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JAN
Pitarelli, o goleiro que pegava pênaltis

Seja qual for o destino do Guarani na Copa São Paulo da presente temporada, o atacante Davó já entrou para a história com os quatro gols marcados na goleada por 5 a 0 sobre o Inter (RS) neste 13 de janeiro.

Há exatos 25 anos a torcida bugrina não apenas foi presenteada com o primeiro título da competição, como revelou um goleiro pegador de pênaltis: Adriano Pitarelli, 1,93m de altura e envergadura privilegiada para saltos impressionantes.

Além disso, mostrava determinação na saída da meta quer para interceptação de bolas alçadas, quer no enfrentamento direto no chão com atacantes adversários, com fechando o ângulo.

Apesar das citadas virtudes, Pitarelli teve que aguardar dez rodadas do Campeonato Paulista daquela temporada para estrear na equipe principal, ao comemorar vitória por 3 a 1 sobre o Mogi Mirim, em Campinas.

NARCISO E HIRAN

Quando se supunha que pudesse se firmar como titular, após sequência de jogos, o titular Narciso retomou a posição. E o caldo engrossou ainda mais no ano subsequente quando se transformou em terceira opção, com a chegada do goleiro Hiran.

Sem chances de ser escalado, dirigentes bugrinos optaram por emprestá-lo ao Mogi Mirim, sob pretexto de ganhar maturidade.

Todavia, no retorno a Campinas foi reserva direto de Hiran, e posteriormente participou de revezamento com Gléguer, goleiro revelado na base do clube.

OUTROS ARES

A partir de 1999 Pitarelli mudou definitivamente de ares, ao jogar no Sport Recife e se destacar na Portuguesa Santista, o que recomendou contratação pelo Santos.

Como enfrentar desafio para barrar goleiros renomados como Carlos Germano e Fábio Costa, durante a passagem de dois anos pelo clube?

O jeito, então, foi encarar a estrada da volta no futebol, aceitando aceno de clubes de menor expressão, a maioria do interior paulista.

Assim, a carreira de atleta se prolongou até 2011, com contrato assinado no Santacruzense.

Hoje, esse jalesense está radicado em São José do Rio Preto, atua no ramo da gastronomia, e já demonstra não ter apreço pelo futebol.

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17
DEC
Em reminiscências, morte do volante Zé Carlos

Num ano com prevalecimento de assuntos políticos, passando pela prisão do ex-presidente Lula e eleição de Jair Bolsonaro para o cargo, vários fatos esportivos caíram no esquecimento no futebol de Campinas.

No dia 12 de junho morreu em Belo Horizonte (MG) o volante Zé Carlos, ídolo do Guarani na conquista do Campeonato Brasileiro de 1978. A saúde dele estava debilitada após um avc (acidente vascular cerebral), e não resistiu aos 73 anos de idade.

Em retrospectiva do futebol de Campinas de 2018, a maioria já esqueceu que em 27 de janeiro morreu o goleiro reserva Wallace, do Guarani, após capotamento de seu veículo na Rodovia Bandeirantes. Em setembro, o luto bugrino foi pela morte do então zagueiro Eraldo, que jogou entre 1959 a 1965.

Ao longo da temporada a coluna discorreu sobre ex-jogadores bugrinos mortos.

Em 2010, no mês de janeiro, o zagueiro Gilmar Lima foi atropelado pelo ônibus que rebocava, quando dirigia um trator.

Naquele mesmo ano, em fevereiro, o meia-atacante Washington do Guarani nos anos 70, morreu em decorrência de problemas renais.

ADRIANO E SÓTER

Pra não estender em funerais, a coluna registrou prematuras mortes de ex-bugrinos como o centroavante Adriano, aos 22 anos, quando jogava no futebol paranaense. Em janeiro próximo será registrado o 39º ano da morte dele, em acidente de automóvel.

Já o lateral-direito Sóter, com passagem pelo Guarani em 1982, foi assassinado quatro anos depois em Dourado (MS), por porteiro do hotel em que estava hospedado. O atleta tinha 29 anos na ocasião.

Quando o quarto-zagueiro Araújo da Ponte Preta, dos anos 60 e 70, foi focalizado neste espaço, muitos se informaram que ele havia falecido em março de 2015, devido ao agravamento de doença no fígado. Ele morava em Rio Claro.

GOLEIRO LAURO

Quem apostou que jamais o então goleiro Lauro voltaria a marcar gol de cabeça, como ocorreu quando defendia a Ponte Preta, se equivocou. Caprichosamente ele voltou a marcar - já com a camisa da Portuguesa - contra o mesmo Flamengo.

Pela Ponte Preta, Lauro empatou aquela partida em Campinas na virada do século, no último minuto dos acréscimos, após escanteio cobrado por Waguinho.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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