Kleina projetou o que fazer; já seu auxiliar Juninho assistiu Guilherme ganhar o jogo

Impedido de trabalhar no espaço destinado a treinadores no gramado, por mais uma suspensão, até que o planejamento tático feito por Gilson Kleina, para a Ponte Preta, foi recomendável diante do Sport, em Recife.

Problema é que quando a bola rolou o auxiliar técnico Juninho não teve a devida percepção pra fazer aquilo que era necessário, e o time dele perdeu um jogo por 2 a 1, de virada, que teoricamente seria controlado na noite desta quarta-feira.

Acertou Kleina quando projetou que dobrassem a marcação sobre o atacante Guilherme do Sport, pelo lado esquerdo, até quando ele fazia a diagonal. Os incumbidos da missão eram Araos, que recuava, e Edilson. De quebra ainda ficava o volante Camilo em suposta sobra.

Durante o primeiro tempo foi neutralizado o criativo Guilherme, e o Sport se transformou num time apenas voluntarioso e 'marcável'.

E assim percorria o primeiro tempo com predomínio da Ponte Preta. Surpreendentemente o meia Renato Cajá fazia boa partida e o volante Lucas havia resolvido ser Lucas Mineiro.

Assim, mesmo com o improvisado e torto Arnaldo na lateral-esquerda, com Camilo perdendo bola, Marquinhos não dando sequência às jogadas, a Ponte ainda teve volume de jogo antes do intervalo.

Na prática, além do gol do centroavante Roger após cobrança de escanteio, ele novamente, Cajá e Marquinhos exigiram defesas do goleiro Luan Polli.

MARCAÇÃO INDIVIDUAL

Encaixotado pela marcação dos pontepretanos durante o primeiro tempo, Guilherme mudou de postura após o intervalo. Ele passou a entrar por dentro repetidas vezes, para confundir a marcação, quando o Sport havia adiantado a marcação.

Ora, se apenas ele merecia cuidado especial, bastava ao auxiliar Juninho fazer o básico: colocar Camilo para individualizar a marcação e pronto.

Nada foi feito e o gol de empate do Sport, aos 14 minutos do segundo tempo, foi de Guilherme.

Camilo ficou marcando a própria sombra, quando o recomendável seria acompanhar o jogador que desequilibra no time pernambucano.

E isso se repetiu já nos acréscimos, no gol que determinou a vitória do Sport.

CAJÁ CANSOU

Com o desgaste físico natural de Cajá logo no início do segundo tempo, evidente que já se esperava decréscimo de rendimento da Ponte. Afinal, era ele quem pensava o jogo e disribuía bola.

Como Roger é dependente de jogada trabalhada, também sucumbiu.

Restava como alternativa ofensiva apenas Marquinhos, apesar do perde e ganha no duelo com o lateral-direito Raul Prata.

Todavia, de forma intempestiva arrumou confusão com Guilherme, Hyuri também se envolveu, e o árbitro carioca João Batista de Arruda expulsou Marquinhos e Hyuri, com prejuízo maior para a Ponte.

Naquela altura Vico já estava em campo em substituição ao apenas esforçado Araos.

Só que a Ponte voltou a ter perda, pois Vico acertou cotovelada no rosto do zagueiro Éder e igualmente foi expulso aos 40 minutos.

GUTO FERREIRA

Se o auxiliar Juninho, da Ponte Preta, não detectou aquilo que deveria ser feito na tentativa de neutralizar Guilherme, convenhamos que faltou ao treinador Guto Ferreira (foto), do Sport, a clara percepção que seu time não precisava sofrer tanto para cravar o resultado.

Ao observar Arnaldo torto pelo lado esquerdo e perdendo disputas até para o irregular Hyuri, seria simples, logo no início, ter deslocado Guilherme por ali pra aproveitar aquela avenida, mesmo com vigilância de Lucas Mineiro no socorro ao improvisado lateral pontepretano.

Considerando-se a trajetória de Guto ao longo desta Série B, tem-se que reconhecer que resgatou a autoestima do torcedor do Sport, com a conquista antecipada do acesso.

Eis a questão: quando o auxiliar técnico é colocado à prova, como foi Juninho, a constatação foi de demora pra pensar no que fazer e a errada oção pelo fraco Dadá em substituição a Cajá.

Pior: Dadá teve chance cristalina pra marcar o segundo gol pontepretano, em trapalhada de Raul Prata, mas mandou a bola na lua.

ADEUS AO VILA NOVA

Que o Vila Nova é o pior time deste Campeonato Brasileiro da Série B, só não vê quem não quer. Por isso está praticamente rebaixado à Série C, após empate por 1 a 1 com o Oeste, em Goiânia, na noite desta quarta-feira.

Alguém acredita em milagre? Teria que vencer o Cuiabá na condição de visitante, na última rodada, e ainda tirar diferença de sete gols no saldo hoje favorável ao Figueirense.

Isso, claro, convencionando-se a hipótese de o Figueirense perder os seus dois jogos.

Portanto, já era para o time goiano.