07
SET
Jogador, antiga cobrança que não se concretiza no Guarani

Se alguém tinha expectativa de que um treinador cascudo poderia chegar para dar jeito neste time do Guarani, a derrota por 3 a 2, diante do pobre Oeste, foi mais uma amostragem que o problema do clube é jogador, e não treinador.

O que o interino Thiago Carpini poderia fazer diferente daquela meia dúzia de 'treineiros' que tira leite de pedra e salva equipes de rebaixamentos, como Lisca, Wagner Benazzi, etc., etc?

Resolveria sacar o quarto-zagueiro Luiz Gustavo, 1,76m de altura, para colocar o grandalhão Ferreira, 1,93m de altura?

Com certeza o 'altão' Fábio, do Oeste, enfrentaria mais resistência quando apenas escorou de cabeça, no segundo gol de sua equipe, na desigual disputa pelo alto com Luiz Gustavo.

Quem garante que no chão, em outros lances, Ferreira não voltaria a falhar, como de hábito?

Nos dois outros gols sofridos pelo Guarani, não culpe apenas o desarranjo defensivo.

FALHAS NA MARCAÇÃO
O primeiro gol nasceu de uma cobrança de lateral, quando Bruno Lopes, do Oeste, foi ao fundo de campo, cruzou, ninguém do Guarani interceptou, e o atacante Roberto escolheu o canto. Aonde estava o lateral-direito Bruno Souza para acompanhar a jogada de fundo?

A rigor, o jogo todo ele foi muito mal. Impossível Lenon - da mesma posição - estar em condição pior de que ele.

No terceiro gol, o meio-campista bugrino Felipe Cirne perdeu bola de forma bisonha na intermediária defensiva, a sua defesa estava desarrumada, e Bruno Gonçalves, do Oeste, também escolheu o canto.

Por sinal, o time do Oeste chegou quatro vezes com chances reais de gols e perdeu apenas uma delas, quando Roberto, sem pernas, no final do jogo, permitiu que o goleiro Klever travasse a bola.

SONOLENTO MAZINHO

A pobreza técnica do Oeste foi a mais pura amostragem da campanha irregular da equipe nesta Série B do Campeonato Brasileiro. O time 'cansou' de errar passes, se propôs basicamente a se defender, e contou com o tremendo equívoco de seu treinador ao escalar o sonolento Mazinho e deixar no banco o clássico Élvis - mesmo acima do peso.

Diante do exposto, claro estava que se o Guarani jogasse um tostãozinho de bola conquistaria mais três pontos.

De nada adianta a boleirada bugrina apenas se doar em campo, sair com a camisa ensopada, se falta bola.

SEM CRIATIVIDADE
Exceto a lucidez do meia Artur Rezende, autor dos dois gols - um deles de falta -, e o atrevimento ofensivo de Davó, o Bugre é um time sem criatividade, que roda a bola de uma lateral a outra, no campo ofensivo, porém sem imaginação para penetrar e transpôr rigorosos sistemas de marcação adversária.

Diante do exposto, o negócio é jogador & jogador de qualidade, para se projetar reviravolta do Guarani.

Caso isso não ocorra, entregue o destino pro céu.

  • Jose Ricardo
    09/09/2019 10:15

    Perder em casa pro Oeste é pra arrebentar qualquer esperança de se safar do rebaixamento. Se havia alguém que ainda acreditava que o Guarani tinha chances de se safar do rebaixamento, acho que depois dessa derrota jogou a toalha. Se realmente se concretizar o rebaixamento será o ápice da incompetência da administração Palmeron.

  • Luiz Otto Heimpel
    08/09/2019 19:38

    Defesa uma peneira ( do elenco nao salva um) Mio de campo nao marca e nao arma. Ataque mediocre. Tecnico inexperiente. Resumindo : essa diretoria com ciume de entregar o futebol para a Magnum/Asa Acabou montando um time horrivel e frustrndo mais uma Vez a torcida. Tudo esta acontecendo pela completa falta De capacidade dos nossos dirigentes.Com esse emenco nem o Houdini daria certo.

