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Ponte resistiu enquanto foi possível; não pode ser criticada pela derrota

Duas observações: na coluna Cadê Você o focalizado é o ex-centroavante Dadá Maravilha, que jogou na Ponte Preta em 1978. Na postagem abaixo é feito o relato sobre a goleada que o Guarani sofreu para o Oeste por 3 a 0, em Barueri.

Apenas quem nunca chutou bola, mesmo que na várzea, vai criticar a postura defensiva da Ponte Preta na derrota de virada para o Cruzeiro por 2 a 1, no Estádio do Mineirão, na tarde deste sábado.

Quem jogou e joga atesta de imediato quando o adversário é quilometricamente superior. Sabe que o jeito é olhar pro céu, rezar, e chutar a bola pro mato porque o jogo é de campeonato.

A Ponte Preta foi a Belo Horizonte para não perder. De repente caiu do céu um pênalti a seu favor, em erro clamoroso do lateral-esquerdo cruzeirense Diego Barbosa, que recuou bola curta ao goleiro Rafael, resultando em pênalti sobre Lucca, e convertido pelo polivalente Danilo Barcelos aos 12 minutos.

Alguém tinha dúvida que a Ponte colocaria uma tramela a partir da linha de sua grande área, já pressentindo a pressão que o Cruzeiro faria?

Mesmo com posse de bola, o Cruzeiro não conseguiu penetrar na defensiva pontepretana e ofensivamente se restringiu a duas finalizações dos volantes Hudson e Henrique, de fora da área, durante o primeiro tempo.

PRESSÃO AUMENTA

Se no primeiro tempo o Cruzeiro rodava a bola a procura da brecha que não encontrava, no segundo passou a aumentar a velocidade pelos lados do campo, e recorreu a sucessivos cruzamentos, quase todos rebatidos pelos zagueiros Marllon e Luan Peres.

Assim, o jogo foi transformado em ataque contra defesa. Logo, o Cruzeiro se prevaleceu do dito ‘água mole em pedra dura, tanto bate até que fura’.

Depois de tanta bola espirrada na área pontepretana, uma delas o goleiro Aranha rebateu na cabeça de Thiago Neves, que só escorou e empatou aos 28 minutos.

Aí, a Ponte sequer teve tempo de respirar, se recompor, e sofreu a virada dois minutos depois. Após cobrança de escanteio, o zagueiro Manoel ganhou a disputa pelo alto de Marllon e marcou, de cabeça, para o Cruzeiro.

SHEIK

Depois de tanta corrida pra virar o placar, o Cruzeiro sossegou o ‘facho’. Tratou de administrar a vantagem, mas correu risco.

Em bola enfiada para o atacante Emerson Sheik, paradoxalmente a Ponte teve chance de empatar. Ele apareceu livre, cara a cara com o goleiro Rafael, mas a chutou no corpo dele e desperdiçou a chance.

A rigor, atuação apagadíssima de Sheik. Não conseguiu dar sequência a uma jogada sequer.

Sem meias para articular jogadas, com Nino Paraíba preso à marcação na lateral-direita, e sem opção na lateral-esquerda com a contusão de Artur aos quatro minutos, era natural que o substituto Yago - zagueiro improvisado no setor - teria incumbência apenas de marcar.

Assim, o atacante Lucca ficou isolado e absorvido pelos defensores cruzeirenses.

SEM CRÍTICAS

Naquele expediente, restava à Ponte se defender, evitar falhas e tentar surpreender o adversário. Não foi possível.

Nem por isso cabem críticas à postura defensiva dos jogadores e do treinador Eduardo Baptista da Ponte Preta. Cada um sabe aonde aperta o sapato.

O jeito será a Ponte brigar por pontuação contra equipes do mesmo nível para tentar se livrar do rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro.

  • wanderlei
    07/10/2017 20:14

    Resultado normal, treinador medíocre, tem enorme dificuldade de somar pontos fora de casa. Com o Eduardo Batista vai ser muito difícil somar pontos fora de casa, infelizmente ele tem esse "defeito", só por um milagre não vamos cair.....FORA CARNIELLI!! renovação já !

  • RMaia
    07/10/2017 20:13

    Dada absurda diferença de nível técnico dos elencos entre Ponte e Cruzeiro, a derrota era esperada, mais uma pra conta do Gustavo Bueno que montou esse pífio elenco, claro sob ordens do reizinho Carnielli. Quantas derrotas ainda serão necessárias pra que ele seja demitido? Ainda não errei na minha aposta, que são 5 pontos nos jogos entre Chape, Flamengo, Cruzeiro, Santos e Palmeiras.

