MEMÓRIAS DO FUTEBOL
CADÊ VOCÊ?
INFORMACÃO

Sílvio, um volante apenas esforçado da Ponte Preta

  • 04/11/2024

Em 1984 o torcedor pontepretano estranhou quando o saudoso treinador José Luiz Carbone optou pela escalação de dois volantes, contrariando o histórico do clube de apenas um atleta para a função.

A dupla passou a ser formada por Régis, estilo mais técnico, e Sívio, com característica basicamente de marcação, e sem recursos para trabalhar a bola.

Desde o final da década de 60 do século passado, a posição de volante era referência na Ponte Preta, pois o incumbido da posição se sobressaía pela capacidade de desarme, como o saudoso Teodoro, que fez dupla com o meia Roberto Pinto – já falecido.

Ambos integravam aquele time do acesso à antiga Divisão Especial – hoje Paulistão, em 1969.

CHICÃO

Logo, o São Paulo veio buscá-lo, mas a recomposição do setor foi rápida com a chegada do também saudoso Chicão em 1972, vindo do São Bento de Sorocaba, coincidentemente com transferência posterior ao São Paulo.

Como havia alternativa de buscar nas categorias de base um volante, lá estava Serelepe, que por um período ocupou a posição.

À época, dirigentes ligados ao futebol buscavam ‘peças’ para encaixe quando das perdas de jogadores, e oportunamente pensou-se em alguém mais experiente para a função, caso de Pedro Omar, vindo do Náutico.

WANDERLEI PAIVA

Em 1976, chegou à Ponte Preta, procedente do Atlético Mineiro, o volante Wanderlei Paiva, que morreu em novembro do ano passado.

O então diretor de futebol do clube, Armando Martins de Oliveira, teve a percepção do acerto da contratação e convenceu o presidente Lauro Moraes, à época, para o investimento.

A capacidade de Wanderlei para antecipar adversários propiciava que ganhasse a maioria das jogadas, com o diferencial da técnica refinada para municiar atacantes.

E quando ele trocou a Ponte Preta pelo Palmeiras em 1980, o clube prudentemente já havia buscado o substituto Zé Mário Crispim, vindo do Botafogo de Ribeirão Preto.

RÉGIS E SÍLVIO

Em 1983, Silvio começou a ganhar as primeiras oportunidades no time pontepretano com o saudoso treinador Dudu, num trio de meio de campo formado por ele, Ângelo e Jorge Mendonça.

Todavia, foi a partir da temporada seguinte que Carbone mudou o novo formato para dois volantes, ocasião que Régis, saído da base, foi o parceiro de Sílvio no setor.

Embora bem limitado tecnicamente, Sílvio era esforçado e, quando não parava o adversário na bola, não titubeava em cometer faltas, picotando seguidamente o jogo.

Mais postagens

Promessa não cumprida de Rômulo Amaro cria clima de desarmonia no Guarani

Estaria o dirigente Marco Eberlin, Ponte Preta, fazendo escola para cartolas de outros clubes? Quem imaginava que promessas não cumpridas sobre pagamentos de salários fossem

Saiba mais

Edson Boaro é mais um na Justiça contra a Ponte Preta

Como pode esses cartolas no comando da Ponte Preta provocarem atrasos de salários ao treinador Edson Boaro? Ele cobra o equivalente a 24 meses, valor

Saiba mais

Movimento de pontepretanos força votação do pedido de afastamentos de Torrano/Eberlin

Alô Luiz Torrano e Marco Eberlin, respectivamente presidente e vice da Ponte Preta: a coletividade do clube já não tem dúvidas que os senhores são

Saiba mais

Como esses cartolas do Guarani contratam mal!

A pobreza de conhecimento sobre futebol, de dirigentes vinculados ao Guarani, reflete em erros anunciados de contratações de jogadores. Para não me estender em tantos

Saiba mais
Page1 Page2

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Facebook-f Twitter Tumblr Instagram

© 2024 FUTEBOL INTERIOR