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Mirassol ensina clubes de porte médio o segredo do sucesso

  • 10/11/2025

A questão está colocada: como um clube de porte médio, como o Mirassol, encara o Palmeiras de peito aberto para se impor e vencê-lo por 2 a 1, como ocorreu no domingo passado?

Como esse Mirassol, sem contar com um atleta estrangeiro sequer, consegue se ‘ombrear’ aos chamados grandes clubes e assim ocupar à quarta colocação do Brasileirão, com 59 pontos e 16 vitórias.

Resposta 1 – O Mirassol mantém uma base há cerca de três ou quatro anos, e de atletas qualificados.

PADRÃO TÁTICO

Resposta 2 – O clube mostrou que nem sempre é necessário buscar treinadores fora do País, para organizar um padrão tático moderno e ajustado.

Assim, com a devida compactação, a equipe se organiza sabiamente para se defender, naturalmente sem abdicar do ataque.

Se o futebol exige zagueiros com postura de jogo aéreo, percepção para o desarme e relativa velocidade, lá tem.

Se é obrigatório um clube dispor de laterais que saibam marcar, não cabe espaço àqueles sem força física para que a bola seja levada ao ataque.

E o Mirassol conta com laterais de perfil ofensivo, principalmente o canhoto Reinaldo, que tem habilidade e pega bem na bola.

NEGUEBA

O Mirassol tempera um meio de campo de relativa pegada para o desarme, mas também cumpre o papel de organização.

Quem conta com atacante de beirada como Negueba, tem a certeza de colocar velocidade nos contra-ataques, além da obediência tática para recomposição defensiva.

RESPOSTA 3 – Rafael Guanaes, treinador do clube, da mesma forma que agita torcedores para o barulho, com a finalidade de jogarem juntos com a equipe, tem sabedoria para organizá-la.

CRIAÇÃO DE SAF

Por tudo isso, quando colocam na sua cabeça que a única saída para que o seu clube seja bem-sucedido no futebol é a criação de SAF, contra-argumente que o essencial continua contar com dirigentes que tenham afinidade com o futebol, ou seja: conhecer a ‘mortadela’, como dizem na linguagem popular.

Intrusos ao meio – como está nítido por aí – terceirizam decisões para executivos de futebol e empresários, com consequência de prejuízos financeiros e técnicos aos clubes.

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Comentário

  • novembro 12, 2025
    ANTONIO CARLOS

    A Ponte tem total condição de reproduzir o sucesso do Mirassol.

    Como já disse aqui, a Ponte, Eberlim incluso, sabe identificar e captar bons jogadores; o próprio Reinaldo é um exemplo.

    O grande problema da Ponte é o item II – padrão tático. Colocaram na cabeça, o Eberlim incluso, que a Ponte é um time “coitadinho”, que só pode jogar recuado, acuado, buscando “uma ou outra” oportunidade para ser “cirúrgica”, marcar um gol, e se dar por satisfeita, satisfeitíssima.

    Um exemplo cabal foi a partida contra o RB Bragantino, última do Paulistão, na qual precisava atacar e do começo ao fim, mesmo tomando um gol logo de cara, nunca foi para a frente, não trocou os jogadores, manteve o mesmo esquema e foi melancolicamente eliminada diante da torcida.

  • novembro 11, 2025
    João da Teixeira

    Na verdade as modificações pra 2 grupos de 14 times cada será pra 2028. Por enquanto continua no formato atual, com 20 times, mas caindo 2 pra Série D e subindo 4 da Série D pra C. Em 2028 vai ter 2 grupos de 14 times jogando entre si dentro dos grupos em turno e returno. Não é pra agora.

  • novembro 11, 2025
    Carlos Agostinis

    Eu não acho tudo isso não , esse Mirassol aí pra mim é igual uma são Caetano da vida , ou finado bragantino, a família chedid saiu o brega foi pro pau , a consul saiu o são Caetano foi pra miséria ….lembro me que não época todo mundo queira ir pra lá , diziam que lá o mês tinha 30 dias etc…anda andará hoje…tem outros exemplos por aí ….enquanto Guarani e ponte se sustentam a duras penas , a tradição fala mais alto …não estou cravando , mas pra mim é uma questão de tempo….

  • novembro 11, 2025
    João da Teixeira

    Sem contar que a Série C tem possibilidades de aumentar o número de times, deve compor 2 grupos para melhorar a logística, os lá de cima e os cá de baixo. Numa dessa dos 4 que cairão, deve ser 2 times de cima e 2 de baixo. Vamos aguardar.

  • novembro 11, 2025
    João da Teixeira

    Vamos cravar na Série C do ano que vem, Paysandú, Voltaço, Amazonas e uma 4°vaga entre, Ferrinha, Athletic e com poucas possibilidades para o Botinha. O bugrão já conhecendo alguns dos que caírão da Série B, com quase toda certeza, todos!

  • novembro 11, 2025
    João da Teixeira

    Um exemplo a ser seguido, dentro e fora do campo. Dentro de campo a força do time é o conjunto, além dos jogadores gostarem de jogar juntos. Fora de campo a força vem dos dirigentes com o clube nas mãos, financeira e nos investimentos necessários. Edson Ermenegildo, presidente do clube e prefeito de Mirassol, e Júnior Antunes, vice-presidente, empresário, conhecido como “Juninho”, que é o responsável pela administração do futebol no dia a dia. Que SAF, que dono o quê?

  • novembro 11, 2025
    João da Teixeira

    Grata surpresa, como já tivemos na Ponte e no Guarani, mas eles, dirigentes bem sucedidos, acabam extrapolando em seguida, se achando grandes e se achando, como já aconteceu em Campinas. Esquecem que devem ficar vigiantes qto as contas etc. Vamos ver a qualidade do Mirassol por mais um tempo, se resiste à sabedoria financeira…

  • novembro 11, 2025
    Léo/PR

    Ari eu disse aqui no início do campeonato que o Mirassol ia ser rebaixado no final do primeiro turno, tava sim encaminhado pra isso,mais tomaram providência rápido, buscaram Reinaldo, João Vitor e algumas outras peças, aí sim reagiram. João Vitor zagueiro esse que nossos dirigentes não conseguiram contratar por falta de competência como sempre acontece, tava muito claro pelo que apresentou no Guarani que era jogador a ser contratado e valorizado.

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