  • Tito
    07/09/2019 23:35

    Pelo jeito Bullyng foi criado para nós bugrinos, pois é o que sofremos nas últimas décadas. Guarani, um clube que ficou parado, quando outros se profissionalizaram. Vc vai ao clube e vê que princípios básicos de administração não são observados. Parece uma ONG de voluntários. Um clube onde advogados sem expressão acham que são administradores e não abrem mão do oportunismo, apoiados por amebas e parasitas que não tem vidas próprias.

  • Tito
    07/09/2019 23:34

    A verdade é que jogaram o Guarani num poço sem fundo. Pior, no quadro de sócios não vejo pessoas com competência e cacife para tirá-lo desse buraco. Ou deixam o Graziano assumir tudo, ou a falência e extinção serão inevitáveis. Olhem o mal que causam os tais incompetentes motivados: Palmeron, Horley, Leonel, Negrão, Mingone e todos os conselheiros que atuaram nesses períodos.

  • Tito
    07/09/2019 23:33

    Ari, veja a hipocrisia do futebol, o que adianta o técnico assumir a culpa de um elenco pobre tecnicamente, isso é hipocrisia. Outra hipocrisia é a gente ficar falando que Lenon é melhor que Bruninho; Rondinelli é melhor que Bady, que o Feijão é melhor que o Igor, por ai afora. Todos são limitadíssimos, sem contar que Lenon era volante, ridículo, que achou um lugarzinho ao sol na lateral. Veja que o jogador que eu elogiei ferrou o time, o tal Cirne.

07
SET
O que esperar dos clubes da 'B' que garantirem acesso?

Eis a questão: dos clubes que garantirem acesso à Série A do Campeonato Brasileiro, quais têm reais condições de participação digna?

O parceiro Ruz sugere que reflitamos sobre esse complexo tema, naturalmente com base no baixo índice técnico da Série B, e pela experiência de clubes que batem na primeira divisão e na sequência descem, devido à precária estrutura.

Retrospectos de CSA e Avaí mostram que estão apenas de passagem pela Série A. Chapecoense, que tem se mantido, já vê a corda laçada ao pescoço.

Evidente que até o Bragantino, com acesso encaminhado, sabe da necessidade de se reforçar para o ano que vem, pois até esse seu aceitável rendimento na 'B' provavelmente não seja suficiente para manutenção na 'A'.

Logo, dos integrantes da B que garatirem acesso, irremediavelmente vão ter que se replanejar, com exigência de reduzidos erros em contratações.

Ideal seria colocar isso em prática já no começo da próxima temporada, durante competições regionais.

Assim, seria possível a formação de uma base consistente, que poderia ser implementada com outras poucas 'peças'.

BRAGANTINO E CORITIBA

Os fatos evidenciam que duas das quatro vagas de acesso já estão praticamente asseguradas: Bragantino e Coritiba. Isso pelo retrospecto e rendimento na competição.

Apesar das oscilações, o Sport Recife é outro candidato, até porque conta com o experiente treinador Guto Ferreira.

Incertezas de Atlético Goianiense e Ponte Preta colocam dúvidas sobre quem vai ficar fora do baile.

Na troca de comando técnico da Ponte, a projeção natural é de ajustes de peças, organização da equipe, e que se busque opções que passam pela criação de jogadas e conclusões.

Aí, o jeito é aguardar o trabalho do treinador Gilson Kleina, enquanto do time goiano já se sabe até onde pode chegar.

Difícil acreditar que Paraná e CRB continuem 'brigando' no pelotão de cima, assim como seria tremenda surpresa se o Cuiabá se mantiver com aceitável pontuação.

Enfim, tudo isso não passa de exercício de conjecturação, ou achismo na mais direta expressão.

  • Ruz
    10/09/2019 19:08

    Eu acho que só tem 20 times na série A exatamente pra provovar esse sobe e desce dos times menores,

  • Tito
    07/09/2019 20:24

    Primeiro quero parabenizá-lo pelo retorno do Blog, embora o presente é nosso. Quanto à matéria do times da B na A, concordo plenamente, é isso mesmo, dos quatro que sobem, ao menos dois é certeza que voltam no ano seguinte, futebol sucateado e inflacionado pelo mercado externo, aliado ao fraco trabalho nas bases.

Confiram as Postagens Anteriores:

1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14 
 

Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

Fale comigo