01
DEC
Veterano Juan se destaca na vitória que coloca o Flamengo na final

Flamengo jogou com inteligência, soube se defender diante do Junior Barranquilla na Colômbia, venceu por 2 a 0 na noite desta quinta-feira - dois gols de Felipe Vizeu -, e é finalista da Sul-Americana.

Como se previa o time colombiano tomou iniciativa, pressionou, e foi aí que se destacou o veterano quarto-zagueiro Juan, do time flamenguista, quer no chão como recordista de desarmes, quer pelo alto com seu 1,83m de altura.

São raros os jogadores veteranos que ainda conseguem manter a forma física para acompanhamento do forte ritmo de jogo, mas Juan, que em fevereiro próximo vai completar 39 anos de idade, é uma das exceções.

Nesse time do Junior Barranquilla tem-se que observar erro crasso de fundamento da boleirada: pega mal na bola para finalizar.

Cantillo, por duas vezes, foi horroroso nesse quesito. Em uma das ocasiões correu de cabeça baixa e chutou fraco e sem olhar o posicionamento do goleiro César, do Flamengo.

CHARÁ

Paradoxalmente, o destaque desse time colombiano - o meia-atacante Yimmi Chará - foi displicentemente para a bola em cobrança de pênalti, telegrafou o canto esquerdo, chutou fraco, e propiciou defesa do goleiro flamenguista César.

Chará também finaliza mal e quer Flamengo, quer Palmeiras que cogitam contratá-lo precisam se certificar disso. Ele terá, sim, que treinar bastante as finalizações.

Todavia, a grande virtude dele falta pra maioria dos jogadores: arranca com a bola, tem bom balanço para aplicar dribles e discernimento do momento indicado para tocar a bola.

Chará, na nossa linguagem, significa pessoa que tem o mesmo nome que outra, só que grafada com 'x': xará. O Chará em questão faz parte do nome do colombiano Yimmi Javier Chará Zamora, 26 anos de idade. O clube que investir na contratação dele certamente terá retorno assegurado.

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30
NOV
Com arbitragem segura, Grêmio mostra melhor qualidade e sagra-se campeão

Um título irretocável do Grêmio na Libertadores. Título com vitória no ‘fortim’ do adversário, caso do Lanús, por 2 a 1, na noite desta quarta-feira.

Título com gol estilo Pelé marcado pelo meia-atacante Luan, que desvencilhou-se de três adversários e deu uma cavadinha na saída do goleiro Andrada, por ocasião do segundo gol gremista, aos 41 minutos do primeiro tempo.

Quis o destino que Luan, sempre de pontaria apurada, perdesse gol feito novamente em cavadinha, quase no final da partida, depois de contra-ataque puxado pelo atacante Fernandinho.

A rigor, o mesmo Fernandinho que abriu o caminho da vitória gremista aos 27 minutos, quando explorou erro de um adversário na tentativa de intercepção da jogada, ganhou na corrida e finalizou com força.

Foi um primeiro tempo primoroso do Grêmio, cujo estratégia foi adiantar a marcação exatamente para evitar que o Lanús valorizasse a saída de bola.

E mesmo quando o time argentino evoluía, o Grêmio se organizou bem defensivamente e diante de um adversário que em vez de rodar a bola sem objetividade jogava verticalmente. Seus atacantes são condicionados a fazer a parede, proteger bem a bola, aguardando a aproximação de companheiro para dar prosseguimento ao lance.

GOL DE PÊNALTI

Evidente que o Lanús partiu para o chamado tudo ou nada no segundo tempo e o Grêmio optou por se resguardar.

Foi aí que os argentinos diminuíram a vantagem gremista com gol de pênalti através de Jose Sand aos 27 minutos, e ficou nisso. Nem houve necessidade de o goleiro gremista Marcelo Grohe praticar defesas difíceis.

Parabéns ao time do Grêmio, parabéns aos dirigentes que sabiamente trabalharam nos bastidores para que a Conmebol designasse um árbitro de pulso e bom tecnicamente para condução da partida, caso do paraguaio Enrique Cáceres.

A experiência dos jogadores do Grêmio também pesou para administrar bem o caldeirão do Estádio La Fortaleza, em Lanús, na grande Buenos Aires.

EXTRAIR DO LANÚS

A treinadorzada do Brasil deve extrair de lição desse só razoável time do Lanús dois aspectos.

Primeiro a valorização da saída de bola. Mesmo marcados sob pressão, os zagueiros argentinos evitam quebrar a bola. Encorajam-se para sair jogando.

Meio-campistas e atacantes são condicionados a receber bola mesmo marcados, e sabem fazer a proteção, a chamada ‘parede’.

Isso contrasta com o futebol brasileiro quando evita-se passar bola para jogador marcado, antevendo-se a possibilidade de desarme do adversário.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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