Cadê Você?

31
JAN
Adeus a Flamarion, ótimo volante, mas carreira de treinador não decolou

A morte do ex-volante Flamarion Nunes Tomazolli nos remete à época em que dois ou até três irmãos vingavam em clubes de futebol.

Zico, o maior ídolo do Flamengo, é parte de uma família em que o irmão Antunes, atacante já falecido, atuou ao lado do outro irmão Edu, meia luziu no América do Rio de Janeiro.

César Maluco, centroavante do Palmeiras nos anos 70, é irmão dos também atacantes Caio Cambalhota - com passagem pelo Flamengo -, e Luisinho, que marcou época no América do Rio e discreta passagem pelo Palmeiras.

Flamarion foi o primeiro dos mineiros da família Tomazolli, de Ouro Fino, a fazer carreira no Guarani, a partir da base. Atacantes Jarbas (na foto) e Escurinho não trilharam a mesma carreira de sucesso.

JUVENIL EM 1965

Estilo clássico como volante

era indício de que Flamarion seria mais uma das revelações do juvenil bugrino.

Daquele time de 1965, em que ele fez dupla de meio de campo com Sílvio, mais dois vingaram no profissional: ponteiro-direito Lindoia, que posteriormente se transferiu ao Corinthians, e zagueiro Guassi.

Três anos depois, dirigentes bugrinos usaram Flamarion irregularmente em jogo contra o Palmeiras, pelo Paulistão, para livrar a barra do adversário, à época ameaçado de rebaixamento à divisão inferior.

No campo foi registrado empate por 1 a 1, mas o Palmeiras ganhou os pontos no tapetão, que ajudaram a salvá-lo do pior.

É que à época o Palmeiras havia priorizado a Libertadores, ficando vice-campeão, e se descuidou da competição regional.

Até 1976 Flamarion foi absoluto no meio de campo bugrino. Apesar do estilo técnico, era preciso no desarme, principalmente porque tinha o tempo exato de bola para antecipação.

Por isso o Cruzeiro tratou de levá-lo para ocupar a camisa cinco até então do intocável Wilson Piazza.

Flamarion ainda jogou no Sport Recife e Botafogo de Ribeirão Preto, com carreira encerrada em 1984.

TREINADOR

O histórico de Flamarion enquanto atleta abriu portas quer no Guarani, quer na Ponte Preta, já na função de treinador dos profissionais, mas não prosperou.

Ainda em ambos os clubes teve novas oportunidades nas categorias de base, mas igualmente não deslanchou.

Assim, retornou a Ouro Fino, onde chegou a exercer função no esporte, na prefeitura da cidade.

Ultimamente lutava contra um câncer e morreu aos 68 anos de idade no dia 27 de janeiro passado.

Ainda não existem comentários.

25
JAN
Morre Mário Juliatto, discípulo de Cilinho e Rubens Minelli

Aos 75 anos de idade, morreu em Valinhos, neste 24 de janeiro, o ex-treinador Mário Juliatto (foto).

Ele convivia com um câncer, mas a saúde ficou debilitada após acidente doméstico, com fratura de fêmur.

Registros sobre a precoce carreira dele enquanto atleta, travada por lesão no joelho, foram feitos pela mídia.

Espaços foram ampliados pra mostragem como treinador, que fez escala nos juniores até passagem pelo profissional da Ponte Preta.

O segundo estágio foi como auxiliar técnico do São Paulo, até que surgisse a oportunidade na equipe principal.

Juliatto foi auxiliar técnico no São Paulo de 1974 a 1979.

MINELLI

A promoção ao time principal deu-se após o treinador Rubens Minelli ter aceitado convite para dirigir a seleção da Arábia Saudita.

Cogitou-se que o saudoso Oswaldo Brandão pudesse ser o substituto, mas o cargo ficou com Juliatto, que venceu o Guarani por 2 a 0, na estreia.

Apesar da capacidade de extrair ensinamentos quer de Minelli, quer do saudoso Cilinho - quando trabalharam juntos na Ponte Preta -, Juliatto não suportou pressões após campanha razoável do Tricolor no Paulistão, atrás de Ponte Preta e Ferroviária, e acabou demitido em 1979.

Isso abriu espaço para a chegada no Tricolor do então treinador bugrino Carlos Alberto Silva.

RODAGEM

Coube a Juliatto, então, rodagem neste país afora, com finalidade de se firmar como treinador.

Do Nordeste ao Sul do país, foi no Inter (RS) que colocou em prática experiências extraídas de Cilinho para mudar jogadores de posições.

Em jogo contra a Ponte Preta, com vitória do Inter por 4 a 2, ele decidiu fixar o quarto-zagueiro Mauro Galvão como meia de armação. A justificativa foi o estilo clássico e visão privilegiada de jogo do atleta.

MAURO GALVÃO

Mauro Galvão até gostou da mudança, embora tenha justificado que nos primeiros minutos havia estranhado. “Acho que fui bem”, revelou, à época.

Ainda no Colorado, Juliatto recuou o meia Ademir - vindo do Toledo (PR) - à função de volante. Também havia prometido ao recém-promovido juniores Paulo Santos, ponteiro-direito, 20 jogos seguidos como titular na equipe principal, com justificativa que estava prestando serviço ao futebol brasileiro.

Se a promessa foi cumprida não se tem a informação, mas esse fatos chamaram atenção da imprensa gaúcha.

Mesmo não rompendo a barreira do seleto grupo dos principais treinadores, ele trabalhou em Portugal e Arábia Saudita.

Ainda não existem comentários.

Confiram as Postagens Anteriores:

1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14 
 

Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

Fale comigo