A Ponte Preta tinha o jogo sob controle para assegurar a vitória por 1 a 0 diante do Ceará, quando o seu inexperiente treinador Rodrigo Santana fez mexidas que desestabilizam a equipe nesta partida da Série B do Brasileiro, disputada em Campinas, com empate por 1 a 1.
Os equívocos cometidos permitiram mais ações ofensivas do Ceará, que atuou com um homem a menos durante todo o segundo tempo.
O adversário explorou vacilo defensivo pontepretano para chegar ao empate.
POR QUE ESCALAR ÉLVIS?
A rigor, o primeiro erro do treinador da Ponte Preta foi a escalação do meia Élvis, ainda fora de forma, e sem força para se aproximar da área adversária.
Apesar disso, como a Ponte Preta chegou ao seu gol aos sete minutos do segundo tempo, as substituições feitas reduziram ainda mais o potencial da equipe.
O lance do gol foi fruto de uma infiltração do zagueiro David Braz ao ataque, finalização fraca, mas a falha do goleiro Richard, no rebote ao campo de jogo, propiciou sobra para o atacante Luís Philipe, que empurrou a bola pra rede.
BAIANINHO, BARCELOS E JUSTEN
Depois disso, por que sacá-lo para a entrada de Baianinho, com péssima atuação?
Baianinho havia jogado muito mal diante do Athletic, e nada recomendava que a troca fosse feita.
Logo depois de o Ceará chegar ao empate, Baianinho teve uma chance de ouro para fazer o segundo gol, mas finalizou muito mal, para fora.
Por que a saída do lateral-esquerdo Diego Porfírio, para fazer uma média com Danilo Barcelos, um dos responsáveis pelo gol de empate do Ceará?
Fora de ritmo, Barcelos foi totalmente envolvido no citado lance, aos 36 minutos do segundo tempo.
Desatento, tomou bola nas costas e a partir disso registro para o erro na saída precipitada da meta do goleiro Diogo Silva, e descuido geral do compartimento defensivo, que permitiu a aparição do lateral-esquerdo Sanches, que empurrou a bola pra rede
A entrada do lateral-direito Justen, em substituição a Thalys, também provocou perda no setor.
Estaria Thalys lesionado? Então que se procurasse outra opção, pois Justen não agregou nem defensivamente, nem no aspecto ofensivo..
Outro erro da Ponte foi deixar o tempo passar durante o segundo tempo, visando apenas administrar a vantagem.
Por sinal, a Ponte Preta deixou de aproveitar a vantagem de o adversário contar com um homem a menos em campo, com expulsão de Lucas Lima, no final do primeiro tempo.
PRIMEIRO TEMPO
O time pontepretano iniciou a partida tomando iniciativa ofensiva, na forma de abafa, e teve predominância no campo ofensivo durante os primeiros 20 minutos.
Foi a fase que ameaçou a meta adversária apenas em cruzamento do atacante Luís Philipe para o interior da área, e o atacante Pottker, de cabeça, exigiu defesa do goleiro Richard.
O Ceará só ameaçou a meta pontepretana aos 19 minutos, quando o meio-campista Júlio César cabeceou a bola em direção da trave, após cobrança de escanteio.
Depois disso, a equipe cearense se encorajou, avançou as linhas, passou a ter mais posse de bola, e voltou a ameaçar em rápidas trocas de passes no ataque.
No complemento da jogada, com toque de Wendell Silva para Fernandinho, apareceu providencialmente o lateral direito pontepretano Thalys para travar a finalização.
RIGOR NA EXPULSÃO
Aos 44 minutos do primeiro tempo, registro para uma decisão rigorosa do árbitro Kleber Ariel Gonçalves da Silva, ao penalizar o meio-campista Lucas Lima, do Ceará, que abriu um pouco o braço, mas sem intenção de atingir Bryan Borges.
Ao adverti-lo com o segundo cartão amarelo – e consequentemente o vermelho – a Ponte Preta voltou pro jogo, e em lances seguidos teve a chance de marcar.
Entretanto, as finalizações de Bryan Borges e Pottker foram defendidas pelo goleiro Richard.