09
JUN
Vitória não apaga os ‘manjados’ pontos falhos da Ponte Preta

Na tela abaixo a análise é sobre o empate que o Guarani cedeu ao Vila Nova no apagar das luzes, como diziam antigos narradores de rádio.

Ponte Preta e Brasil de Pelotas protagonizaram um dos jogos mais malucos deste Campeonato Brasileiro da Série B, no Sul do país, na noite deste sábado.

Quem disser que a vitória pontepretana por 2 a 0 ficou barata para o time gaúcho, dependendo do ângulo de avaliação não estará errado.

Quem opinar que as incríveis defesas do goleiro Ivan evitaram que a Ponte saísse derrotada, igualmente não pode ser contestado.

Logo, está claro que esse time da Ponte é sujeito a chuvas e trovoadas.

Enquanto os dirigentes não contratarem mais um meia e dois atacantes - além do lateral-direito Ruan, que vem do Inter (RS) -, não há perspectiva de crescimento na competição.

JÚNIOR SANTOS

O atacante Júnior Santos torrou de vez a paciência do torcedor pela irregularidade. Perde nove das dez jogadas que participa. Perdeu gol incrível após driblar o goleiro Marcelo Pitol, aos 30 minutos do segundo tempo, justamente quando a vitória pontepretana estava ameaçada.

A favor dele apenas o acerto no passe de um metro para o meia Murilo arriscar chute rasteiro, de fora da área, e colocar a bola no canto direito do goleiro do Brasil, aos 42 minutos do primeiro tempo.

Curiosamente, o gol saiu quando o Brasil já havia equilibrado a partida, após predominância da Ponte nos primeiros 32 minutos, com marcação forte no meio de campo e lucidez do atacante André Luís, até ter sido caçado maldosamente por Lonrency, e ter dado lugar para Murilo.

Aos 38 minutos o travessão do goleiro Ivan balançou com o chute forte de Itaqui, em cobrança de falta. Oito minutos depois, Lourency exigiu precisa defesa de Ivan.

MAIS IVAN

A entrada do atacante Kaio no lugar de Toty dinamizou o time do Brasil, e as conhecidas deficiências da Ponte ficaram ainda mais evidenciadas.

Danilo Barcelos não construía jogadas ofensivas e sequer coadjuvava Orinho na marcação.

Já o lateral-direito Igor, além das limitações quando ataca, foi envolvido na marcação.

No meio, o ritmo de André Castro foi reduzido no segundo tempo, e o meia Thiago Real fez a pior partida com a camisa da Ponte.

Reflexo disso foi a pressão do Brasil, que só não empatou por erro de pontaria de seus jogadores, e quando Ivan operou dois milagres em jogadas consecutivas: finalização de Lourency e depois, caído, quase na risca fatal, defendeu chute cara a cara de Michel.

PAULINHO

Naquela altura, o volante Paulinho já havia entrado no lugar do cansado Orinho, Barcelos ocupou a lateral, e o time pontepretano se recompôs em campo.

Além de impedir sucessivos avanços do Brasil, passou a ter consistência nos contra-ataques.

Em três minutos a Ponte ficou na cara do gol adversário, a partir dos 29 minutos: Thiago Real completou para as redes, mas a arbitragem marcou impedimento, em lance que deixou dúvida. Depois Júnior Santos perdeu o gol feito, e Murilo chutou a bola na perna do goleiro.

Como o Brasil partiu para o ‘tudo ou nada’, permitiu buracos em sua defesa. Foi quando Marcelo Pitol rebateu chutes consecutivos de Danilo Barcelos e Murilo, mas Paulinho marcou aos 41 minutos: Ponte 2 a 0.

  • João da Teixeira
    11/06/2018 10:24

    Wutke, se vc. viu futebol, parabéns! Sua imaginação é fértil, dá para ser um escritor de fábula. Como disse não sei porque vcs., "encrenqueiros", perdem tempo de ficar lendo o que escrevo. Agoa, falando em família Wutke, conheci duas pessoas no IAC, entre o final da década de 70 e início da de 80, eram o pai, pesquisador e filha, estagiária, se não me engano, que trabalhavam na Fazenda Sta. Elisa, na área de pesquisas. Bons tempos!!

  • TIO LEI (1)
    10/06/2018 19:52

    Não ha como analisar um time em uma partida a qual não assistimos. A vitória, claro que nos da um alento. Conheço o Brigatti desde que ele era criança, la no S. Bernardo, ele morava (não sei se ainda está por lá), próximo ao G.E. José Maria Matosinho. Como dizíamos antigamente, um PONTE PRETANO de quatro costados. Defendeu nossa camisa sempre com muito orgulho e muita raça e dedicação. A mesma vontade e dedicação que ele demonstra hoje no comando da equipe. ... Porem ...

