Alfinete atritou com treinador Carbone e foi obrigado a deixar a Ponte Preta

Nas décadas de 70 e 80 a Ponte Preta era uma usina reveladora de talentos, e abastecia grandes clubes brasileiros em negociações.

Em 1983, quando o goleiro Carlos e lateral-direito Édson Abobrão foram transferido ao Corinthians, vieram de contrapeso à Ponte Preta lateral-direito Alfinete e ponteiro-esquerdo Paulo Egídio.

Diferentemente de Abobrão - de qualidade técnica mais apurada - a principal virtude de Alfinete era transição rápida ao ataque, explorando as pernas compridas nos jogos com a camisa pontepretana.

Imperfeição nos cruzamentos resultaram em críticas ácidas do saudoso jornalista Brasil de Oliveira do jornal O Estado de São Paulo, retrucadas por Alfinete em entrevista à revista Placar.

BRIGA COM CARBONE

Alfinete perdeu espaço na Ponte Preta ao atritar com o ex-treinador José Luiz Carbone durante treino coletivo, fato que resultou na expulsão.

Todavia, por rebeldia ele se recusou deixar o campo, e avisou que dali sairia apenas quando o treino acabasse.

Afastado do elenco, o passe dele foi negociado com o Joinville, certo de que seria recomeço de carreira, a exemplo da passagem inicial pelo XV de Jaú, quando o ex-treinador Cilinho o remanejou da posição de ponta-de-lança à lateral-direita, e lhe ensinou a marcar ponteiros.

APELIDO

À época, aos 17 anos de idade, magrelão de 68 quilos distribuídos na estatura de 1,82m de altura, o apelido de Alfinete se justificava plenamente para Carlos Alberto Dario de Oliveira.

No Joinville, ele lembrou da trajetória até chegar no Corinthians em 1981, para substituir Zé Maria. E planejou reencontrar o futebol produtivo para reabertura de portas em grandes clubes.

Dito e feito. Assim, alternadamente a passagens por clubes de menor expressão, atuou em Grêmio, Atlético Mineiro e Fluminense, onde encerrou a carreira em 1994.

TREINADOR

Cilinho estendeu-lhe as mãos para que iniciasse na função de auxiliar técnico, e lhe encaminhou à carreira solo no interior de Goiás e clubes paulistas, mas Alfinete não prosperou na função, o que gerou essa afirmação: “Encarar ponta habilidoso era bem mais fácil do que levar a vida de treinador”.