência de Torres na equipe basicamente para lances de bola parada.
TRÊS ZAGUEIROS
Diante do cenário de desarrumação, não seria surpresa se Matheus Costa optar pelo formato com três zagueiros diante do Novorizontino, o que eventualmente implicaria no sacrifício de um dos atacantes de beirada, caso de Guilherme Parede.
Essa estratégia não é descartada, considerando-se o ‘tiro curto’ deste Paulistão, com apenas oito rodadas na primeira fase.