21
JUN
Quem é contra a volta do futebol já está com a vida feita

Colunas Cadê Você e Memórias do Futebol já estão disponibilizadas com novos temas. Em âmbito doméstico, o focalizado é o ex-lateral-direito Luciano Baiano, com passagens por Guarani e Ponte Preta. No áudio de circulação nacional, o personagem é o combativo zagueiro Batata do Corinthians.

PAULO AUTUORI

Paulo Autuori, que retornou à função de treinador do Botafogo carioca, fala grosso que não volta ao trabalho enquanto perdurar alto índice de transmissão do coronavírus na cidade do Rio de Janeiro.

“Sou contra a volta do futebol neste momento. Precisam salvaguardar a integridade física dos jogadores”, cita.

Diante da postura dele, confesso ter fuçado o doutor Google pra constatar se havia registro de Autuori também ter renunciado ao pagamento do salário no período de paralisação do futebol, mas nada achei.

Autuori e alguns cronistas esportivos de diferentes veículos de comunicação também se posicionam contrário ao retorno.

PAULISTA

No caso do futebol paulista, se escoram na informação de que 21 jogadores contraíram o coronavírus, mais especificamente em Corinthians e Palmeiras.

Ora, 13 deles já estão recuperados. E alguém tem dúvida de que os demais também serão curados?

Atleta tem capacidade de recuperação incomparativamente maior de que nós, reles mortais.

Membros de comissão técnica e funcionários do Corinthians também acusaram positivo nos testes, já estão isolados, e nem por isso é razão para pânico.

Se os clubes ainda não voltaram aos treinamentos presenciais, a dedução lógica é que esse pessoal continuou se encontrando em diferentes situações, e foi se contaminando. Isso reflete a falta dos cuidados prescritos, como evitar saída de casa.

PLANOS PRIVADOS DE SAÚDE

Alguém precisa avisar aos senhores cronistas que esse pessoal do futebol e os seus respectivos familiares gozam de planos privados de saúde, com hospitais devidamente aparelhados para imediato tratamento de vítimas da doença, diferentemente da precariedade da rede SUS (Sistema Único de Saúde).

MUITOS PERDEM

Os quase cem dias de futebol parado provocam transtorno aos clubes.

Só antecipação de verba de televisão das Séries A e B do Brasileiro é pouco para quem recebia de patrocinador pela marca nas camisas, receita publicitária de placas nos estádios, bilheterias, cotas de TV dos regionais represadas e alta inadimplência dos sócios torcedores.

Logo, o processo de endividamento dos clubes se agrava, assim como todos aqueles que direta ou indiretamente têm dependência do futebol.

Integrantes de arbitragens, contratados por cotas fixas para atuação em cada jogo, também deixam de receber.

RÁDIOS

Quem investe em propaganda nas emissoras de rádio reduz valores de cotas, e até congela-as, com reflexo natural da manutenção da equipe.

Enfim, incontáveis pessoas têm dependência da sequência de jogos como meio de sobrevivência, mesmo realizados com portões fechados.

Logo, quem está com a vida feita e avalia a questão individualmente com reprovação da volta, que reflita no coletivo.

Se indicam o retorno do futebol com compromisso de se orientar pelo protocolo de responsabilidade e risco mínimo, não há porque vetá-lo.

Bem pior que isso é se permitir aglomerações no comércio e em transporte coletivo.

  • João da Teixeira 1
    23/06/2020 19:47

    A Política é maldosa com seu povo? Bom, não é bem assim! Vcs lembram quem pôs os políticos lá? Fomos nós. Tem gente que vota em quem está na frente nas pesquisas e não quem tem capacidade, ou pelo menos honestas, no mínimo. Apesar de saber que honestidade é obrigação e não qualidade, mas só de fazer isso vc já derruba um monte que lhe vai fazer mal no futuro. Ah, não tem esse cidadão? Então não vote em ninguém e não no menos pior. Precisamos saber escolher e se enganar,...

  • João da Teixeira 2
    23/06/2020 19:46

    Precisamos saber escolher e se enganar, vai ser uma vez só. Chega de dar voto a políticos bandidos assumidamente e outros, a maioria, veladamente. Não entendo como o PT sobreviveu 4 governos seguidos e tem gente que ainda apoia. Só entendo que quer ter uma "teta do governo" para chupar. Com 4 governos seguidos, conseguiram colocar os "chupadores" em todos os setores do governo, principalmente na educação básica, ensino médio/técnico e universitário. Esse último, é uma vergonha.

  • João da Teixeira 3
    23/06/2020 19:45

    Hoje tenho que acreditar que vai dar certo o atual governo, ou como disse, vai ser uma vez só. O problema de avaliar o atual governo, é que tem "forças ocultas" dos governos anteriores boicotando, pois sabem que, se der certo, eles nunca mais serão nada. Gente, quem é contra a que o atual não dê certo, é porque fazia parte das coisas ilícitas ou se beneficiou das mesmas e entrou no "curral" dos governos corruptos do passado e que não foram poucos. Não adianta vir xingar depois

  • João da Teixeira
    23/06/2020 19:44

    Estou para dizer Ari, que os convênios médicos querem gastar menos com os seus pacientes com corona. Já entram com hidroxicloroquina, azitromicina, zinco e em casos mais graves usam anticoagulante, evitando que o paciente caia na UTI e o tratamento fique bem mais caro para eles e internações duradouras na UTI. Os pobres coitados dos pacientes do SUS, não tem esse protocolo de tratamento devido a mídia e a política suja e para eles, seja o que Deus quiser.Tirem suas conclusões?

