Desde mil novecentos e bolinha prevalece o chavão de que ‘dérbi é dérbi’ e vice-versa. Que dérbi é cheio de imprevisibilidade.
Principalmente a mídia colocou na sua cabeça que nem sempre o melhor vence, e se respalda no histórico desse confronto para tal comprovação.
É indesmentível o favoritismo do Guarani – mesmo que leve – para o jogo na tarde deste sábado, no Estádio Brinco de Ouro.
Sim, a Ponte Preta anunciou o retorno ao clube do atacante Jonathan Cafú e está se virando para registrar outros jogadores, mas sem ajuste das ‘peças’ fica difícil.
EXPULSÃO MUDA TUDO
Evidente que uma entrada ‘transloucada’ de um jogador bugrino, que resulte em expulsão, muda tudo, principalmente durante o primeiro tempo.
Todavia, em circunstâncias normais, o Guarani terá que fazer muita força para perder esse jogo.
Digamos que até possa empatar, o que seria intolerável para o seu torcedor.
Sim, dirão que o Guarani não mostrou pleno convencimento, apesar das duas últimas vitórias. Entretanto, considere que vai enfrentar um adversário desfigurado, que ocupa a lanterna do Paulistão, com um ponto conquistado dos 15 em disputa.
Vi, por aí, algumas conotações de que a Ponte Preta teria melhorado de rendimento diante do Noroeste.
Melhorou aonde se enfrentou um clube tão desfigurado quanto ela, e que no segundo tempo ainda a pressionou?
Esqueceram que ela procurou se resguardar defensivamente e optar mais por bolas alongadas, em contra-ataques?
MARCELO FERNANDES
Estrategicamente o treinador da Ponte Preta, Marcelo Fernandes, deve posicionar a sua equipe com forte malha de marcação no meio de campo, para povoar o setor, projetando ganhar a maioria dos rebotes.
Isso porque ali o Guarani conta com dois volantes e um meia – caso de Isaque – que não é talhado à marcação, e atacantes de beirada que raramente fecham por dentro quando fazem a recomposição.
De certo, Marcelo Fernandes vai exigir marcação especial sobre Mirandinha, para anular a principal arma ofensiva do Guarani.
Sim, mas convém citar que neste Paulistão o sistema defensivo da Ponte Preta tem falhado muito, inclusive o regularíssimo goleiro Diogo Silva.
Seria possível a correção de rumo sem a confirmação do retorno do zagueiro Saimon?
A tendência natural será o Guarani explorar o momento incerto da rival para se impor.
É mais um jogo para se avaliar estrategicamente o treinador bugrino Matheus Costa com bola rolando, pois o que se vê são as chamadas trocas de ‘seis por meia dúzia.
Podem argumentar que jogo é jogado e lambari é pescado, mas claro está que neste enredo só se justifica o Guarani perder para ele mesmo.