Era apenas uma questão de tempo para que a Ponte Preta fosse matematicamente rebaixada à Série A2 do Paulista.
E isso ocorreu ainda na penúltima rodada deste Paulistão, quando vergonhosamente conquistou apenas um mísero ponto dos 21 disputados.
Em mais uma de suas atuações bizarras, foi derrotada pela Portuguesa por 2 a 0, na tarde deste sábado, no Estádio do Canindé.
O placar foi construído com um gol em cada tempo de jogo.
Também o que esperar de um time cujo meio de campo não toma a bola de ninguém e permite seguidas incursões do adversário?
MEIO DE CAMPO DESASTROSO
No lance do primeiro gol da Lusa, viu-se um amontoado de jogadores da Ponte Preta correndo em direção de um mesmo atleta contrário, desordenadamente, deixando o meia Gabriel Pires livre de marcação.
Aí, com liberdade para identificar o local do chute, o arremate foi certeiro no canto esquerdo do goleiro Diogo Silva, aos 42 minutos.
A rigor, esse lance foi mais um dos vários do setor ofensivos da Portuguesa, mas ora as finalizações passavam perto da meta pontepretana, e em um deles o goleiro Diogo Silva praticou defesa em arremate do atacante Ewerton, aos 22 minutos.
DIOGO SILVA FALHA
Quando as coisas não andam pelos lados da Ponte Preta, nem o goleiro Diogo Silva consegue se salvar.
Ele falhou no lance do segundo gol da Portuguesa, aos sete minutos do segundo tempo.
Em chute forte do atacante Maceió, de fora da área, o goleiro espalmou a bola para o seu campo de jogo, sem o devido acompanhamento de seus companheiros de defesa, e disso se aproveitou Matheus Cadorini, da Lusa, para empurrar a bola pra rede.
Na sequência, continuidade do time pontepretano desorganizado, mostrando apenas correria.
E mesmo desacelerando o ritmo, a Portuguesa esteve mais perto de chegar ao terceiro gol.
ORGANIZADAS PRESENTES
Torcedores de organizadas da Ponte Preta fizeram questão de dar sinal de vida no Estádio do Canindé.
Mesmo com a precaríssima campanha da equipe neste Paulistão, algumas dezenas delas ainda encontraram motivo para tentar estimular o clube debaixo de chuva. Depois, a grande frustração no retorno a Campinas.