Éverton, posição do antigo meia-direita

Para contratar o centroavante Careca, do Guarani, no início de 1983, o São Paulo se dispôs desembolsar relativa importância em dinheiro e três jogadores: lateral-esquerdo Edel, ponta-de-lança Éverton e centroavante Sávio.

Nenhum dos três vingou com a camisa bugrina, e a maior decepção foi Éverton, que chegou ao Estádio Brinco de Ouro precedido de atuações recomendáveis pelo São Paulo, no tempo em que se convencionava chamar o camisa oito de meia-direita.

A rigor, hoje coordenador das categorias de base do Atlético Mineiro, o ex-atleta reconhece que das passagens por clubes brasileiros ficou devendo melhor rendimento no Guarani, ocasião em que não conseguia se livrar de cacoete a cada final de resposta durante entrevistas: 'Entendeu?

Aí, um dia ironicamente respondi: 'Entendi, Éverton.

Ele sorriu com a brincadeira, mas ainda assim não conseguiu se policiar do cacoete.

ATLÉTICO MINEIRO

Claro que ao final daquela temporada cartolas do Guarani não titubearam ao liberá-lo para o Atlético Mineiro, clube que reencontrou seu futebol de condutor de bola em velocidade à área adversária, para conclusões com chutes certeiros.

Prova do bom aproveitamento foi ter atingido a marca de 92 gols dos 198 jogos disputados durante quatro anos vinculados ao clube, parte significativa deles já adaptado à função de centroavante, num time que tinha os ex-bugrinos Renato Morungaba como ponta-de-lança e Zenon na meia de armação.

O hábito de conquistar títulos, que começou no São Paulo, passou pelo Galo mineiro e foi acrescentado na passagem pelo Corinthians em 1988, na final do Campeonato Paulista contra o Guarani.

Aquela performance o colocou na vitrine do futebol mundial e possibilitou que buscasse dólares em transferências ao Porto de Portugal e seis temporadas no Japão, intercalando Yokohama Marinos e Kyoto Sanga até 1995, com títulos conquistados da Recopa Asiática, Copa do Imperador e Campeonato Japonês

LONDRINA

Éverton Nogueira é natural de Florestópolis (PR) e o início da carreira profissional foi no Londrina em 1976.

Hoje está radicado em Belo Horizonte, a voz continua a mesma, mas os seus cabelos!

Cabeludo nos tempos de atletas, agora enfrenta a implacável calvície que atormenta sessentões como ele, que completou 61 anos de idade em 12 de dezembro passado.