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12
AGO
Chega ao fim a carreira requintada de Renato Cajá

Renato Adriano Jacó Morais escolheu o dia sete de agosto passado para sair de cena como um dos meias mais qualificados do futebol brasileiro das últimas décadas. O apelido Cajá é decorrente de ter nascido em Cajazeiras (PB), em 15 de setembro de 1984, e a trajetória de maior relevância foi na Ponte Preta, clube que mais atuou - 178 partidas - alternadamente em cinco passagens e histórico de 45 gols, vários deles na sua especialidade em cobranças de faltas.

PONTE: CINCO VEZES

Inicialmente participou da campanha da Ponte Preta do vice no Campeonato Paulista de 2008. Depois disso foi um vaivém de forma intercalada, onde esteve entre 2011/12, 2014/15, 2017 com outro vice-campeonato paulista e, por fim, em 2019, com passagem curta: 13 jogos e dois gols.

No dia 20 de junho de 2015, a diretoria da Ponte Preta programou amistoso contra o Strikers da cidade Fort Lauderdale da Flórida (EUA), no Estádio Moisés Lucarelli, ocasião que decidiu homenageá-lo com uma placa, em referência a um golaço marcado contra a Chapecoense, pelo Brasileirão.

TRAJETÓRIA

Cajá tinha incrível facilidade para bater na bola, e nos lançamentos colocava companheiros na cara do gol. A trajetória dele foi marcada em 15 clubes, 533 jogos e 96 gols. Tudo começou na base do Mogi Mirim. Depois, além de Ponte Preta, passou por Barretos, Ferroviária, Juventude, Grêmio, Botafogo (RJ), Vitória, Bahia, Juventude, Grêmio, Goiás, CSA e Inter de Limeira, com títulos dos campeonatos carioca, baiano (pelo Vitória) e Copa do Nordeste no Bahia.

EXTERIOR

No exterior, conquistou títulos atuando pelo Al Ittihad da Arábia Saudita, Guangzhou Evergrande da China, e Kashima Antlers no Japão. Também jogou na Turquia e Emirados Árabes.

Na passagem pelo Bahia, perdeu a titularidade para o meia Régis e, como estava na reserva em jogo contra o Fortaleza, pela Copa do Nordeste, ficou irritado com o treinador Guto Ferreira, que o chamou para entrar em campo nos minutos finais.

A recusar entrar no jogo, aquela atitude de indisciplina criou mal-estar no clube, com pretensão do atleta de desligamento, até porque havia, na ocasião, interesse da Ponte Preta pela volta.

Diante das especulações, a diretoria do Bahia se pronunciou pelo interesse na permanência do jogador, e o seu empresário - o ex-jogador Cláudio Guadagno - havia garantido que o mal-estar estava superado, que Cajá continuaria no clube baiano, mas, fora de sintonia com o elenco, a passagem ficou encurtada.

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29
JUL
Mesmo com perda de um olho, lateral Ariovaldo ainda jogou

Qual era o time do Guarani na conquista da segunda estrela, no título da Taça de Prata de 1981, correspondente à Série B do Brasileiro?

Antes daquela competição, o clube ficou sem o saudoso lateral-direito Mauro Cabeção, que havia se transferido ao Grêmio porto-alegrense, e os dirigentes bugrinos se equivocaram na escolha de reposição, quando buscaram o baixinho Gaspar, da Francana.

Ainda bem que as categorias de base do Guarani revelavam jogadores em quantidade, e o então saudoso treinador Zé Duarte apostou que Ariovaldo pudesse se enquadrar no compartimento defensivo da época, apesar das frequentes oscilações, até que perdesse a posição para outro prata da casa, caso de Chiquinho.

TIME DE 81

Inicialmente o time do Guarani que iniciou a temporada de 1981 foi de Birigui; Gaspar (Ariovaldo), Jaime, Edson e Miranda (Almeida); Edmar, Ângelo e Jorge Mendonça; Paulo Borges, Careca e Capitão (Banana).

Ariovaldo, que mostrava força para o arranque, tinha deficiências na marcação.

Assim, em 1982 dirigentes contrataram Rubens para preencher a lacuna da posição e Mauro Cabeça era sempre lembrado, pois aqueles que o sucederam nem de longe lembravam a postura dele.

E na posição passou o saudoso Sótter e até foi tentada a improvisação do volante Toninho Catarina no setor, na temporada seguinte, quando Ariovaldo havia se envolvido em grave acidente, justamente num julho como esse, quando o seu veículo Opala colidiu violentamente contra uma perua Kombi na Avenida Aquidabã, em Campinas.

OLHO ESQUERDO

Dos quatro jogadores bugrinos no carro, registro para leves escoriações no volante Vicente e ponteiro-esquerdo João Paulo. O meia Biro-Biro foi medicado no Hospital Mário Gatti com cortes na cabeça, enquanto o olho esquerdo de Ariovaldo foi atingido por estilhaços de vidro, exigindo que se submetesse a cirurgia no Hospital Penido Burnier.

Houve perda de visão no olho afetado, mas Ariovaldo quis insistir em jogar futebol.

Ele ainda atuou pelo Atlhetico Paranaense, Pato Branco (PR) e Dracena em 1990, ano de abandono da carreira de atleta.

Na década de 80, o Guarani continuou carecendo de lateral-direito qualificado, visto que a volta de Mauro Cabeção, em 1984, nem de longe representou aquele atleta quando assumiu a titularidade no clube.

Depois da segunda passagem dele pelo Guarani, vieram Cocada - irmão do ex-atacante Muller -, e Paulinho Pereira, contratado do Comercial de Ribeirão Preto.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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