  • TIO LEI (2)
    10/06/2018 19:51

    ... como PONTE PRETANO que sou, eu ainda não o vejo preparado para ser o TÉCNICO EFETIVO de nossa macaquinha. QUALQUER TECNICO que viesse a substituir o Doriva, com certeza também viria com discursos de motivação, aquele papo de que aqueles que estão na reserva, teriam que mostrar serviço, e provar que não merecem estar no "banco" ... que a PONTE PRETA é time grande de raça e tradição e que teriam que honrar nossa camisa, etc...etc. . Haveria claro, uma mudança de postura ...

  • TIO LEI (3)
    10/06/2018 19:51

    ... da equipe dentro e fora das quatro linhas. Então, esses resultados iniciais não me surpreendem, queira Deus que eu esteja enganado a respeito do Brigatti, e espero realmente que ele venha a ter sucesso nesta nova carreira, a de treinador. Mas voltando à NOSSA PONTE PRETA, basta obtermos um ou dois bons resultados para a diretoria "se esquecer" das necessidades do plantel. Ja faz quanto tempo que falaram na possibilidade em se trazer o Camilo? Colocaram o L. Fabiano ...

  • TIO LEI (4)
    10/06/2018 19:49

    ... em nosso SPA, com certeza já esta EM ANDAMENTO um rechonchudo contrato, só aguardando sua volta. Essa diretoria passa meses enrolando o torcedor com promessas vazias e contratações absurdas, e nós os torcedores ficamos só na apreensão, vendo verdadeiros "CABEÇAS DE BAGRE" manchando nossa tão rica e bela história. É triste ver a omissão de um CD, que PODERIA E DEVERIA intervir contra esse quadro. Vamos agir em prol da PONTE PRETA, senhor Abdala.

  • Paulo Sergio
    10/06/2018 14:32

    Realmente, Ari a Ponte poderia golear não fosse Jr. Santos que aliás me lembra Tuta e tantos outros que corre, corre e chega na cara do gol não sabe o que fazer!! Esse cara já encheu o saco viu!!! Da mesma forma poderíamos ter tomado 2 ou 3 não fosse Ivan. O importante foi a vitória e J. Brigatti hein? Deu Nova cara ao time, raça e esquemas alternados, até as substituições estão dando resultado, pode efetivar!

  • Paulo Sergio
    10/06/2018 14:32

    Caro Tony, concordo plenamente com você, mas penso que além de um centro avante e um meia ainda carece de pelo menos um zagueiro do tipo xerifão, esse R. Fonseca não passa de um grande enganador, não joga nada!! Ontem se não fosse Ivan...

  • carlos wutke barwick
    10/06/2018 14:31

    Caro Joao da Teixeira, seu comentario sobre o Trump aqui nao tem nada com o futebol na qual estamos discutindo. Se voce veio aqui para dar um palpate na qual queira parecer intellectual, voce errou! Da-lhe Brigatti!

  • TONY
    10/06/2018 11:02

    Basta buscar 1 meia e 1 centro avante e sobe fácil.

  • João da Teixeira
    10/06/2018 11:02

    O barril de pólvora chamado Trump. Ontem na reunião do G7 (os mais ricos), Trump chamou o ministro canadense de desonesto, como se a honestidade fosse o principal caráter do presidente americano. Onde esse cidadão está dificilmente não ocorre baixarias explícitas. O problema é que marcaram uma reunião para essa semana entre os dois barris de pólvora, um americano e outro norte coreano. A chance de pegarem fogo, ou até explodirem, são grandes. Pior que sobra para todo mundo.

  • Barba
    10/06/2018 11:01

    Ótimo resultado. No mais, a zaga foi bem, André é mesmo chinelinho, Tiago Real é café com leite e Brigatti foi bem

  • Ric
    10/06/2018 11:01

    Hora de efetivar Brigatti no comando.

  • João da Teixeira
    10/06/2018 11:01

    Também não vi o jogo da Ponte, ou melhor, vi 15' qdo ainda estava 0x0 e a Ponte dominando, mas sem contundência. 2x0 para aquilo que vi, é muito. Brasil-RS nem sabe porque está na série B, meia boca, e a Ponte meia boca também. 2x0 serviu para não cair, só isso. O que o Ari falou, estou cansado de saber, perdem gols, não tem meia, não tem defesa e futebol pobre. Adianta falar se os caras são péssimos administradores?

09
JUN
Guarani carece do meia-atacante de penetração para ‘clarear’ as jogadas

O empate por 1 a 1 entre Guarani e Vila Nova (GO), na tarde-noite deste sábado, no Estádio Brinco de Ouro, refletiu com fidelidade o futebol apresentado pelas equipes na sequência do Campeonato Brasileiro da Série B.

O Guarani tentou administrar a vantagem no placar a partir dos 35 minutos do segundo tempo, quando passou a ser pressionado. Ao abdicou de jogar, o time bugrino começou a se desfazer da bola, e propiciou que o adversário ganhasse todos os rebotes.

Claro que faltava criatividade para o Vila Nova penetrar na defensiva bugrina, e aí os zagueiros Philipe Maia e Edson Silva se encarregavam de devolver de cabeça as bolas cruzadas.

