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Manguinha, título pelo Guarani e Inter de Limeira

Quando o ex-meia Zenon recebeu o terceiro cartão amarelo na primeira partida da final do Campeonato Brasileiro de 1978 contra o Palmeiras, na vitória bugrina por 1 a 0, na capital paulista, o saudoso treinador Carlos Alberto Silva não pensou duas vezes sobre o substituto: “Entra o Manguinha”, avisou.

De fato não havia motivo para mistério. No transcorrer daquele mesmo jogo em São Paulo, Manguinha já havia entrado no lugar de Renato Morungaba, e era o substituto eventual dos três meio-campistas, embora o treinador o houvesse efetivado como reserva natural do volante Zé Carlos.

No jogo do título dia 13 de agosto de 1978, em nova vitória bugrina sobre o Palmeiras por 1 a 0, gol do atacante Careca, Manguinha saiu na foto posada nos jornais, praxe na época.

Natural de Bragança Paulista, Edson Aparecido Acedo fixou residência na terrinha após penduras as chuteiras profissionalmente.

Ele foi revelado pelo juvenil bugrino em 1975, mesmo período em que se despontavam o lateral-esquerdo Miranda - antes ponteiro-direito -, ponta-de-lança Renato e ponteiro-esquerdo Osnir, entre outros, comandados pelo técnico Adaílton Ladeira.

MEIA-ARMADOR

Na ocasião, Manguinha atuava como meia-armador, já demonstrava ser um jogador técnico, porém lento. Por causa disso foi recuado à função de volante. Todavia, devido à polivalência, foi aproveitado em todas as posições de meio de campo.

Manguinha deve ter sido um dos raros - senão o único - jogadores do interior paulista a conquistar título nacional e estadual por clubes paulistas.

Ele integrou o time da Inter de Limeira que foi campeão paulista de 1986 sobre o Palmeiras, com dois jogos na capital paulista.

SAUDOSO KITA

Se na primeira partida o placar foi zero a zero, na segunda a Inter venceu por 2 a 1, gols de Tato e do saudoso Kita. O time contou com Silas; João Luís, Juarez, Bolívar e Pecos; Manguinha, Gilberto Costa e João Batista; Tato, Kita e Lê. Técnico Pepe.

Manguinha, que ainda jogou no Comercial de Ribeirão Preto, montou um centro de treinamento para garotos ao retornar a Bragança Paulista.

No dia quatro de março ele vai completar 61 anos de idade.

  • João da Teixeira
    31/01/2018 12:51

    Por essa coluna é que eu vejo que a velha guarda bugrina desistiu do time. Não se interessa mais em comentar coisas do passado. Talvez porque passe muita vergonha com o presente, não dão as caras. Os "novos torcedores" com 35 anos para baixo não sabem quem foi Manguinha, só sabem que o time foi campeão de 78. E sabem disso porque foi a única coisa que sobrou para cotucar a torcida da Veterana Campineira. Pois é, depois reclamam de serem chamados de torcida 3%.

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JAN
PC, Celso e Márcio Luiz, revelações da Ponte nos juniores, sucumbiram no profissional

Décadas passadas, quando a Copa São Paulo era competição de extrema significância, a Ponte Preta se sobressaiu nas temporadas de 1981-82 com a conquista do bicampeonato, comandada pelo então treinador Milton dos Santos.

Desde aquela época, jogadores tidos como revelações nem sempre mantiveram rendimento estável na equipe principal.

Daquele time base da Ponte que ganhou do Santos por 2 a 1, na finalíssima de 82, com arbitragem do saudoso Dulcídio Vanderlei Boschilia, o franzino meia Paulo César, apelidado à época de PC, era lançador e o dinamizava na organização de jogadas.

Todavia, quando se previa que herdaria a camisa dez do mestre Dicá - na iminência do encerramento de carreira -, não vingou na Ponte Preta.

Houve até tentativa de acomodá-lo como quarto homem de meio de campo, como falso ponteiro-esquerdo, mas igualmente sucumbiu.

CELSO

Celso foi um ponta-de-lança de sucesso nos juniores da Ponte naquele biênio, inclusive autor do gol que garantiu o título de 1981, na vitória por 1 a 0 sobre o São Paulo, com arbitragem do já falecido Roberto Nunes Morgado. Na ocasião, a Copinha era disputada por 16 clubes e durante o mês de dezembro.

Celso era habilidoso, tinha familiaridade para enfrentar goleiros, e raramente passava uma partida sem marcar gol.

Logo, as apostas eram quase unânimes que trilharia carreira promissora ao se profissionalizar, mas igualmente sucumbiu.

MÁRCIO LUIZ

A natural renovação da garotada de juniores em 1983 propiciou o surgimento do goleiro João Brigatti, volante Régis e meia Márcio Luiz (foto). Previa-se, então, continuidade do abastecimento de revelações ao time de profissionais da Ponte Preta.

Na prática, dos três promovidos, Márcio Luiz, tido como a principal revelação, jamais repetiu na equipe principal o futebol rápido e hábil que arrancava elogios do saudoso jornalista Brasil de Oliveira: ‘Pitchula [apelido de Márcio Luiz] é rápido como lambari e leve como pena’.

Embora franzino, Márcio Luiz era ousado ao partir com bola dominada sobre adversários de compleição física avantajada, e se desvencilhava com incrível facilidade.

Faltava-lhe, à época, ousadia para arriscar finalizações quando a jogada ‘clareava’. Tinha o hábito de procurar companheiro para concluir as jogadas.

As incontáveis chances no chamado ‘time de cima’ não serviram para que repetisse o rendimento dos juniores. Carismático, ainda ganhou oportunidade de jogar no Fluminense e seguir ao futebol japonês.

  • João da Teixeira
    16/01/2018 18:32

    Isso não era raro acontecer. Alguns jogadores guindados do juvenil para o time profissional, tinham medo de errar o que sabiam fazer, de mostrar o futebol que o levou a ser promovido. Se não desvencilhasse dessa paúra psicótica, acabava saindo do mercado e caindo no ostracismo. Bons tempos que já se vão longe...

  • João da Teixeira
    16/01/2018 18:31

    Vendo a foto do Marcio, me remete ao patrocinador master da Ponte na época, a Melhoramentos, que entre outras coisas produzia os melhores cadernos escolares e universitários. Nessa época desse patrocinador, os dirigentes alvinegros perderam uma ótima ideia de lançar uma campanha nas escolas para aumentar sua torcida junto à criançada de 7 a 10 anos de idade, distribuindo kits escolares como borrachas, lápis, cadernos, etc com motivos pontepretanos, já que em 81, ela estava bem

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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