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29
AGO
Almeida, marcador estilo carrapato na lateral-esquerda do Guarani

A forma com que o lateral-esquerdo Almeida foi apresentado como contratado pelo Guarani, numa noite de janeiro de 1980, fugiu à normalidade.

Á época, o saudoso presidente Ricardo Chuffi, que passava o bastão ao também saudoso Antonio Tavares Júnior, recepcionou o atleta depois das 20h, longe dos holofotes da mídia.

A princípio, Almeida se curvou à indigesta concorrência com o titularíssimo Miranda. Por isso a estreia ocorreu dois meses depois, no empate sem gols com o Palmeiras, no Estádio do Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro de 1980, quando o time bugrino, comandado pelo treinador Cláudio Garcia, foi esse: Birigüi, Chiquinho, Gomes, Edson e Almeida; Paulo César, Banana e Péricles; Capitão, Careca (Nardela) e Paulinho.

CARLOS CASTILHO

Se com Cláudio Garcia ele ainda se alternou na posição com Miranda, ganhou a preferência com a chegada do saudoso treinador Carlos Castilho, até que a volta de Zé Duarte - já falecido - ao clube, como terceiro treinador daquele ano, serviu para a recolocação de Miranda como titular.

Na prática, apenas na Taça de Prata de 1981 Almeida foi fixado como titular, e ainda assim porque Miranda foi remanejado para o lado direito.

E isso se prolongou até 27 de março daquele ano, no empate por 1 a 1 com o Anapolina, em Campinas, que resultou no título bugrino, em jogo que marcou a despedida de Miranda, que se transferiu ao Atlético Mineiro.

Se Miranda tinha melhor capacidade técnica para atacar, Almeida foi implacável como marcador.

FLAMENGO

O jogo inesquecível na carreira do paulistano Euclides Almeida da Silva, 69 anos de idade, foi naquela semifinal do Campeonato Brasileiro do Guarani, contra o Flamengo, em Campinas, na noite de 15 de abril de 1982, apesar da derrota por 3 a 2, no recorde de público no Estádio Brinco de Ouro, com 52.002 pagantes.

Foi o jogo da danosa arbitragem do gaúcho Carlos Sérgio Rosa Martins, ao marcar pênalti com equivocada justificativa de que Almeida teria interceptado a bola com o braço.

O time bugrino da época tinha Wendell; Rubens, Jayme, Edson e Almeida; Éderson, Jorge Mendonça e Banana; Lúcio, Careca e Zezé (Henrique).

XV DE PIRACICABA

Antes do Guarani, Almeida jogou no Corinthians de Presidente Prudente, Catanduvense, Santos e XV de Piracicaba. Seus últimos clubes na carreira foram Santa Cruz (PE) e Inter de Limeira.

Depois atuou como coordenador de escolinha de futebol do Guarani.

  • João da Teixeira
    14/03/2022 19:58

    Ederson foi um dos melhores volantes que apareceu no Gfc, foi uma época que o bugre garimpava jogadores em Sta.Catarina. pena que Ederson durou pouco no futebol, seu joelho "foi para o saco" precocemente. Marcava e saia jogando com facilidade ao estilo do argentino Redondo. Almeida mesmo não me chamou a atenção em nada. O futebol era excepcional, por aparecer novos jogadores, se não chamasse a atenção de cara, passava batido. Hoje seria jogador da elite, pela carência de jogador

23
AGO
Morre Bebeto de Oliveira, exemplo de preparador físico

O histórico do preparador físico Carlos Roberto Valente de Oliveira, o Bebeto de Oliveira, foi contado neste espaço em 22 de abril de 2017. Agora, cabe recontá-lo após a morte dele na manhã deste 22 de agosto, sem que divulgassem a causa, embora saiba-se que sequelas de problemas cardíacos tivessem restringido fluência na fala.

Aposentado, Bebeto de Oliveira completaria 80 anos de idade em dez de outubro próximo, e de fato foi um profissional diferenciado em sua área.

Na década de 80, sem o incremento da tecnologia, já sabia projetar o ápice do condicionamento do atleta e como atingi-lo.

Pra dar exemplo ao grupo, fazia questão de se exercitar junto. Ou melhor: puxava a fila.

Diferentemente de profissionais da área que cobiçam vaga do treinador, a preocupação dele sempre se restringiu à sua função. Logo, não encontrou obstáculo para integrar comissões técnicas de diferentes comandantes nas passagens por Ponte Preta, Londrina, São Paulo, Flamengo, Vasco e Seleção Olímpica do Brasil, com conquista da medalha de prata em Seul (COR-SUL).

E quando voltou do Japão em 2004 e considerava-se aposentado, dois anos depois topou o desafio de supervisionar as categorias de base do São Paulo.

RUA ITU

Campineiro e morador na Rua Itu, bairro Cambuí, durante a adolescência a identificação se restringia ao apelido Bebeto, até que fosse incorporado o sobrenome Oliveira na migração a preparador físico, que ocorreu inicialmente na Ponte Preta, a convite do saudoso treinador Cilinho, após ter sido técnico de equipe de basquete em São Carlos (SP), já graduado em faculdade daquela cidade.

FILHO DE BARRIGA

Bebeto fez parte de uma família de boleiros falecidos e diagnosticados por problemas cardíacos.

Seu pai Barriga foi centroavante artilheiro da Ponte Preta nos anos 40. O irmão Nenê seguiu a mesma trajetória inicial de Guarani e Ponte Preta na década de 60.

A estreia de Bebeto na Ponte foi em amistoso contra a Francana, 1 a 1, dia nove de maio de 1965, nesse time: Dado; Wilson, Edson, Celso e Beto Falsete; Bebeto (Heitor) e Da Silva (Curvinho); Jairzinho, Rodrigues, Cristóvão e Zé Francisco.

Se foi um volante competitivo, também fez seus golzinhos quando atuou como meia. Foi assim ao marcar dois gols em vitória sobre o Paulista de Jundiaí por 3 a 2, em Campinas, e um contra a extinta Esportiva de Guaratinguetá, Taubaté e Bragantino.

Aí seguiu caminhada na Ferroviária de Araraquara, com vínculo de 1966 a 72.

  • João da Teixeira
    24/08/2021 18:25

    Bebeto de Oliveira jogou com dois técnicos de futebol famosos, Nicanor de Carvalho e Vail Mota, ambos na Ferrinha. Jogou também com o tio de um amigo, o campineiro Belluomini zagueiro central da Ferrinha. Faleceu recentemente tbem...

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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