07
FEB
Tuca Ferretti, comandante do Tigres, dá aula à treinadorzada brasileira

Foto: Cesar Greco/Agência Palmeiras
Foto: Cesar Greco/Agência Palmeiras

Democraticamente discordo do título do portal da casa, o FI, quando cita que o Palmeiras 'pipocou e repetiu fiasco de Inter e Galo mineiro em outros Mundiais'. Na sequência do texto, vê-se que se alinha às ironias que circulam nas redes sociais: 'Piada continua. Verdão sem Mundial da Fifa'.

Que o Palmeiras jogou mal na fase semifinal da competição, no Catar, na tarde deste domingo, isso foi notório nesta derrota por 1 a 0.

Convenhamos, entretanto, que o time do Tigres, do México, teve méritos na construção do placar, e conta com um 'baita' treinador, caso do carioca Tuca Ferretti, naturalizado mexicano e fixado naquele país há 40 anos.

Embora reconheça-se a qualidade individual da equipe do Palmeiras, não nos esqueçamos que jogou 'pedrinha' na final da Libertadores, a despeito de ter conquistado o título, na vitória por 1 a 0 sobre o Santos.

Enquanto enalteceram demais aquela conquista palmeirense, o espaço aqui foi reservado para registro de uma das mais fracas decisões de Libertadores.

TUCA FERRETTI

Então façamos o seguinte: enquanto os supostamente entendidos de futebol dissertam sobre aspectos táticos desta derrota do Palmeiras, miremos sobre a capacidade do treinador Tuca Ferretti, que sábios discípulos no Brasil deveriam sugá-la e colocá-la em prática.

Tuca mostra como é possível melhorar a condição técnica de um time apenas razoável, respaldado, é claro, na estrutura do futebol mexicano, que permite possibilidade de manutenção de treinadores no cargo durante uma década, como é o caso dele.

Tuca ensina à treinadorzada brasileira que além do comumente cinturão de marcação que todos fazem na cabeça da área, é possível achar jeito de se valorizar posse de bola após cruzamentos feitos pelo adversário para o interior de sua área.

É aí que os seus zagueiros não se prendem ao básico de simplesmente rechaçá-la pro lado em que o narizes estejam virados.

DESARME VALORIZADO

São condicionados ao desarme de cabeça já visando direcionamento a um companheiro desmarcado, de forma que seja dado início às construções de jogadas do campo defensivo.

E mesmo quando o desarme é feito no chão, o atleta mexicano não se desfaz da bola de forma afoita.

É aí que entra a etapa de treinamento para condicioná-lo ao drible ou passe, mesmo marcado, de forma que a bola saia limpa de trás.

Além disso, a disposição tática da equipe, com aproximação de jogadores para fluxo natural de jogadas, é fruto de treinos em campo reduzido, de forma que sejam habituados às dificuldades de marcação imposta por adversários.

PASSES

É assim que uma equipe como o Tigres, com lógica limitação técnica, evita incidência exagerada de erros de passes e prolonga a sequência de jogadas até atingir o último terço do campo.

Aí, na maioria das vezes as jogadas não prosperam, exceto no jogo aéreo, quando o time cria as principais chances de gols.

Se o futebol tivesse lógica, se poderia dizer que o Tigres já cumpriu o papel dele neste Mundial do Catar, antes da finalíssima contra o Bayern de Munique, no domingo.

Quanto ao Palmeiras, ficou a certeza de que não representa tudo que projetavam que pudesse realizar.

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06
FEB
Paulo Sérgio é o homem-gol que a Ponte Preta precisa?

Paulo Sérgio
Paulo Sérgio

Comumentemente analista de futebol opina após o leite ter sido derramado, por vezes batendo forte em cartolas quando se observa erros em contratações.

