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17
JUL
Walter Minhoca, acesso na Série B pelo Guarani em 2009

Se Walter Junio (sem o 'r') da Silva Clementino tivesse nascido dez anos depois de 12 de janeiro de 1982, como registra o seu certidão de nascimento, dirigentes de clubes jamais admitiriam que a mídia noticiasse o apelido dele como Walter Minhoca.

O próprio ex-atleta revelou que o apelido é decorrente dos tempos que jogava descalço em ruas ou em quadras de futsal, devido à facilidade para driblar.

Portanto, é desmentida a versão do apelido pelo porte físico franzino e estatura de 1,69m de altura.

GUARANI EM 2009

Minhoca
Minhoca

Para a história futebolística de Campinas, o meia-atacante Walter Minhoca começou a ser inserido no dia 14 de abril de 2009, quando o Guarani anunciou três contratações para disputar a Série B do Brasileiro, após rebaixamento no Paulistão.

Walter Minhoca e atacante Fabinho vieram do Botafogo de Ribeirão Preto, enquanto o centroavante Adriano Gabiru havia saído do Inter (RS), numa segunda passagem, após ter sido campeão mundial em 2006.

CONTRAPESO
Fabinho chegou ao Guarani como contrapeso no negócio com Minhoca, mas a história mostrou que ele sim fez a diferença na primeira passagem pelo clube, enquanto o parceiro foi coadjuvante nesse time comandado pelo saudoso treinador Oswaldo Alvarez, o Vadão: Douglas; Maranhão, Bruno Aguiar, Dão e Eduardo; Cléber Goiano, Nunes, Léo Mineiro e Walter Minhoca; Fabinho e Ricardo Xavier.

Após o acesso, Vadão passou por Portuguesa e São Caetano, até que em 2012 retornou ao Guarani, quando sondou a possibilidade de trazer Minhoca de volta, mas o jogador descartou negociação com argumento de atraso de salário.

FLAMENGO

Walter Minhoca já estava atormentado com clubes que não cumprem compromissos, eles eles o Flamengo.

Irritado com aquela situação, pediu desligamento até do rubro-negro, cinco meses depois de assinar contrato em 2006. Á época jogou ao lado do zagueiro Rodrigo Arroz e meia Renato Abreu, entre outros, retornando ao Cruzeiro.

Natural de Betim (MG), Walter Minhoca encerrou a carreira em 2015 no Nacional de Minas, e jamais se vê como treinador, por considerar a função instável e ingrata. Quer se definir como executivo de futebol

Enquanto isso não ocorre, ele conta histórias da carreira aos meninos que integram a sua escolinha da modalidade, com ênfase entre 2008 e 2009 no Al-Qadisiya da Arábia Saudita e Daejeoon Citizen da Coréia do Sul, e título mineiro pelo Ipatinga em 2005.

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06
JUL
Ronaldo Giovanelli teve discreta passagem pela Ponte Preta

Ronaldo Giovanelli
Ronaldo Giovanelli

Quem vê o ex-goleiro Ronaldo Giovanelli na televisão, comentando futebol na TV Bandeirantes, nos programas 'Jogo Aberto' e 'Os Donos da Bola', o associa basicamente como atleta do Corinthians, onde, de fato, atravessou fase áurea durante dez anos, entrando na história do clube como o terceiro que mais vestiu aquela camisa, com 602 partidas.

Todavia, após passagem pelo Lusa no biênio 2000/01, entrou na escala descendente no futebol, a começar pela passagem meteórica pela Ponte Preta, quando viu Alexandre Negri e Hiran se revezarem na meta da equipe.

Na segunda rodada do Torneio Rio-São Paulo de 2002, na vitória pontepretana de virada sobre o Santos por 3 a 1, em Campinas, ele não só atuou como praticou defesa com a elasticidade dos velhos tempo em chute do meia Robert.

A Ponte venceu com dois gols de Washington e outro de Adrianinho, num time comandado pelo saudoso treinador Oswaldo Alvarez, o Vadão, e formado por Ronaldo Giovanelli; Carlos Alexandre, Rodrigo, Ronaldão e Elivélton; Fabinho, Mineiro, Dionísio e Humberto; Washington e Jean.

Provavelmente, se pudesse, Ronaldo riscaria do currículo a passagem dele por Campinas.

De acordo com publicação do portal Folha.br, seção cotidiano de 22/06/2002, a mulher dele foi vítima de um sequestro relâmpago na cidade.

CORINTHIANS

Melhor, então, o foco na passagem pelo Corinthians quando no primeiro ano, em 1988, de terceiro goleiro assumiu a titularidade e conquistou o título paulista na decisão contra o Guarani.

Dois anos depois jogou naquele time que conquistou o primeiro título brasileiro de sua história, na vitória sobre o São Paulo por 1 a 0, na finalíssima, gol de Tupãzinho.

Ele foi desligado do Corinthians por imposição do treinador Vanderlei Luxemburgo em 1998, quando ainda passou por Fluminense e Cruzeiro, antes de clubes médios e pequenos.

CARECA

Geralmente pessoas que ficam carecas, como Ronaldo, se submetem a sessões de quimioterapia para tratamento de câncer, mas o caso dele é outra doença: alopécia areata, que derrubou-lhe os cabelos em 15 dias.

Ele esclareceu que a queda de cabelos é decorrente de fatores emocionais como estresse, ou por alterações da glândula tireoide. Assim, optou por raspá-los.

  • João da Teixeira
    07/07/2020 19:32

    Ronaldo foi um bom goleiro, mas qdo veio para a Ponte, já estava, de certa forma, psicologicamente abalado. Como vc disse, o Ronaldo teve uma doença oportunista, de fundo emocional e psicológico, como o vitiligo, psoríase, alopécia etc., vai saber se algo que o afetou no emocional, não o afetou no seu futebol e depois em aparecer sua dermatite. Vamos dizer que a Ponte foi um divisor de águas entre o seu bom futebol e de sua decadência no gol. Gente falante ou muito brincalhão,

  • João da Teixeira 2
    07/07/2020 19:29

    Gente falante ou muito brincalhão, tbem pode esconder algo de fundo emocional, aparentemente como meio de defesa para esconder ou para compensar esse problema. É já vou adiantando para os que vem aqui falar merda, li sobre isso, não sou médico e nem "bolacha de pacote". Qto a Oyama, é um bom jogador, eu prefiro jogar com um que conhece da "mortadela", do que um perneta. Se não me engano, qdo levaram o Dario Pereira para jogar de 4°zagueiro, sem muita altura, permutava posição.

  • João da Teixeira 3
    07/07/2020 19:28

    ...permutava posição com outro defensor, principalmente nos escanteios. E olha que o uruguaio Dario Pereira era um bom meia é em 1962 já estreiava na seleção de seu país. Agora, em tempos de "vacas magras", sei lá se conseguirão essa permuta. Outra coisa, se Oyama é um volante, menos mal, vi jogar um monte de volantes baixinhos, mesmo na Ponte, Wanderley, Mineiro, Humberto, Serelepe, ou como Zito, Clodô e por aí vai. Melhor baixinho que cresce no jogo, do que grandão bobão...

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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