Em reminiscências, morte do volante Zé Carlos

Num ano com prevalecimento de assuntos políticos, passando pela prisão do ex-presidente Lula e eleição de Jair Bolsonaro para o cargo, vários fatos esportivos caíram no esquecimento no futebol de Campinas.

No dia 12 de junho morreu em Belo Horizonte (MG) o volante Zé Carlos, ídolo do Guarani na conquista do Campeonato Brasileiro de 1978. A saúde dele estava debilitada após um avc (acidente vascular cerebral), e não resistiu aos 73 anos de idade.

Em retrospectiva do futebol de Campinas de 2018, a maioria já esqueceu que em 27 de janeiro morreu o goleiro reserva Wallace, do Guarani, após capotamento de seu veículo na Rodovia Bandeirantes. Em setembro, o luto bugrino foi pela morte do então zagueiro Eraldo, que jogou entre 1959 a 1965.

Ao longo da temporada a coluna discorreu sobre ex-jogadores bugrinos mortos.

Em 2010, no mês de janeiro, o zagueiro Gilmar Lima foi atropelado pelo ônibus que rebocava, quando dirigia um trator.

Naquele mesmo ano, em fevereiro, o meia-atacante Washington do Guarani nos anos 70, morreu em decorrência de problemas renais.

ADRIANO E SÓTER

Pra não estender em funerais, a coluna registrou prematuras mortes de ex-bugrinos como o centroavante Adriano, aos 22 anos, quando jogava no futebol paranaense. Em janeiro próximo será registrado o 39º ano da morte dele, em acidente de automóvel.

Já o lateral-direito Sóter, com passagem pelo Guarani em 1982, foi assassinado quatro anos depois em Dourado (MS), por porteiro do hotel em que estava hospedado. O atleta tinha 29 anos na ocasião.

Quando o quarto-zagueiro Araújo da Ponte Preta, dos anos 60 e 70, foi focalizado neste espaço, muitos se informaram que ele havia falecido em março de 2015, devido ao agravamento de doença no fígado. Ele morava em Rio Claro.

GOLEIRO LAURO

Quem apostou que jamais o então goleiro Lauro voltaria a marcar gol de cabeça, como ocorreu quando defendia a Ponte Preta, se equivocou. Caprichosamente ele voltou a marcar - já com a camisa da Portuguesa - contra o mesmo Flamengo.

Pela Ponte Preta, Lauro empatou aquela partida em Campinas na virada do século, no último minuto dos acréscimos, após escanteio cobrado por Waguinho.