Apesar do salário em dia, Criciúma coloca um pé na Série C

O discurso de que pagamento de salário em dia transforma-se em 12º jogador nos clubes cai por terra se o exemplo em questão for o Criciúma.

A folha salarial do clube chega a R$ 1 milhão por mês, segundo Júnior Remor, diretor de operações, comercial e marketing.

Já o Paraná, que na condição de visitante ficou no empate por 1 a 1 com o Criciúma, na noite desta terça-feira, está com salários atrasados ao elenco, mas nem por isso a boleirada deixa de correr. O protesto é explicitado na recusa às entrevistas.

Torcedor de futebol tem hábito de cobrar 'raça' dos jogadores de sua equipe, como se esse pressuposto fosse fundamental para se chegar às vitórias.

Evidente que é obrigação de todo jogador suar a camisa, mas sobretudo é preciso que qualifiquem elencos e saibam organizá-los em campo.

E isso faltou ao Criciúma, virtualmente rebaixado à Série C do Campeonato Brasileiro, após esta terça-feira.

Para que matematicamente seja decretado o rebaixamento, basta que o Figueirense conquiste um ponto quando visitar o CRB, ou recepcionar o Operário de Ponta Grossa.

Mesmo com a hipótese de o Figueirense não somar pontos, o Criciúma ainda teria que vencer o Oeste, em Barueri, na última rodada.

QUASE OITO MIL TORCEDORES

Foi um duro golpe para torcedores do Criciúma que compareceram maciçamente ao Estádio Heriberto Hulse, com público pagante de 7.759 pagantes.

Primeiro a aflição ao ver o Paraná chegar ao gol através do lateral-esquerdo Guilherme Santos.

Depois, mesmo que desordenadamente, viram o seu time lançar-se ao ataque, chegar ao gol de empate após os 40 minutos do segundo tempo, através do atacante Léo Gamalho, reabrindo-se as esperanças de virada no placar.

Todavia, o destino já havia cravado o pior aos catarinenses quando a bicicleta do meio-campista Foguinho, já nos acréscimos, parecia ter endereço certo, mas a bola foi defendida pelo goleiro Thiago Rodrigues.

GILSON KLEINA

Claro que radialistas da Rádio Eldorado de Criciúma criticaram duramente as passagens dos treinadores Gilson Kleina e Waguinho Dias pela equipe da cidade, além do ex-executivo de futebol João Carlos Maringá.

Kleina chegou aquele clube em março passado, participou da montagem da elenco, e acabou pressionado devido à desastrosa campanha. Foi quando em agosto, após derrota para o Operário por 2 a 1, colocou o seu cargo à disposição da diretoria, que entendeu ser momento de troca.