A Ponte Preta vai enfrentar um Ceará em crise, após a derrota para o Retrô por 3 a 1, na tarde de sábado.
O clube já vinha de empate por 1 a 1 em seus domínios, contra o ABC – ambos pela Copa do Nordeste -, e isso desencadeou duas demissões: o executivo de futebol Lucas Drubscky e Haroldo Martins ligado ao CEO de futebol.
A informação foi publicada ainda na noite de sábado, na edição digital do Diário do Nordeste, através do jornalista Victor Barros.
No encontro de dirigentes com os demitidos, foi exposta a insatisfação da cúpula com os resultados recentes da equipe e com a condução do departamento de futebol.
Lucas Drubscky teve passagem pelo Guarani durante cinco meses, a partir de junho de 2023.
MOZART COBRADO
A continuidade do treinador Mozart Santos também entrou em pauta, embora a diretoria do clube entende que ele ainda pode entregar resultados positivos.
Como as críticas pelo pífio rendimento do Ceará foram contundentes, na derrota para o Retrô, Mozart fez questão de assumir a responsabilidade pela situação, durante entrevista coletiva pós-jogo.
“Não tem terra arrasada. A responsabilidade é minha. Se tiverem que pegar no pé de alguém, que peguem no meu. Nós vamos nos recuperar”.
CRÍTICAS DA MÍDIA
A mídia esportiva de Fortaleza, em geral, criticou duramente o rendimento do Ceará nesta derrota para o Retrô.
O jornalista André Almeida citou que o elenco do Ceará é muito limitado.
Ele afirmou, no sitefuteboldamassa, que os jogadores não estão rendendo por falta de mais empenho, que a equipe piora jogo após jogo.
E criticou duramente o treinador Mozart nesta derrota para o Retrô: “Ele sacou o único jogador com lucidez na equipe, que era o Melk”.
COMO TIRAR PROVEITO?
Diante do exposto, o pontepretano questiona se o seu clube vai saber tirar proveito desta situação do adversário.
Pressupõe-se que o treinador Rodrigo Santana tenha acompanhado esta derrota do Ceará e observado a descoordenação do setor defensivo.
Na maioria das vezes, os jogadores têm rebatido a bola sem mirar um companheiro para continuidade de jogadas.
O Retrô soube ganhar a chamada segunda bola, de rebote, e se coordenar ofensivamente.
A Ponte saberá?
A lentidão do Ceará, na transição ao ataque, facilitou o trabalho de recomposição do Retrô.
Isso será mudado?
O atacante de beirada Fernandinho é rápido e hábil, porém faltou articulação para que fosse abastecido em melhores condições.
Neste jogo de sábado o ataque cearense criou pouco, apesar das oscilações da retaguarda do Retrô, que permitiu a criação de chances, que acabaram desperdiçadas.