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ABR
Ponte Preta mãe inspira clubes da região à adoção do nome

A bola cantada para dispersão de cambistas e organização adequada de filas para compra de ingressos de torcedores à final do Paulistão em Campinas não foi cumprida à risca pelos dirigentes pontepretano. Logo, incidentes foram inevitáveis.

Feito o registro, não deixemos que fluídos negativos ganhem contorno às vésperas desse Ponte Preta e Corinthians. Peguemos, então, outro gancho.

Quando da divulgação de tabelas de jogos de campeonatos amadores de cidades da região de Campinas - e algumas até mais distantes - observa-se que entre os participantes há citação do nome Ponte Preta com preservação do distintivo e símbolo da macaca.

Jundiaí, cidade que esportivamente provocou rivalidade acirrada com Campinas, décadas passadas, nos confrontos entre Ponte Preta e Paulista, tem lá a sua agremiação pontepretana, estatutariamente definida como Associação Atlética Ponte Preta Agropeama Jundiaí, que completou 49 anos em março passado, comemorado com churrascada e música na chácara Paraíso.

Em Indaiatuba, no bairro Itaici, o bem cuidado gramado da Ponte Preta local é elogiado frequentemente pelos adversários, que se acomodam em mini arquibancada coberta de madeira, para cerca de 200 pessoas.

O fundador do clube foi o saudoso baiano Zequinha, que morou em Campinas e pai do goleiro Maurício do clube amador Arco-íris, do bairro Jardim Proença, de Campinas.

ENXADA

Zequinha foi daqueles líderes de clubes varzeanos que pegavam na enxada para limpar mato de terrenos abandonados, transformados em campo de terra batida nos anos 50 e 60.

Foi assim que deu vida ao Benfica do Proença, transportando a proposta para Indaiatuba quando mudou de cidade, homenageando, portanto, a sua amada Ponte Preta.

Em Itatiba, com destaque de página inteira destinada semanalmente ao futebol amador no Jornal da Cidade, é praxe fotos bem ampliada de atletas fardados com a camisa da Ponte Preta, equipe invariavelmente credenciada na disputa das primeiras posições nos campeonatos.

O diferencial foi a supressão das iniciais ‘associação atlética’ para se adotar o complemento ‘futebol clube’. A sede da agremiação fica no núcleo residencial Porto Seguro, de Itatiba.

OUTRAS CIDADES

Já em Americana, igualmente em competição amadorística, há uma Ponte Preta que mantém atividades desde as categorias menores ao máster.

De Ubatuba, litoral norte, informa o parceiro Paulo Sérgio que também tem uma equipe amadora de nome Ponte Preta, assim como há também registro em Amparo.

Que tal, então, homenagens a essas equipes satélites Ponte Preta, paridas da mão centenária, senhores cartolas!

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25
ABR
Quase centenários, Luiz Carvalho de Moura e Marcelo Alencar esperam título da Ponte Preta

Deus, em sua infinita bondade, deu vida longa para dois pontepretanos - às vésperas de seus respectivos centenários - viverem a imensurável emoção de seu time na disputa de mais um título paulista.

Luiz Carvalho de Moura, o Luizinho, 97 anos de idade completados dia quatro de janeiro passado, crava que um dos últimos desejos esportivos na vida é ver a sua amada Ponte Preta campeã, título que a viu perseguir desde que usava calça curta aos nove anos de idade em 1929, quando a equipe foi vice-campeã do Campeonato da Liga de Amadores de Foot-ball, competição reconhecida pela Federação Paulista de Futebol como legítimo Campeonato Paulista.

Advogado Marcelo de Alencar, 95 anos de idade igualmente completados em janeiro passado, trocou o corintianismo pelo pontepretanismo em 1948, quando se transferiu da capital paulista para Campinas, em tempo de acompanhar a inauguração do Estádio Moisés Lucarelli em 12 de setembro daquele ano.

Luizinho foi participativo naquela obra. Na carroceria de seu veículo fordinho transportava materiais para edificação, conforme relata em áudio abaixo.

Sempre sarcástico, Dr. Marcelo justificou a opção pelo preto e branco quando se radicou em Campinas.

“Eu não gostava do verde do Palmeiras, como iria me simpatizar pelo Guarani?

LUIZINHO ATLETA

Antes da solidariedade do mutirão para erguer o Majestoso, Luizinho já havia dado a sua contribuição como atleta nos anos 40, num time formado por Serafim, Rodrigues e Emílio; Pintinho, Pagode e Nascimento; Birigui, Luizinho, Silas, Arvico e Nardinho.

Dr. Marcelo e Luizinho são nonagenários que receberam benção divina de perda apenas parcial da memória. E quando a recobram, verte o sangue do pontepretanismo nas veias, com palpites até exagerados de vitória sobre o Corinthians no domingo, em jogo que vão acompanhar pela televisão em suas residências.