  • João da Teixeira
    23/06/2020 19:44

    Como vc falou, para os pacientes com corona dos planos de saúde, tratamento eficiente, para os reles pobre mortais, o tratamento que dá mais BO e por conseguinte, mais audiência, preferencialmente no jogo contra o governo Bolsonaro. Essa turma há de queimar no "fogo dos infernos". Só não vê quem não quer. O pior cego é aquele que não quer enxergar...

  • LÉO - PR
    23/06/2020 19:43

    Ari cade aqueles reportes pra questionar e jogar isso na cara deles,vcs não estão querendo trabalhar então esta de acordo em abrir mão do salario ai tudo bem, esses reportes tbm são um banana.

19
JUN
Na goleada do Fla sobre Bangu, início da fase de cinco substituições de cada lado

E aí, como foi o reencontro do futebol em plena pandemia?

Na goleada do Flamengo sobre o Bangu por 3 a 0, na retomada do Campeonato Carioca, na noite desta quinta-feira no Estádio Maracanã, registro para coisas diferentes.

Este foi o primeiro jogo oficial no país em que os dois cubes aproveitaram mudança na regra e ambos fizeram as cinco substituições que tinham direito.

O Bangu, por exemplo, trocou três jogadores na primeira parada. Depois mais um, e por fim outro.

SEM COMEMORAÇÃO

Quando o meia uruguaio Arrascaeta marcou o primeiro gol do Flamengo aos 18 minutos do primeiro tempo, nada de comemoração entusiasta.

Até parecia que ele havia marcado gol contra um ex-clube, pela forma discretíssima de comemoração.

Nada de abraços. Registro apenas de leves toques de cotovelos como confraternização.

E quando Bruno Henrique, de cabeça, sacramentou a vitória flamenguista, aí foi colocada à prova a verdadeira essência do repórter atrás das metas, para retransmitir diálogos de jogadores, como fez Marcos Coelho.

“Estamos de volta”, disse Bruno Henrique.

“E como estamos”, respondeu Gabigol, que fez o cruzamento da jogada.

Depois, no finalizinho do jogo, Pedro Rocha marcou o terceiro gol.

Pra disfarçar ausência de torcida, em jogo de portões fechados, o serviço de som colocou gravação ambiente, como se por lá estivessem barulhentos torcedores.

GAROTINHO NA RÁDIO TUPI

Eis aí a chance de voltar a ouvir o brilhante narrador José Carlos Araújo, o Garotinho, pela Rádio Tupi do Rio de Janeiro.

Voz limpa e pautado pela habitual descrição da trajetória da bola, Garotinho mostra com clareza o desenrolar da partida, diferentemente de narradores que vendem ilusão de uma coisa que não está ocorrendo pra quem acompanha o jogo pelo rádio.

Voltei a ouvi-lo depois de quase trinta anos, ainda com o velho bordão de 'o placar do maraca marca...'

Seu companheiro, nos comentários, foi o ex-meia Dé Aranha, revelado pelo Bangu em 1967, identificado à época apenas como Dé.

Foi uma época em que não se censurava apelido de jogador, assim como eram dispensados nomes compostos, exceto para diferenciação de xarás na mesma equipe, ou excepcionalmente no caso dele que, no Vasco, passou a ser chamado como Dé Aranha.

Alô equipes esportivas de rádio: no Maracanã foi observado distanciamento social entre integrantes da Rádio Tupi, o que se prevê que esse novo formato seja copiado em outras praças esportivas.

  • LÉO - PR
    21/06/2020 17:15

    eu sou dessa época Ari vc deve ter conhecido todos que coloquei no texto.

  • LÉO - PR
    21/06/2020 17:15

    Adoro ouvir jogo no radinho muitos anos tive meu moto radio AM,só para futebol saudades das épocas OSMAR SANTOS,OSVALDO MACIEL,FIORI GIGLIOTTI, DIONÍSIO PIVATTO,LOMBÁRDI JÚNIOR,DOALCEI BUENO DE CAMARGO,TBM JOSÉ CARLOS ARAUJO,depois ainda ouvia todo balanço final com SILVIO FILHO, OU OVÍDIO NASCIMENTO,hoje não temos bons narradores no radio, nem tv são todos ruim, o tão badalado Galvão pra mim é o pior, essa é a vida vento passado não toca moinho.

  • João da Teixeira
    19/06/2020 22:58

    O Mengo dispensa comentários sobre o jogo na pandemia. Foi 3 gols sem comemoração, contidas, fora do normal. Gostei. E agora?

  • João da Teixeira
    19/06/2020 22:57

    Mais um fato histórico, o retorno do futebol no Brasil dentro da pandemia do Corona. Eis que o Bangú foi o coadjuvante. Time carismático do Rio, fundado também em abril como o Gfc e um dos primeiros times a ter negros em seus times, como a Ponte, tendo origem em uma fábrica de tecidos no Bairro de Bangú ou Moça Bonita. Foi o time pequeno que mais forneceu jogador à seleção e um de seus jogadores ser o melhor da Copa de 1950, Zizinho. Foi duas vezes campeão carioca, em 1933 e 66

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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