E precisava o Guarani provocar um frio na barriga em seu torcedor?
Garantiu a sétima vaga de classificação nesta Série C do Brasileiro, ao empatar com o Tombense por 2 a 2, em Tombos, mas tomou sufoco do adversário nos minutos finais de jogo.
O que passou, passou.
No próximo final de semana já começa o quadrangular decisivo, e este grupo B já tem programado o tradicional dérbi campineiro, no Estádio Brinco de Ouro.
PONTE PRETA
A Ponte Preta ficou com a segunda vaga na classificação, com 36 pontos, mesmo número do Náutico, mas ela se prevalece pela conquista de 11 vitórias contra uma a menos dos pernambucanos.
O Brusque chegou a 28 pontos, com a esperada vitória sobre o CSA, por 2 a 0.
ESTRATÉGIA ERRADA
O Guarani levou para o gramado do Estádio Almeidão, em Tombos (MG), uma proposta mais precavida, com finalidade inicial de não ser surpreendido e explorar supostos erros do fraco adversário.
Foi assim, num vacilo defensivo do Tombense no jogo aéreo, após cobrança de escanteio, que o lateral-direito Lucas Justen – que não tem características de cabeceador – acertou uma casquinha de cabeça na bola e marcou o primeiro gol bugrino, aos 27 minutos do primeiro tempo.
A bola foi alçada no primeiro pau, em cobrança de escanteio através do meia Diego Torres, em jogada ensaiada que surtiu efeito.
Antes disso, ninguém havia criado nada ofensivamente, ocasião que o Guarani se preocupou com a valorização de posse de bola, sem colocar em prática jogadas de velocidade.
E foi o mesmo Justen quem criou chances para o Guarani ampliar, com chute forte no canto direito, de fora da área, para precisa defesa do goleiro Douglas Marques, aos 40 minutos.
Quanto ao Tombense, embora até igualasse em posse de bola, não teve criatividade para se infiltrar da malha de marcação bugrina.
Logo, não seria mais recomendável o Guarani ter adotado uma postura mais ofensiva, visto que tecnicamente é superior ao adversário?
FALHA DE FERNANDO
O jogo estava morno no segundo tempo.
O Guarani mostrava-se mais preocupado em administrar a vantagem, enquanto do Tombense via-se toda a sua limitação ofensiva.
Apesar disso, em erro do goleiro bugrino Dalberson, a bola ficou com o meia Jefferson Renan, do Tombense, claramente derrubado pelo jogador do Guarani dentro da área, aos 20 minutos, sem que o árbitro Lucas Torezin marcasse pênalti.
E assim o jogo se arrastava até que o zagueiro Fernando, da equipe mineira – que tinha a bola dominada – vacilou na tentativa de protegê-la, e perdeu a disputa para Justen, que cruzou rasteiro, no segundo pau, e lá encontrou o atacante Bruno Santos, que completou para as redes, aos 27 minutos.
FALHA DE GEOVANE
Quando a vitória bugrina parecia certa, um erro do volante Geovane, na tentativa de interceptação, permitiu que Jupi, que havia entrado no time mineiro, aproveitasse a sobra para acertar chute forte e certeiro no canto esquerdo, aos 30 minutos.
Foi quando o Guarani sentiu o ‘golpe’ e recuou por completo a espera do final da partida, enquanto o Tombense continuou atacando, mesmo que desordenadamente.
E numa bola alçada à área bugrina, em disputa de Luiz Felipe e o bugrino Raphael Rodrigues, houve toque de braço do zagueiro na bola e pênalti marcado pelo árbitro Torezin.
E foi o próprio Luiz Felipe quem fez a cobrança, no canto direito, enquanto o goleiro Dalberson pulou no lado oposto, aos 40 minutos: 2 a 2.
Assim, o Tombense continuou com mais presença ofensiva, enquanto o Guarani sustentou o empate e garantiu a vaga.