“Goleia por 3 a 0”, opina Luizinho. E antes que alguém o conteste, logo lembra que esse foi o placar aplicado sobre o Palmeiras, na semifinal do Paulistão.

“Um a zero tá bom. Depois a gente ganha de novo em São Paulo”, emenda Dr. Marcelo.

Ambos acompanharam a surpreendente campanha da equipe no estadual de 1970, na época dos pontos corridos, e nas finais de 1977-79-81 e 2008.

ADVOGADO

Profissional que por décadas comandou banca de advocacia em Campinas, Marcelo de Alencar já era um diretor sem pasta na Ponte Peta em abril de 1954, quando Luizinho - então comerciante no segmento de fotografia - assumiu as funções de diretor de futebol, e por cerca de uma década esteve ligado às administrações do clube, com a língua afiadíssima para contestar coisas que achava errada.

Dr. Marcelo, diretor jurídico da Ponte Preta na década de 70, não cobrava um tostão sequer para advogar causas nas áreas desportiva e trabalhista do clube.

Natural que o peso da idade determinasse que tornassem dependentes de remédios contínuos.

Luizinho não reclama dos 12 comprimidos diários para regular pressão, diabetes e Mal de Parkinson. Lamentação fica restrita às sequelas de um derrame, com paralisação parcial dos membros inferiores. Por isso tem que recorrer à cadeira de rodas.

Dr. Marcelo, paciente diabético, só precisa de comprimidos de metformina e januvia, sem se descuidar da consulta semestral a cardiologista e endocrinologista.

Diante do cenário, depreende-se que ambos absorveram a marcante frase de S Brown: “Não se queixe de estar ficando velho. Pense nas pessoas que não puderam ter este privilégio”.

CLICK NO BOTÃO ABAIXO PARA ÁUDIO COM LUIZ CARVALHO DE MOURA

  • TIO LEI
    26/04/2017 20:48

    KKKKKKKK.. Para o mundo que eu quero descer ... Esse merece até ter o nome mencionado ... betao de dic vi ... Esse extrapolou as raias da idiotice ...destronou o eduardo ... levou tranquilamente o troféu de energúmeno do ano, se não for da década, heim? KKKKK

  • João da Teixeira
    26/04/2017 20:47

    O STF está sendo o inimigo do povo segundo o Ministro Edson FAchin, ao citar a obra teatral “Um Inimigo do Povo”, do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen, ao comentar várias decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) do dia anterior, que aliviaram a situação de acusados na Operação Lava Jato. Fachin foi derrotado ao tentar manter na cadeia o ex-tesoureiro do PP Genu e em prisão domiciliar o pecuarista Bumlai, ambos já condenados pelo juiz Sérgio Moro, mas que foi voto vencido cont

  • João da Teixeira 2
    26/04/2017 20:46

    Para quem não sabe, Fachin foi indagado por jornalistas, se as decisões do STF abrem caminho para mais solturas na Lava Jato. Disse, “Saí daqui com vontade de reler o Ibsen, ‘Um Inimigo do Povo’ e a história do Dr. Stockmann”, um médico do interior da Noruega que acaba odiado pela população local ao denunciar contaminação das águas da cidade, rica por atrair turistas para o seu balneário. Apesar de lutar pela verdade, ele acaba isolado, por colocar em risco os lucros da cidade

  • mar
    26/04/2017 20:45

    Caro Paulo Sergio, o tal de EDUARDO ja confirmados por amigos, e um^ entregador^ ele gosta da cabeçuda amigo do Tadeu torcedora do guarani...

  • Pedro
    26/04/2017 20:45

    Qual a logica de ficar debatendo tamanho de torcida? A imensa torcida do Palmeiras por exemplo nao ganhou o jogo sabado passado, e a falta de torcida do Batatais nao o fez perder o jogo. Campinas ja foi a capital do futebol, os derbis eram grandes jogos. A Ponte esta fazendo sua parte para reviver aquele periodo. Ja ao gfc, e aos seus torcedores, parece que so restou torcer contra e debater quem tem mais torcida na Vila Teixeira. Expectativas e realidades bem diferentes.

