09
MAI
Debaixo do gol, sem goleiro, volante Petros perdeu gol incrível; ainda assim deu São Paulo

Claro que não será o barulhão da torcida do Flamengo que perturbará a Ponte Preta, no jogo da noite desta quinta-feira no Estádio do Maracanã, válido pela Copa do Brasil.

A tendência natural será ela perder para ela mesmo, visto que não poderá colocar em campo a força máxima.

Sobre o atual estágio do Guarani, muito ainda se tem que discutir, mas há tempo para isso. O time terá um longo descanso para voltar a participar do Campeonato Brasileiro da Série B.

Sendo assim, a imagem inaceitável da noite desta quarta-feira foi o gol perdido pelo volante Petros, do São Paulo. Inacreditável. Debaixo do gol, sem goleiro, o atleta conseguiu pegar na ‘orelha’ da bola, como se diz na gíria do futebol, e chutá-la pra fora.

Quem não se interessou pra conferir a vitória do São Paulo sobre o Rosário Central da Argentina por 1 a 0, pela Sul-Americana, no igualmente barulhento Estádio do Morumbi, que mate a curiosidade na observação dos lances capitais da partida.

Você pode até argumentar que função de volante é desarmar e, se muito, passar a bola corretamente.

Discordo. Então por que atletas sem a mínima intimidade pra empurrar a bola pra rede se aventuram ao ataque?

NENÊ

Atacante são-paulino Nenê também perdeu gols feitíssimo, chutando em cima do goleiro adversário, cara a cara, ainda no primeiro tempo.

Sorte de ambos foi que o ex-pontepretano Reinaldo limpou a barra a ganhar jogada no seu estilo característico de garra, chutar a bola, vê-la chocar-se no poste esquerdo, mas, no rebote, o atacante Diego Souza a tocou pra rede.

Não bastasse o gol perdido, Petros ainda arrumou expulsão quase no final da partida. Logo tem que ser malhado duplamente.

A cultura do futebol implica em críticas a goleiros que falham, mas inocenta boleiro que perde gol feito. Isso precisa ser modificado.

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08
MAI
Melhorar pontaria e ajustar marcação no meio; problemas do Guarani

Futebol é um troço de difícil compreensão e o torcedor se deixa enganar facilmente pelas aparências.

Na dramática vitória do Guarani sobre o Criciúma por 1 a 0, na noite desta terça-feira em Campinas, a leitura do treinador bugrino Umberto Lozer foi perfeita quando tentou fechar os espaços no meio de campo, durante o segundo tempo, com a entrada de mais um volante, caso de Denner.

Desde o primeiro tempo, em desvantagem no placar, o Criciúma já havia abandonado aquela postura extremamente defensiva, atrevia-se ao ataque, e não se observava a recomposição dos meias Bruno Nazário e Rondinelly para coadjuvar os volantes, no fechamento dos espaços. Com isso, observava-se o despovoamento no setor, já visto no dérbi.

QUEM SAIR

O erro de avaliação de Louzer foi sobre qual dos meias deveria sacar. Nazário, além de absorvido pela marcação, se movimentava pouco. Rondinelly se mexia mais. Logo, a tendência natural era que permanecesse e saísse Nazário.

Pra piorar, Louzer e a torcida bugrina não contavam com desempenho pífio de Denner, que tem correspondido ao entrar em outras ocasiões.

Assim, como o Criciúma passou a ganhar a maioria dos rebotes e trabalhar a bola até as imediações da área bugrina, a partida ficou dramática para o Guarani até o apito final.

Tem-se que acrescentar que após um primeiro tempo de boa desenvoltura, o atacante Anselmo Ramon cansou antes da metade do segundo tempo, e consequentemente houve queda de seu rendimento.

Também sem condições físicas para suportar toda partida, Rafael Longuine teve que ser substituído, mas Erik, que ganhou nova chance, ficou devendo melhor rendimento mais uma vez.

CHANCES PERDIDAS

O Guarani não precisaria correr qualquer risco se durante o primeiro tempo, quando teve o domínio da partida, soubesse explorar as chances criadas.

Com o Criciúma acuado, o Guarani se lançou ao ataque e só não marcou logo aos seis minutos porque o goleiro Luís praticou defesa em chute de Rondinelly.

Aos 18 minutos, Longuine serviu Ramon, mas o zagueiro Sandro travou. Logo em seguida Longuine acabou servido pelo companheiro, mas chutou a bola pra fora.

Como o gol estava maduro, foi marcado por Nazário, após receber passe de Longuine aos 41, minutos, assim como Longuine poderia ter ampliado dois minutos depois.

JUIZ ERRA

A intensidade do Guarani poderia ter resultado na ampliação do placar se não ocorresse erro de arbitragem ao marcar impedimento de Nazário, que em posição legal colocou a bola na rede, em chute rasteiro.

Depois disso, com avanço do adversário e desajustes na marcação, o Guarani correu risco de ceder empate em finalizações de Élvis e Nícolas.

Risco maior ainda o Guarani correu já nos acréscimos, aos 47 minutos, quando o goleiro Bruno Brígido praticou defesa no puro reflexo, em cabeçada de Eduardo.

  • João da Teixeira
    09/05/2018 13:10

    Foi 2x0 fora o show de Bruno Brígido novamente. 2x0 se o juiz não errasse ao anular o gol bugrino, já que quem fez o gol não estava impedido. O Fucks mais uma vez "fucks" O duro é que continua arrogante mesmo perdendo, imaginem se estivesse ganhando! E a Ponte, será que fica com alguma sequela do derby? Domingo vai pegar um time entrosado e afim de ficar na liderança. Se vier de salto alto, vai tomar pau. Talvez já vá para Goiânia sem o salto, é que o Mengo já o quebre na 5ª f.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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