O bordão ‘futebol é resultado’ fez a maioria do torcedor bugrino imaginar que estaria tudo ajustado, classificação à segunda fase do Paulistão encaminhada, e previsão de vitória natural diante do Botafogo, na noite deste sábado, em Campinas.
Aí o clube acabou derrotado por 2 a 0, sem que o goleiro adversário Vitor Souza fosse obrigado a praticar uma defesa difícil sequer.
E o torcedor bugrino menos avisado, que se empolgou com três vitórias consecutivas, agora questiona: o que aconteceu?
Foi citado neste espaço em que circunstâncias ocorreram as três vitórias, sem naturalmente tirar o mérito da dedicação dos jogadores.
Ganhou do Velo Clube, que teoricamente deve se juntar à Ponte Preta no desastre do rebaixamento.
Como a vitória sobre a Portuguesa foi conquistada?
Antes de ter jogador expulso, no desenrolar do primeiro tempo, o time sofria forte pressão e a vantagem numérica de jogadores beneficiou a equipe bugrina.
Não nos esqueçamos que mesmo a Lusa com ‘dez homens’ em campo ainda pressionou o Guarani, e um dos seus atletas perdeu gol com a meta escancarada quase no final da partida.
DÉRBI ERA OBRIGAÇÃO
Como o futebol da Ponte Preta está em ‘frangalhos’, era obrigação a vitória do Guarani, mesmo com a expulsão do goleiro Caíque França, aos 20 minutos do primeiro tempo.
E a vitória ocorreu apenas nos acréscimos.
QUAL O PROBLEMA?
Que o sistema defensivo do Guarani foi reforçado, que a equipe pratica um futebol competitivo, é fato.
Então o que ocorre?
Problema é o treinador Matheus Costa, que não dá o braço a torcer e não modifica as suas convicções.
Está claro que o meio de campo precisa ser ‘povoado’ e qualquer adversário bem compactado no setor leva vantagem nos duelos.
Ocorre sobrecarga para os dois volantes, pois não contam com a capacidade de desarme do meia Isaque e os atacantes de beirada Guilherme Parede e Mirandinha não são talhados a fechar por dentro, para diminuirem o espaço do adversário.
GUILHERME PAREDE
Será que apenas Matheus Costa não teve a percepção que a insistência com o rendimento improdutivo de Guilherme Parede tem limites?
O atleta não tem acrescentado ofensivamente e ainda permitiu incursões ao ataque do lateral-esquerdo Patrick Brey, do Botafogo.
A insistência com a improvisação de um zagueiro – como Raphael Rodrigues – como lateral-direito é outro caso.
De que adiantam as incursões do lateral-esquerdo Emerson ao ataque, se no final das contas apenas alça a bola desordenadamente à área adversária?
BOTAFOGO FOI MELHOR
Bem distribuído no gramado durante o primeiro tempo, a vantagem do Botafogo só não foi ampliada porque o goleiro bugrino Matheus Claus praticou defesa difícil no chute de Jefferson Nem logo aos sete minutos.
No gol botafoguense, aos 38 minutos, o cruzamento de Jefferson Nem, no primeiro pau, contou com a agilidade do centroavante Hygor, que se antecipou à chegada do zagueiro Maurício Antônio, e o cabeceio visou o canto baixo direito de Matheus Claus.
Naquela etapa, o Guarani só apareceu ofensivamente em contra-ataque puxado por Mirandinha e chute com bola na direção do goleiro Vitor Souza.
GOL DE KELVIN
Após o intervalo, o Botafogo continuou preocupando a defensiva bugrina, e aos sete minutos Hygor exigiu precisa defesa de Matheus Claus, enquanto o Guarani, pouco antes, em jogada pessoal de Mirandinha, o desfecho foi chute sem direção.
Aí, num lance de individualidade do atacante Kelvin, do Botafogo, pelo lado esquerdo, o lateral Cicinho foi fintado e a finalização foi precisa no canto esquerdo, sem chances de defesa, aos 12 minutos.
BOTAFOGO SE FECHA
Depois disso, o Botafogo procurou se fechar defensivamente, e o Guarani passou a contar com mais jogadores de ataque.
Em decorrência disso, registro apenas para dois lances polêmicos.
Em ataque pela direita, aos 18 minutos, e cruzamento, o meia Diego Torres arrematou, com interceptação do lateral Gabriel Inocêncio, do Botafogo, com o joelho, ocasião que a bola resvalou no braço dele.
Na revisão através do VAR, para avaliar suposto pênalti, foi marcado impedimento de Hebert no início da jogada.
Depois, aos 31 minutos, o centroavante bugrino Kewen estava visivelmente impedido quando mandou a bola para as redes.