  • betao dic vi
    26/04/2017 18:46

    como falam m..essa turminha da associaçao . domingo a torcedora simbolo diz que torce pro curintia...terça dois ou tres dizem que curintiano e pontepretano e vice versa , quarta dizem que o publico sera batido esquecendo que se a torcida for de um time so o bugrao ja deu 17.16. 15 mil facil . e ainda por| cima tenho que ouvir que sao a maior do interior . o tal do eduardo so fala verdades nesse blog . acontece que a verdade incomoda

  • João da Teixeira 1
    26/04/2017 18:45

    Roberto, não vou entrar nessa discussão de público, sabe por que? Porque pelo que vejo, metade dos pontepretanos que escrevem aqui não vai ao campo mais. Preferem o conforto de uma TV em HD de dezenas de polegadas, com bebidas e petiscos na mão. Que o patrocinador pague o meu time, eu dou mordomias ao patrocinador e o patrocinador tem que dar mordomias para mim. A outra metade, jovens, vão! Por que vão? Porque gostam de farra, da bagunça responsável. O jogo ao vivo é gostoso cont

  • João da Teixeira 2
    26/04/2017 18:44

    cont. Mas como falei o jogo ao vivo é mais gostoso, mas a farra e a bagunça tem que serem conscientes, responsáveis, do tipo não faça para os outros o que não queira que façam com vc. Então voltando ao assunto torcida. Não é lotação de campo que vai me nortear se a Ponte ou o Gfc é que tem mais torcida. Por sinal sem encher o Brinco, isso não dá 3% da população da cidade. Então vcs. são menos de 3%? Entendeu?

  • Roberto
    26/04/2017 13:50

    JOÃO, SE FALEI DA VILA TEIXEIRA É PORQUE MORREI LÁ POR UM BOM TEMPO E SEI QUE É UM REDUTO DE BUGRINOS, OUTRA COISA, SE SOMOS 3%, ENTÃO ESTAMOS DE PARABÉNS POIS, PELO QUE SEI (É SÓ PESQUISAR) 10 DOS 10 MAIORES PÚBLCOS EM JOGOS EM CAMPINAS SÃO DO GUARANI, VOU TE DAR SÓ UM EXEMPLO RECENTE. FINAL DA SÉRIE C, GUARANI X BOA, 17.000 PAGANTES COM SOMENTE UMA TORCIDA, AGORA FALA P MIM, QUAL O ULTIMO JOGO DO SEU TIME C TORCIDA ÚNICA QUE CHEGOU PERTO DISSO ?

  • Paulo Sergio p/ Ari
    26/04/2017 12:12

    Prezado Ari, você deveria ou poderia deletar TODOS os post desse Eduardo, o cara EXTRAPOLOU todos os limites da imbecilidade, e da coerência, não sabe sequer interpretar um texto, insiste nas VERDADES PRÓPRIAS e, repare, jamais fala do seu time ou ex-time como queira, sentou em cima do ódio e da inveja da Ponte e perdeu completamente a noção do verdadeiro sentido do blog!!

  • nivaldo murer
    26/04/2017 12:06

    Ari Parabéns Pela matéria, é um pouco do nosso Passado que não podemos esquecer. Valeu .

  • Paulo Sergio
    26/04/2017 12:06

    Ari, essa noticia do F.I dando conta da contratação do Emerson Sheik pela Ponte eu penso o seguinte: Se foi mesmo contratado, teve o aval de Kleina portanto se ele entrar direitinho no esquema de disciplina poderá ser muito útil sim, já que experiência o cara tem e sua qualidade não se discute. E já estou sabendo que vem mais jogadores top por ai.

  • DE ARI PARA JOÃO DA TEIXEIRA
    26/04/2017 10:45

    Prezado João da Teixeira, o foco da matéria é Ponte Preta. Muito mais poderia ser acrescentado sobre os focalizados, mas texto longo e cansativo é desestimulante. Que a loja Fotoelétrica era ponto de encontro dos desportistas, na Rua Conceição, sabemos. Que Luizinho presidiu a Liga Campineira num porão no antigo prédio da Sanasa, na Rua Regente Feijó, igualmente.

  • João da Teixeira
    26/04/2017 10:44

    Ari, vc. não lembrou que o Luizinho foi Presidente da LCF-Liga Campineira de Futebol de 1965 à 1978, quase por duas décadas e tinha um time de futebol, o Foto Brasil, no qual cheguei a fazer alguns jogos para eles no tempo de aborrecente. O time era um catado de jogadores de todas as partes da cidade rs, rs,... Outra coisa, não falou de sua outra paixão, passarinhos, onde guardava várias gaiolas dentro do seu Studio no começo da Rua Conceição. Eeeh tempo bão, que já se vai longe.

  • João da Teixeira
    26/04/2017 10:44

    Roberto, há controvérsias se a Vila Teixeira é um dos bairros da cidade que tem o maior número de bugrinos. Eu particularmente acredito que deva ter somente os 3% de mistos aficionados pelo bugre mesmo, não mais que isso. Não sei onde vc. foi tirar isso. No mais a mais, a gente não torce, a gente tem um culto. Ponte Preta não é time, é religião e vc., como muitos outros bugrinos, misturam futebol com religião. Cansei de falar para vcs. não misturarem futebol com religião...rs,...

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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