Quando o Guarani disputou o título paulista de 2012 e perdeu as duas partidas para o Santos de Neymar, com registro de mais uma vice-campeonato naquela competição, o seu quarto-zagueiro era Neto, em time comandado pelo saudoso treinador Oswaldo Alvarez, o Vadão, com essa formação: Emerson; Bruno Peres, Domingos, Neto e Bruno Recife; Ewerton Páscoa, Fábio Bahia, Danilo Sacramento e Medina; Fabinho e Bruno Mendes.
Por o registro deste fato?
SOBREVIVENTE
Porque o zagueiro Neto, em 2016 na Chapecoense, foi um dos seis sobreviventes da tragédia que provocou mortes de 71 pessoas da delegação daquele clube, devido a queda da aeronave que a transportava a Medellin, na Colômbia, para jogo contra o Atlético Nacional, pela final da Copa Sul-Americana.
Hélio Hermito Zampier Neto, conhecido no futebol pelo sobrenome, só prosperou no segmento pela recomendável passagem pelo Guarani de 2009 a 2012.
Foi quando o Santos veio buscá-lo, sem que repetisse o mesmo rendimento, mas a Chapecoense levou em conta a passagem por Campinas, quando se destacou pela capacidade de antecipação e principalmente no jogo aéreo, ao explorar a estatura de 1,97m de altura, para se prevalecer.
A carreira dele era de prosperidade na Chapecoense, até o registro do luto no futebol brasileiro, com mortes de quase todos os jogadores do clube, salvando-se, entre outros, o lateral-esquerdo Alan Ruschel – ainda em atividade – e Neto, apelidado de Grandão.
NAS FERRAGENS
Daquele acidente aéreo, Neto foi resgatado embaixo de ferragens e galhos de árvores, com grande corte na cabeça.
Inicialmente foi tido como morto, mas depois foi constatado como a última vitima encontrada viva, em estado crítico, que resultou em coma por vários dias. E ao recuperar a consciência, só tomou conhecimento da tragédia duas semanas depois.
Após sequência de cirurgias, devido à um traumatismo cranioencefálico e joelho afetado, ele tinha esperança de voltar a jogar futebol, mas, devido às intensas dores na região lombar da coluna, geradas pelo impacto do avião, quando retornou aos treinos foi aconselhados pelos médicos a interromper a carreira, com desistência cerca de três anos depois do ocorrido.
PALESTRANTE
Natural do Rio de Janeiro, 39 anos de idade, hoje Neto dedica-se a palestras motivacionais e eventos corporativos, quando compartilha as suas experiências de vida enfrentada após o acidente. Na ocasião, procura contribuir para o crescimento das pessoas, quando destaca a importância da perseverança e valorização da vida.