14
JUN
Na vitória, deficiências da Ponte foram mascaradas; e agora com derrota?

Por vezes torcedores dos clubes campineiros reclamam do rigor da cobrança da coluna em relação aos clubes locais. Na prática, aqui a postura não é paternalista, ou acompanhamento do sopro do vento. É de isenção absoluta: é, é; não é, não é.

Lembram-se do título do jogo de domingo dos pontepretanos em Campinas? ‘Vitória sobre Chapecoense não mascara deficiências da Ponte Preta’.

Pra não iludir o torcedor foi citado que naquele primeiro tempo a Chapecoense doou dois gols à Ponte Preta, que nada mais fez ofensivamente além desse aproveitamento de 100% das oportunidades no período.

Pois na noite desta quarta-feira contra o Flamengo, no Rio de Janeiro, a Ponte repetiu o marasmo ofensivo na derrota por 2 a 0, e a explicação é lógica.

Se o meia Renato Cajá continua sem mobilidade, distante da área adversária, e apenas alongando bola, porque continua escalado? O outro meia, Léo Artur, não rendeu absolutamente nada nesta quarta-feira, a exemplo daquilo que já ocorreu diante da Chapecoense.

Logo, além dos meias não organizarem, também não tiveram combatividade para fortalecimento na marcação.

Tivesse o Flamengo em situação diferente, com o rendimento do início do ano, as dificuldades da Ponte Preta seriam bem maiores.

Dos laterais, a Ponte tem explorado apenas a voluntariedade de Nino Paraíba pela direita.

JOÃO LUCAS

A omissão do lateral-esquerdo João Lucas indica que seja sacado da equipe.

Por falta de confiança, procura se desfazer rapidamente da bola, e nada tem acrescentado nas raras vezes que se projeta ao ataque. Pior: tem falhado defensivamente, e foi um dos responsáveis pelo segundo gol do Flamengo, devido à erro de posicionamento.

Claro que falha maior, no desdobramento da jogada, foi do goleiro Aranha, que não saiu da meta e permitiu cabeçada do atacante Leandro Damião, aos 13 minutos do segundo tempo.

Assim, de nada adiantou o esforço do atacante Lucca, isolado no ataque, tendo como companheiros inicialmente Negueba e depois Lins, ambos ineficientes.

Desta forma, sem força para importunar a defensiva do Flamengo, a Ponte se valeu de finalizações de fora da área, sem que provocasse risco ao adversário.

ERROS PONTUAIS

Como defensivamente o time incorre em erros pontuais, como ocorreu nos dois gols sofridos, a Ponte só poderia ter saído derrotada do Rio de Janeiro.

O primeiro gol, aos 47 minutos do primeiro tempo, ocorreu em cobrança de escanteio, quando o volante Naldo perdeu a disputa por cima para o zagueiro Réver, do Flamengo.

Além disso, erro em escalação da equipe, provocado pelo treinador Gilson Kleina, contribuiu para a derrota. Espera-se, portanto, que ele mexa em setores comprometedores.

Por fim, justiça seja feita: errou o juizão mineiro Ricardo Marques Ribeiro ao marcar impedimento inexistente de Léo Artur, quando a Ponte chegaria ao gol, e com o placar acusando zero a zero.

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13
JUN
Operário time do Guarani come pelas beiradas e surpreende nesta Série B

Uma vitória insofismável do Guarani sobre o Paysandu por 2 a 0, na noite desta terça-feira em Campinas.

Fisicamente este time do Guarani está sobrando em campo. Inacreditável como o incansável volante Auremir conseguiu dar pique típico de atacante aos 45 minutos do segundo tempo, ficou na ‘cara’ do goleiro Emerson, porém sem ângulo suficiente não conseguiu encobri-lo e desperdiçou a chance.

Essa competitividade do Guarani tem feito a diferença nessas seis rodadas do Campeonato Brasileiro da Série B.

O treinador bugrino, Oswaldo Alvarez, o Vadão, conseguiu ajustar a malha de marcação do meio de campo com sucessivos recuos de Bruno Nazário e Bryan Samudio.

Ambos são coadjuvantes dos volantes Auremir e Evandro, e assim o Guarani sempre tem a sobra na zaga, até quando o adversário se torna mais agudo na partida.

Acrescente também o equilíbrio dos laterais, que só avançam na ‘boa’, quando a jogada é organizada pelo respectivo setor.

Dessa forma, a forte marcação bugrina não permitiu que o Paysandu criasse sequer uma chance real de gol.

O goleiro Leandro Santos só foi pegar na bola em chute de longa distância e sem perigo Daniel Amorim, que entrou no segundo tempo, aos 44 minutos.

NAZÁRIO E SAMUDIO

A força física de Bruno Nazário e Samudio permite que também ataquem. Ambos encostaram no atacante Eliandro.

Mesmo sem repetir individualmente atuações anteriores, Nazário só não fez o seu gol devido à segura defesa do goleiro Emerson.

Durante o primeiro tempo, de posse de bola o Guarani soube rodá-la, ocupar espaços e se aproximar com mais frequência da área do Paysandu, que inicialmente colocou em prática a proposta de se defender, com equívoco conceitual do treinador Marcelo Chamusca.

Geralmente opta pelo contra-ataque quando se tem na equipe jogador de velocidade para a transição, o que não foi o caso.

Os gols do Guarani saíram em trocas de passes rápidos, cruzamentos conscientes ao lado da grande área, e visando quem entrasse no segundo pau.

Nas duas ocasiões foi Bryan Samudio quem apareceu deslocado e com atribuição de testar a bola para a rede.

No primeiro gol, o Guarani se organizou rapidamente após erro de passe de Ricardo Capanema em tentativa de virada de bola. Aí, Eliandro, pela direita, cruzou com perfeição

No segundo gol foi a vez de Claudinho erguer a cabeça e encontrar Samudio novamente no segundo pau.

O fato de o Paysandu se encorajar mais no segundo tempo, em busca do empate, não trouxe risco ao ajustado posicionamento bugrino.

Tem-se que reconhecer que Vadão conseguiu dar ‘cara’ ao time bugrino, apesar da teimosia em insistir com o meia Fumagalli, que destoa da competitividade da equipe pela precária condição física.

Nazário e Samudio, extenuados, tiveram que ser substituído no segundo tempo. Aí, o fortalecimento do meio de campo, para retomar a pegada, foi válido com a entrada do volante Denner.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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