  • TIO LEI
    07/10/2017 19:09

    Tudo dentro do previsto. Tendo em vista o plantel que dispomos, não causou surpresa esse resultado negativo. A se ressaltar ao menos que estamos vendo uma equipe com um novo ânimo, jogadores mostrando ao menos vontade dentro de campo. Sinceramente uma pena o ocorrido com o Arthur. E o Lucca, heim? Sozinho, brigando contra uma zaga bem postada. Batalhou bastante, mas sem ninguém à seu lado

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Todos erraram na avaliação desse Guarani que corre risco de rebaixamento

No cenário de ataque contra defesa no jogo Cruzeiro x Ponte Preta, foi plenamente possível conciliar dois televisores ligados para acompanhamento direto da goleada sofrida pelo Guarani para o Oeste por 3 a 0. Favoreceu a diferença de meia hora de um jogo para outro.

Alô bugrino: abaixe essa pedra de sua mão, até porque você também é vidraça, como todos nós somos. Erramos em avaliações.

Erro maior, claro, foi da diretoria bugrina que não dimensionou que a equipe extrapolava as suas possibilidades quando chegou a liderar a Série B do Campeonato Brasileiro.

Aí, ‘navegando’ na ilha da fantasia, demitiu o treinador Oswaldo Alvarez, o Vadão, na vã imaginação que ainda seria possível extrair caldo após espremer o máximo possível do fruto.

Erro, claro, do agora demitido treinador Marcelo Cabo que não conseguiu nada mais de que espírito guerreiro dos jogadores, indicativo insuficiente para atingir o objetivo.

Neste sábado, enquanto o time bugrino esteve espaçado em campo e abusou do direito de errar passes, Roberto Cavalo, treinador do Oeste, mostrou como se compactua jogadores. Mostrou que, sem dispor de time brilhante, é possível melhorá-lo com aproximação de jogadores e boa conceituação tática para se defender.

Incluo-me entre aqueles que me equivoquei e assumo publicamente.

RAFAEL SILVA E PÁSCOA

Se sinalizei positivamente sobre a contratação do atacante Rafael Silva, errei tanto quanto os dirigentes quando o trouxeram e você, bugrino, que não discordou à época.

Se igualmente errei ao julgar que o zagueiro Éwerton Páscoa fosse repetir o rendimento da passagem anterior pelo Guarani, cabe o alerta que avaliação do atual momento de atleta é imprescindível para evitar incidência em erro.

E Richarlyson? Quase unanimidade. E tudo por conta do passado recomendável.

Embora tenha citado que o meia Bruno Nazário ainda precisa amadurecer para discernimento do momento da jogada pessoal à coletiva, reflito que o propaguei acima daquilo que merecia ser propagado.

PAULINHO E LENON

Sim, se você se juntou àqueles que aplaudiram os dirigentes quando da vinda do atacante Paulinho, abaixe a pedra. Você também se equivocou. Desconsiderou os reais motivos de o Vitória - precisando de uma reação no Brasileirão - abrir mão de um jogador que já teve passagem marcante pelo XV de Piracicaba e Flamengo. Sugeri que aquela saída da capital baiana fosse mais bem avaliada.

Sempre citei o lateral-direito Lenon como jogador razoável, mas cansei de ouvir louvores ao futebol dele, sem que distinguissem que Série C é Série C; Série B, é Série B.

Esse mesmo Lenon sujeito a chuvas e trovoadas comprometeu no primeiro e terceiro gol do Oeste. No primeiro ficou marcando a própria sombra e deixou Mazinho livre, quando o goleiro Vagner falhou feio ao rebater bola cruzada da direita. Depois quando se atrapalhou com a bola no lance em que o Oeste fechou o placar.

AUREMIR

O tempo mostra que o volante Auremir representava meio time do Guarani. Errava passes até curtos, sim. Todavia, desarmava adversários em proporção infinitamente superior.

E se laterais e meias bugrinos não mostravam capacidade para levar a bola ao ataque, Auremir arrumava um terceiro pulmão para ultrapassagem que teoricamente deveria ser feita por Lenon pela direita.

A saída de Auremir mostrou a inconteste limitação do time bugrino. Volantes do tipo Betinho e Dener pouco acrescentam.

Não bastasse isso, o Guarani sofreu com o agravamento de contusões de jogadores como o zagueiro Willian Rocha e atacante Bruno Mendes.

Diante da conjuntura, embora tenha aumentado a posse de bola no segundo tempo da partida contra o Oeste - até chutado bola no travessão através de Dener -, na prática o Guarani caiu em armadilha bem preparada pelo treinador Roberto Cavalo, de explorar velocidade nos buracos deixados pelo adversário. Foi assim que o seu time chegou ao segundo gol, em pênalti sofrido por Rafael e convertido por Mazinho.

CÁLCULOS

Apesar da incômoda situação, ainda é possível o Guarani escapar do rebaixamento caso conquiste mais 14 pontos.

Claro que obrigatoriamente precisa vencer ABC, CRB, Juventude e Luverdense em Campinas, não perder do América Mineiro também em casa, e pelo menos empatar mais um jogo fora de casa, quer contra o Goiás, quer contra o Náutico.

Nesse raciocínio, seria até possível descartar resultados positivos contra Londrina, Ceará e Inter, na condição de visitante.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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