Uns e outros se empolgaram com as duas vitórias consecutivas da Ponte Preta, como se o clube tivesse mostrado rendimento aprovado, neste início de Série B do Brasileiro.
Aí, toma uma lambada de 3 a 0 do São Bernardo, na região do ABC, na tarde deste domingo, e pergunta-se: o que essa gente vai falar lá em casa?
GOL DE CABEÇA DE PARÁ
Um time que toma gol de cabeça do lateral-esquerdo Pará, de 1,67m de altura, o torcedor pontepretano vai esperar o que depois desse lance aos sete minutos do segundo tempo?
Inadmissível conferir o grandalhão zagueiro Márcio Silva perder a disputa para quem não tem altura em cabeceio ofensivo.
PÊNALTI INFANTIL
Não bastasse isso, imprudentemente ele ainda cometeu pênalti sobre Fabrício Daniel que, de forma catimbeira, aproveitou o fato de o zagueiro esticar a perna e ‘malandramente’ se enrolou entre ela, induzindo a arbitragem à marcação do pênalti.
A cobrança foi convertida pelo próprio simulador, aos 30 minutos do segundo tempo, com bola rasteira no canto direito e placar de 3 a 0.
NO ERRO DA PONTE PRETA
O São Bernardo não precisou fazer outra coisa senão jogar no erro da Ponte Preta.
E tudo isso começou aos 12 minutos do primeiro tempo, quando o volante Foguinho, de costas para a meta pontepretana, deu uma casquinha de cabeça, e a bola teve a direção do canto esquerdo.
Falha de marcação de quem o acompanhava, sem poder precisar se havia chance de defesa ao goleiro Diogo Silva.
Simples assim. Além de cometer erros bárbaros na defesa, a Ponte Preta não teve competência ofensiva para se sobressair diante de uma defesa atenta.
Acidentalmente, em lances ocasionais, a Ponte Preta constrói vantagem em partidas, mas claro está a incapacidade de penetração na área adversária.
POTTKER DOMINADO
O experiente centroavante Pottker, desde que bem marcado, desaparece em campo.
Então, pontepretano, vai se acostumando com o cenário e rezando para que, em jogos contra equipes iguais e levemente inferiores, que o seu clube possa construir resultados satisfatórios.