Terça feira passada, sete de Abril, o narrador Rogério Aquiles, de Piracicaba, lembrou, via Facebook, tratar-se do Dia do Jornalista.
Minha resposta foi que nada teríamos a comemorar, devido à degradação da categoria.
Sim, sou do tempo que o jornalista não exercia o papel de tanta subserviência nas redações, e sim cumpria a sua atribuição de informar corretamente sobre os fatos, pelo menos no segmento esportivo
Hoje, por mais que a gente escancare a independência em relação aos clubes de Campinas, uns e outros ainda citam que visto a camisa de um deles.
De vez em quando aparece, neste espaço, um internauta bugrino com intenção de tumultuar, que se esconde com o pseudônimo Índio Velho
Ele faz acusações ‘baratas’, ao citar que pego pesado com o Guarani e adoto complacência em relação à Ponte Preta.
Claro que é censurado. Primeiro pelas inverdades, depois porque se esconde no pseudônimo
BURACO FINANCEIRO DA PONTE PRETA
Ora, será que uma alma viva na mídia de Campinas teve a obviedade para citar com clareza que, sem estratégia para tirar o clube do buraco financeiro, esses atuais dirigentes sequer deveriam ter participado do processo eleitoral no final do ano passado?
Reafirmo que, com a percepção sobre a falta de alternativas, a lógica seria conclamar a coletividade para que alguém se habilite na busca de solução desse crucial problema.
Se alguém da imprensa me acompanhou nesta colocação, apenas foi cumprido o dever de comunicador.
JOGADOR LESIONADO
Um repórter de rádio transmitiu com naturalidade desconhecer a situação de determinado jogador lesionado, ao citar que a assessoria de imprensa está impedida do repasse da citada informação.
Quero crer que tenha havido algum desencontro de alguém neste episódio.
Imaginem se eu, na condição de assessor, aceitaria essa posição ditatorial, mesmo como subordinado?
RÁDIO CENTRAL
Enquanto repórter, no nascedouro da Rádio Central de Campinas, na década de 80 do século passado, registro para um fato repugnante.
O então presidente da emissora, o saudoso Lauro Moraes, proibiu terminantemente a divulgação da disputa de pênaltis entre cartolas de Guarani e Ponte Preta, em dérbi no Estádio Brinco de Ouro.
E você acha que mais de 18 mil presentes no estádio e tantos outros fora dele ficariam sem a informação?
Fui, sim, insubordinado no cumprimento do dever de informar apenas o placar da disputa, mesmo que aquilo custasse a absurda demissão.
O então presidente do Guarani, Leonel Martins de Oliveira, queria controlar o meu noticiário, enquanto setorista do clube, e chegou a pedir a ‘minha cabeça’ ao então e saudoso diretor de redação do extinto jornal Diário do Povo, Romeu Santini.
Minha cabeça só não rolou devido à providencial defesa feita pelo editor das páginas esportivas, Élcio Paiola.
Se naquele tempo o jornalista não era tão cerceado nas informações, imaginem agora quando demissões aos montes foram vulgarizadas?