Evidente que eu não escolheria este jogo em que a Ponte Preta foi derrotada pelo São Paulo por 2 a 1, no Estádio Moisés Lucarelli, como prioridade numa rodada derradeira da primeira fase do Paulistão, com jogos no mesmo horário, na noite deste domingo.
Estava esperando para conferir o público pagante deste jogo
e a constatação foi de o menor deles nesta temporada.
Foram apenas 3.297 pagantes, considerando-se são-paulinos discretos e infiltrados no estádio.
E só não deve ter sido jogo de prejuízo financeiro porque elevaram os preços de ingressos, proporcionando a renda de R$ 126.510.
Se o jogo contra o Velo Clube, com 4.574 pagantes e renda de R$ 109.650, as despesas totalizaram R$ 75.681, o total líquido à Ponte Preta foi de R$ 33.968,86.
Logo, contra o São Paulo, a proporção seria sobra de arrecadação líquida ao mandante pouco acima disso.
INVERSÃO DE TORCIDA ÚNICA
Diante do exposto, não seria procedente pelo menos a diretoria da Ponte Preta ter feito gestão com as suas torcidas organizadas e Ministério Público para inversão do direito de torcida única ao São Paulo?
Certamente seria público superior a 12 mil pagantes e com preços de ingressos mais elevados.
Enfim, preferiram não se mexer e ficaram com essa ‘mixaria’, considerando-se jogo contra o São Paulo.
JOGOS COM SÃO BERNARDO E NOROESTE
Na partida diante do São Bernardo, com público atingindo 3.682 pagantes e despesas de R$ 75.54268, a sobra para o clube foi de apenas R$ 12.242,58.
Já na quinta rodada, registro para aquele empate por 2 a 2 com o Noroeste, no único ponto conquistado pela Ponte Preta na competição.
O público foi de 4.014 e as despesas do total arrecadado atingiram R$ 74.47504.
Sabe quanto ficou para o seu clube, caro pontepretano?
Apenas R$ 20.574,96.