Diferentemente de outros dérbis, agora o técnico perdedor não vai cair

Diante de tantas incertezas provocadas por ocasião de um dérbi, parece que uma coisa é certa, a partir da noite de sábado, quando se fecharem as cortinas do espetáculo: treinadores Thiago Carpini e Gilson Kleina, de Guarani e Ponte Preta respectivamente, vão continuar nos cargos, diferentemente de outras ocasiões em que o destino reservava ao perdedor o caminho da rua.

Gilson Kleina: Ponte Preta
Gilson Kleina: Ponte Preta
Se havia dúvidas em relação a Kleina balançar ou se transfomar em suposta vítima na hipótese de derrota da Ponte Preta, o novo presidente do clube, Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho, tratou de desfazê-la, ao antecipar a permanência do treinador.

Por ene razões o novato Thiago Carpini é imexível na atual conjuntura, seja qual for o desfecho do Guarani no sábado.

Dirigentes bugrinos já deram mostra de gratidão ao interino pela arrancada da equipe neste segundo turno da Série B do Campeonato Brasileiro, e não espantem se já tiverem em negociação pra que seja efetivado no cargo.

Será que já não estão em curso os primeiros passos de planejamento do elenco para 2020?

Carpini está no lucro depois das caneladas daqueles que o antecederam, casos de Vinícius Eutrópio e Roberto Fonseca.

Thiago Carpini: Guarani
Thiago Carpini: Guarani
FAVORITISMO

Vulgarizaram a palavra favoritismo, que traduzida metaforicamente na linguagem do futebol significa atribuir vantagem ao adversário.

Não bastasse o zagueiro Renan Fonseca ter feito uso indevido da palavra, ao atribuir favoritismo ao Guarani, o também zagueiro bugrino Luís Gustavo copia o mau exemplo ao destinar suposta vantagem à Ponte Preta.

Alô 'becaiada': de certo os seus torcedores não gostaram nem um pouco desta vulgarização da palavra favoritismo. Eles preferiam ironias do saudoso lateral-direito bugrino Mauro Cabeção, quando falava em vencer o rival com facilidade, assim como o então zagueiro pontepretano Juninho Fonseca devolvia a provocação.

Prestem atenção Renan Fonseca e Luís Guilherme: dérbi é coisa sagrada para os respectivos torcedores rivais. Logo, nem instintivamente vocês devem atribuir favoritismo ao adversário.

Aprenderam?