Já está na hora da peneirada no Guarani para 2020

Duas colunas como subprodutos do blog estão no ar. Cadê Você pegou carona no 4 a 4 de Flamengo e Vasco e recontou o triste sábado de Carnaval de 1979, quando pressão e violência do Marília implicaram em sair do placar adverso de 4 a 1 para empate por 4 a 4 com a Ponte Preta, no Estádio Bento de Abreu Sampaio Vidal.

Em Memórias do Futebol, recordação do irreverente atacante Alex Alves, morto há sete anos, quando tinha apenas 37 anos de idade.

A campanha de recuperação do Guarani na Série B do Campeonato Brasileiro supostamente tenha esvaziado o movimento de oposição no clube, e a tendência natural é que o presidente Ricardo Moisés siga no comando até as eleições do primeiro ecalação, programada para março de 2020.

Sendo assim, mãos à obra. Não há tempo a perder para preparação do elenco já visando o próximo Paulistão.

Alguém tem dúvida sobre a permanência do treinador Thiago Carpini? Claro que não.

Problema é que no clube não há sequer uma alma viva, no corpo diretivo, estritamente ligada ao futebol.

Estão dizendo por aí que a diretoria pretende anunciar um supervisor ou coordenador de futebol que seja do riscado. Tomara!

Do contrário, vai prevalecer o absolutismo de Carpini na tomada de decisão sobre futebol, a começar pela remontagem do elenco.

DINHEIRO

Quando se projeta reformualação, a primeira pergunta que se faz é a quantas anda a saúde financeira do clube?

É possível trazer dois ou três jogadores que não pairam qualquer dúvida?

Se não, que avaliem muito bem as chamadas apostas.

Maioria dos boleiros que disputa esta Série B oscilou. Se um dia foi aplaudido por atuação recomendável, no outro emperrou por 'ene' motivos, a começar pelo rigoroso esquema de marcação que imperou, por sucessivas mudanças no comando técnico, e por aí vai.

QUEM FICA?

Dos goleiros, Kléver oscilou demais. Falhas comprometedoras não recomendam que permaneça. Já Jefferson Paulino merece nova oportunidade, mesmo que para composição de elenco.

Quem idolatrou o lateral-direito Lenon de certo está arrependido. No mercado há, aos montes, jogadores mais qualificados de que ele, com custo benefício inferior.

O histórico do reserva Bruno Souza recomenda que seja transferido a outra agremiação.

Embora tenha pautado por levar a bola ao campo de ataque, claro está que Thalyson não é o lateral-esquerdo que preenche requisitos exigidos na posição. E precisam reavaliar se compensa insistência com o colombiano Armero, após lesões.

Apesar da recomendação para se manter os zagueiros Bruno Lima, Giaretta e Luís Gustavo, contratação de mais um para a posição - mais qualificado naturalmente - é imprescindível. Logo, não se cogita a permanência de Ferreira.

MEIO DE CAMPO

Dos jogadores que atuam no meio de campo, provavelmente ninguém vai se opor aos volantes Marcelo, Deivid, Igor Henrique, Ricardinho, e meias Lucas Crispim, Rondinelly e Artur Rezende.

Marquinhos é bom jogador, mas seguidas lesões impediram avaliação criteriosa de seu real momento.

Há opções no mercado que superam Felipe Guedes, Cirne, Bady. Logo...

O ataque precisa ser mexido. É questionável até a validade da manutenção de Diego Cardoso, enquanto sobre Michel Douglas, Éder Luís, Vitor Feijão, Deidvid Santana e Felipe Amorim há uma certeza: não corresponderam.

Portanto, o fato de o elenco ter abraçado a causa de doação total para salvar o Guarani da degola na Série B, em hipótese alguma deve ser transformado em protecionismo para a 'leva' citada.

É isso!