Cadê Você?

09
SET
Jorginho, atleta de sucesso e treinador que patina

Diminutivo ‘inho’ era frequente em jogadores do passado, e o carioca Jorge de Amorim Campos não fugiu à regra quando foi aprovado em treino peneira do infantil do América (RJ), aos 13 anos de idade, deslocado à lateral-direita, e não à zaga central onde havia proposto ser testado.

A trajetória vitoriosa dele enquanto atleta, campeão mundial pela Seleção Brasileira em 1994, contrasta com a carreira de 14 anos como treinador, basicamente em clubes do bloco intermediário, apesar de chances para decolagem no Vasco e Flamengo. Nesta temporada, de volta à Ponte Preta, foi demitido neste 25 de agosto.

EUROPA E ÁSIA

Dos 55 anos de idade completados em 17 de agosto, a história de Jorginho é realçada como atleta. Quando o Flamengo o contratou em 1984, estava convicto no investimento de um lateral que dificilmente errava passes, que ao entrar em diagonal preferia o passe ao cruzamento, e tanto sabia marcar ponteiros como fazer cobertura no meio da área. Logos, essas virtudes implicaram em carreira na Europa e Ásia.

Nos seis anos de Alemanha, inicialmente no Bayer Leverkusen, foi deslocado para o meio de campo. No Bayer de Munique foi premiado pela Fifa com o troféu ‘fair-play’, justificado como exemplo de lealdade em campo.

Na passagem pela Alemanha ocorreu a conversão ao grupo ‘Atletas de Cristo’, quando em um culto testemunhou a cura de um irmão alcoólatra. Logo, criou a comunidade Evangélica Brasileira de Munique, e cedia o porão de sua casa para a realização de cultos.

PECANDO

Nos gramados Jorginho passou a engolir seco provocações de adversários do tipo “você está pecando”, quando entrava mais duro em jogadas. E não bastasse isso, a partir de 2005 a Fifa os proibiu de usarem mensagens alusivas ao cristianismo em camisetas abaixo das camisas tradicionais, em dias de jogos.

No Japão, jogou no Kashima Antlers. E ao regressar ao Brasil, em 1999, os seus últimos clubes foram São Paulo, Vasco e Fluminense em 2002, período em que propagava a palavra de Deus a companheiros de equipes adversárias, presenteando-os com uma Bíblia.

Três anos depois, ao iniciar na função de técnico do América (RJ), provocou polêmica ao sugerir mudança do mascote do clube, um diabinho, por uma águia. Em 2006, a convite do treinador Dunga, passou a integrar a comissão técnica da Seleção Brasileira.

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20
JAN
Ronaldão escolheu a Ponte para encerrar a carreira

Quando chegou à Ponte Preta em 1998, aos 33 anos de idade, havia dúvida se o zagueiro Ronaldão ainda tinha lenha pra queimar, visto que o seu passado havia sido marcado por jogador que se impunha pelo vigor físico.

A estreia dele em dérbi foi marcada com derrota por 2 a 0 para o rival, no Estádio Brinco de Ouro, cujo time pontepretano, comandado pelo treinador Celso Teixeira, contava com Edinho; André Santos, Fábio Luciano, Ronaldão e André Silva; Ezequiel (Fabinho), Mineiro, Ailton e Vágner Mancini (Zinho); Maurílio e Régis Pitbull.

Durante passagem de quatro anos como atleta do clube, teve a necessária percepção que em 2002 seria o exato momento de parar, assumindo, incontinenti, a função de coordenador de futebol.

Melhor se não tivesse voltado à mesma função no primeiro semestre do ano passado. Desatualizado, naufragou juntamente com a comissão técnica do clube à época, fato que implicou em seu afastamento da função.

A identificação por Campinas implicou em residência fixa na cidade, e desde a aposentadoria como atleta desenvolveu atividades paralelas.

Ronaldo Rodrigues de Jesus passou a administrar imóveis adquiridos na grande São Paulo e atuar como empresário no ramo de borracha, com produção de látex em fazenda de 20 alqueires na cidade de São José do Rio Preto, seu berço para o futebol nas categorias de base.

LATERAL-ESQUERDO

Ali projetava carreira de lateral-esquerdo com apetite para apoiar ao ataque, e foi nesta função que chegou ao São Paulo.

Todavia, o olho clínico do então treinador Cilinho serviu para que se adaptasse à posição mais adequada: quarto-zagueiro.

Afinal, como desprezar a invejável impulsão aliada à estatura de 1,87m de altura?

Diferentemente da zagueirada lenta, de caixa torácica avantajada, Ronaldão tinha velocidade para cobrir os lados do campo, e deslizava nos gramados com habituais carrinhos.

BEM JOR

Pode-se dizer que se inspirou na composição do intérprete Jorge Bem Jor intitulada ‘Zagueiro’, para praticá-la na carreira que se prolongou no Shimizu S-Pulse do Japão, Flamengo, Santos e Ponte Preta.

Se Bem Jor sugeria ‘arrepia zagueiro’, Ronaldão arrepiava. Ele também seguia regiamente a letra da música que recomendava ganhar divididas e não deixar a sobra pra ninguém. ‘Ser o dono da área na guerra de 90 minutos’.

A recompensa foi participação no tetracampeonato da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, e currículo recheado de títulos internacionais pelo São Paulo, como o bi da Libertadores e Mundial de Clubes, nas decisões contra Milan e Barcelona, respectivamente.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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