Aquela mesma pergunta que apresentadores de veículos de comunicação fizeram aos seus respectivos comentaristas, torcedores da Ponte Preta me repetiram nas redes sociais sobre o novo comando técnico.
Indagaram-me sobre o que achei da contratação do treinador Rodrigo Santana feita pelo seu clube.
Ora, se desconheço o real trabalho do profissional, e não me recorro ao Google para obter informações, para que fingir sabedoria neste tipo de pergunta?
Para quem me questionou, respondi que essa vou ficar devendo.
Se desconheço com profundidade o estilo de trabalho dele, porque teria que recorrer ao ‘chutômetrô’?
Imaginem se finjo que sei e rasgo elogios sobre o trabalho dele?
Aí, posteriormente não teria habilitação para contestá-lo?
Então, fiquemos assim.
Aguardemos as primeiras providências que vai adotar no elenco pontepretano, e depois vamos direto às constatações.
CORRIGIR A RAPAZIADA
Da rapaziada recém-saída do sub 20, será que vai iniciar o processo de correção dos erros de fundamentos que o treinador Nenê Santana não corrigiu?
Não se nega a competitividade do volante Gustavo Telles, mas e a imprecisão no tempo de bola para antecipação de jogadas?
Erros de posicionamento dele serão corrigidos?
O lateral-direito Júlio, que recentemente teve as primeiras chances, avança sem a devida coordenação ao ataque, esquecendo que a falta de uma combinada cobertura pode comprometer o setor com bola nas costas.
E para não me estender neste tópico, Rodrigo Santana vai impedir que atacantes de beirada da nova geração vão continuar insistindo nos dribles sem propósito, se futebol é coletivo?
BRUNO LOPES
Do atacante Bruno Lopes, que brevemente vai retornar do North, cabe ao treinador conscientizá-lo que é imprescindível disputar todas as bolas pelo alto, na base dos chutões de zagueiros.
Bruno tem a percepção que vai perder a disputa e se omite dela.
Por sinal, tanto ele como o meia Serginho tiveram atuações fraquíssimas no confronto contra o América Mineiro, no campeonato daquele estado.
RETORNO DE POTTKER
A passagem anterior do atacante Pottker pela Ponte Preta, na década passada, foi destacada, tanto que serviu para abertura de outros mercados.
Na rodagem por aí não repetiu a mesma performance, e ele justificou ter sido escalado nas beiradas de campo, com citação que se adapta melhor como centroavante.
Resta aguardar se continuará com o futebol discreto dos últimos clubes ou repetirá aquilo já mostrado na própria Ponte Preta.
Enfim, ajustes nesse atual elenco são coisas imprescindíveis para Rodrigo Santana, além da estruturação tática que pretende colocar em prática.