Claro que ninguém tem obrigação de conhecer todo cenário nacional para contextualização, mas, no nosso campo de observação de Série B do Campeonato Brasileiro, pressupõe-se que o cronista tenha observado quase todas as equipes na última edição e, portanto, apto para emitir conceitos de atletas.

A Ponte Preta está trazendo o atacante Paulo Sérgio, que esteve vinculado ao CSA, basicamente pelo histórico de dez gols ao longo da competição.

Epa! O veloz Reis, do Campinense, também marcou dez gols atuando por equipe modesta.

Anselmo Ramon, da Chapecoense, igualmente dez gols.

Parceiros de mídia rotulam Paulo Sérgio como reforço, mas prefiro citar explicitamente como mais um jogador contratado.

Vai dar certo? Será o homem-gol que a Ponte está procurando?

LÉO GAMALHO

No futebol, o saudoso atleta Eli Carlos costumava dizer que o certo é aquilo que dá certo, ou alguém imaginava que Léo Gamalho, centroavante que não deixou saudade na Ponte, fosse atuar apenas metade dos jogos da Série B e marcasse oito gols pelo CRB?

Se você me questionar se eu aprovo a contratação de Paulo Sérgio, diria que procuraria outras opções.

Por que?

Porque nas ocasiões em que vi jogos do CSA, a clareza foi dele não ser jogador de mobilidade. E mais: quando bem marcado sucumbiu.

No futebol moderno, quando os espaços para penetração à área adversária estão escassos, mobilidade do atacante tem peso considerável.

Claro que você pode discordar e citar que em futebol o que vale é bola na rede.

Sim, mas você sabe quantos gols Paulo Sérgio anotou em cobrança de pênalti? Seria nenhum ou seriam vários?

Como o propósito da coluna é debate de ideias e posições, democraticamente respeito quem pensa de forma diferente.

Posso até 'quebrar a cara' através deste posicionamento incisivo, mas tenho por hábito não mascarar minhas convicções, mesmo considerando-se que atacante pode não render hoje e desmentir o crítico amanhã.

LUIZÃO

Exatamente por ter observado o zagueiro Luizão em detalhes nas passagens por São Bento e Santo André tive postura semelhante quando a Ponte Preta ainda cogitava contratá-lo.

Citei neste mesmo espaço para reavaliarem a possibilidade de trazê-lo pelos defeitos de falha de posicionamento, marcar a bola e esquecer do adversário, lentidão e sem aptidão para qualificar saída de bola da defesa.

Pior é que ainda não deram o braço a torcer.

LÉO PEREIRA

Erros e acertos em contratações são coisas naturais no futebol, mas convenhamos que buscar no Treze da Paraíba um lateral-direito como Léo Pereira foi erro crasso.

O atleta é esforçado, trabalhador, mas extremamente limitado.

Logo, agiu racionalmente o Departamento de Futebol Profissional da Ponte Preta na rescisão do contrato dele, com repasse ao Capivariano.

RONALD

Quando a Ponte Preta havia colocado em pauta renovação de contrato do irregular atacante Guilherme Pato, foi lembrado que uma opção mais vantajosa seria recorrer ao veloz atacante de beirada Ronald, do Botafogo de Ribeirão Preto.

Pois o Botafogo do Rio de Janeiro tomou conhecimento que o vínculo do atleta com o 'Pantera da Mogiana' terminará em maio e se apressou na definição de um pré-contrato.

Portanto, um negócio sem custo adicional, além de salário e direito de imagem.

  • Herald II
    06/02/2021 15:44

    Desde que voltamos a disputar o Paulistão e a Série B, nenhum dos dois conseguiu por.. nenhuma. Só participam. E pelo que vcs bradam, pensei que a diferença fosse proporcional à discrepância entre os recursos financeiros. Que nada. Nesses 5 campeonatos, o aproveitamento do Bugre foi de 42,5% e o da Macaca, extraordinários 47,4%. Como sempre, comendo mortadela também, mas sempre arrotando peru(a).

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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