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MAI
Urubatão jogava na Ponte na fatídica derrota para a Portuguesa Santista

Jogos que ficaram marcados na história da Ponte Preta são passados de geração a geração, e um dos mais enigmáticos foi aquela fatídica derrota para a Portuguesa Santista por 1 a 0, no dia 7 de março de 1965, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, gol do atacante Samarone.

Era jogo da antiga divisão de acesso ainda correspondente à temporada de 1964, e bastava um empate para que a Ponte retornasse à Divisão Especial, após queda em1960.

De certo pais e avós, que decoravam escalações da época, também repassaram aquele time pontepretano de Aníbal (Fernandes); Valmir e Antoninho; Ivan, Sebastião Lapola e Jurandir; Jair, Ari, Da Silva, Urubatão e Almeida.

O carioca Urubatão morreu no dia 24 de setembro de 2010, aos 79 anos de idade, vencido por um tumor cerebral e no pulmão. Antes de adoecer, havia se transformado em comentarista de futebol no rádio de Santos, cidade onde estava radicado quando deixou de treinar clubes.

Urubatão Calvo Nunes não foi um jogador de futebol acima da média. Ele passou pelo Santos nas décadas de 50 e 60, antes de se transferir à Ponte Preta.

Chegou no time santista em 1954 para disputar posição com o volante Zito e o zagueiro Formiga, e lá ficou durante seis anos, com histórico de bicampeão paulista em 1955/56, porém como reserva de um time formado por Manga; Hélvio e Ivan; Ramiro, Formiga e Zito; Tite, Jair da Rosa Pinto, Pagão, Del Vechio e Pepe.
Em 1959 foi vice-campeão regional após derrota para o Palmeiras por 2 a 1. Eis a patota da época: Laércio; Getúlio, Dalmo, Formiga e Feijó; Zito e Urubatão; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe.

TREINADOR

Como treinador, Urubatão foi rigoroso no aspecto disciplinar nas passagens por Portuguesa, Coritiba, Colorado (atual Paraná Clube), Londrina, Fortaleza e principalmente clubes do interior de São Paulo como Noroeste, América e Araçatuba.

Ele não permitia intimidade dos comandados, exigia boa aparência e pontualidade nos treinos.

No banco de reservas, dava mau exemplo ao acender um cigarro com o ‘toco’ de outro. A boleirada não reclamada da fumaceira por motivos óbvios, se bem que a maioria também era fumante naquela época.

  • João da Teixeira 1
    29/05/2017 17:21

    No mesmo dia em que morreu Urubatão, morreu o Pitico, o terceiro jogador que mais vezes atuou com a camisa pontepretana, com a impressionante marca de 537 jogos e marcou 28 gols, entre as décadas de 50 e 60. Nascido Agenor Epiphânio em 2 de agosto de 1926, em Campinas, faleceu aos 84 anos, no dia 24 de setembro de 2010, vítima de problemas pulmonares. Pitico foi Apaixonado pela Ponte Preta, Pitico costumava dizer que não precisava beijar o escudo para provar o amor ao clube.

13
MAI
Nenê, volante de pernas longas do Guarani nos anos 60

Que tal viajar no tempo e recuar no Guarani de 50 anos atrás, ou ao longo da década de 60?

Essa molecada que faz tremer o tobogã, principal lance de arquibancada do clube, sequer imagina que a concentração de público no Estádio Brinco de Ouro era na dependência abaixo dele.

Na época, na cabeceira sul, havia arquibancada de madeira, ou, quem preferisse, poderia optar pelo alambrado atrás do gol.

Foi a década em que inicialmente o volante Hilton fazia dupla de meio de campo com Américo Murolo.

Depois veio Tião Macalé, originariamente meia, mas que se adaptou à função de volante.

Nenê, meio-campista de uma família de boleiros, surgiu na equipe principal do Guarani em 1965, inicialmente como meia, e como reserva de Américo Murolo.

Saudoso Nenê foi irmão do preparador físico Bebeto de Oliveira e filho do Barriga, centroavante goleador da Ponte Preta, integrante de uma família que morava na Rua Itu, no bairro Cambuí, em Campinas.

CHUTES FORTES

Pernas longas, passadas largas, bom toque de bola e chutes fortes fizeram de Nenê titular do Guarani no primeiro semestre de 1966, já adaptado à função de volante, ocasião em que formou dupla com Américo Murolo.

Na época, o time base do Guarani, dirigido por Alfredo Gonzales, era formado por Dimas; Belluomini, Dalmo, Cidinho e Cido Jacaré; Nenê e Américo Murolo; Joãozinho, Nelsinho, Babá e Carlinhos.

A camisa titular de Nenê perdurou até a chegada de Tarciso, precedido da fama por ter atuado no Palmeiras. Assim, Nenê voltou a ser aproveitado como meia, na reserva, ou então escalado no time de aspirantes.

BIDON

Quando detectaram que a lentidão de Tarciso exigia que fosse recuado à quarta-zaga, a posição de volante passou a ser ocupada por Bidon no segundo semestre de 1966.

São restritas as informações de Nenê após saída do Guarani. Onde jogou? Há informações que morou em Goiás. Sabe-se igualmente que no retorno a Campinas, já aposentado do futebol, teria enveredado ao serviço de hortifrutigranjeiro.

  • João da Teixeira
    14/05/2017 11:05

    Ari, vc escalou Belluomini de lateral, mas ele era central. O lateral talvez fosse Dalmo ou até Diogo, não era? Não me lembro desse Nene, lembro só do que fez dupla com Babá.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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