Como o árbitro Alexandre Vargas Tavares de Jesus (RJ) exagerou ao determinar cinco minutos de acréscimo, o atacante bugrino Caíque cometeu pênalti infantil sobre Juninho, no último minuto de partida, convertido por Alex Henrique.

ESTILOS SEMELHANTES

Guarani e Vila Nova iniciaram a partida com estilo bem parecido. Seus jogadores trocavam passes na expectativa de brechas para terminar as jogadas.

Como ambos se recompunham rapidamente, fechavam bem os espaços na marcação, o único caminho para se aproximar das respectivas metas adversárias era usar os lados do campo, com o Guarani explorando mais o direito, todavia as bolas alçadas terminavam na cabeça dos defensores goianos.

Assim, no primeiro tempo, os goleiros não foram exigiram em defesas difíceis.

CARÊNCIA DO MEIA-ATACANTE

Contra adversários que colocam em prática dura marcação, está claro que o Guarani carece daquele meia-atacante condutor de bola, para entrar driblando, furar bloqueio adversário, e assim provocar clarão visando aproveitamento do conjunto.

Sem jogador com essa característica, o time fica burocrático no toque de bola, e passa a depender de lampejos de algum jogador.

Foi assim na cabeçada de Longuine, que o goleiro Mateus Pasinato defendeu no chão, e no lance de extrema felicidade do volante Ricardinho, quando, num bolo de jogadores à sua frente, aproveitou rebote do goleiro e acertou chute de primeira, sem defesa, aos 31 minutos do segundo tempo.

Naquele período o atacante Caíque já havia substituído o volante Denner, com ganho de velocidade pelos lados do campo, sem que implicasse em mais qualidade.

ANSELMO RAMON

E antes de o Guarani chegar ao gol, o treinador Umberto Louzer sacou Guilherme para a entrada de Anselmo Ramon, só que colocou Bruno Mendes no lado direito do campo.

Em circunstâncias como neste sábado, quando a insistência é maior de bola alçada, o recomendável seria o Guarani explorar dois cabeceadores na área - casos de Anselmo Ramon e Bruno Mendes - para que, proporcionalmente, as chances de aproveitamento fossem maiores.

Aí, Lenon ou até Ricardinho, no lado do campo, teriam incumbência dos cruzamentos.

ARBITRAGEM

De três jogadas capitais da partida, houve acerto e erro do árbitro Alexandre de Jesus.

Quando o lateral Maguinho travou Longuine dentro da área - ainda no primeiro tempo - o lance foi típico de pênalti, e não jogada perigosa como ele apontou, em prejuízo para o Guarani.

Jogadores do Vila Nova reclamaram de suposta compensação no segundo tempo, quando o lateral-esquerdo bugrino Pará teria interceptado a bola com o braço dentro da área, mas a jogada prosseguiu.

Quanto ao pênalti para os goianos no minuto final, a televisão mostrou que Juninho foi calçado por Caíque.

  • Eugenio
    11/06/2018 10:25

    O time é bem limitado, sofre pra fazer um golzinho e depois fica rezando pra nao tomar e ganhar de 1x0 ... nem sempre isso da certo. De qquer maneira nao é time pra subir, ficarei contente se terminarmos em 10o. lugar. Com Filipe Maia e Edson Silva nao se pode esperar muito.

  • Luiz Otto Heimpel
    10/06/2018 11:03

    Terceiro jogo onde entregamos o ouro por absoluta falta de esquema para contra-ataques O time recuou depois de ficar em vantagem e pagou por isso. Faltam, mais um zagueiro melhor do que os que temos,um lateral esquerdo menos ruim e um meia armador. O Umberto tem que parar de lamentar e treinar o time para que não mais entregue no final. Quanto ao juiz , mais um medíocre entre tantos outros.

  • Tito
    10/06/2018 00:13

    O futebol brasileiro está de dar nojo, só jogador meia boca. A série B é só correria, os pernas de paus não conseguem dar toque de 10 metros. É muito dinheiro no bolso desses pé de rato. O GFC é um time meia boca, o técnico é meia boca e a diretoria um monte de incompetente que está ganhando dinheiro na moleza. Esses pés de ratos não conseguem corrigir erros, é brincadeira, em três jogos tomaram gols nos minutos finais.

  • Marcio
    09/06/2018 21:58

    João você pode estar com a razão, mas não dá para tirar a responsabilidade do sr. Umberto tirando um atacante e colocando um volante ganhando de goleada por 1x0 ! É pedir para tomar o empate DENTRO DE CASA ! Qualquer técnico amador sabe disso. OBRIGADO PELOS SERVIÇOS PRESTADOS. Acho que já deu para ele, está na hora de outro técnico, o Doriva ou o Chamusca para ver se esses jogadores acordam...

  • João da Teixeira
    09/06/2018 20:17

    Não vi o jogo, somente os gols, golaço de Ricardinho e o pênalti foi polêmico mesmo. Aquela mão puxando o ombro do atacante colocada pelo Caique, o sincronismo do possivel puxão induzir o juiz ao erro no lance.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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