09
OUT
Confronto entre Brasil e Chile já foi marcado por farsa

No futebol, Brasil e Chile - adversários pelas Eliminatórias à Copa do Mundo nesta terça-feira - têm relações harmônicas, mas nem sempre foi assim.

Minha função de resgatar fatos que compuseram a história do futebol em geral obriga-me a navegar no tempo e cravar aquele Brasil e Chile pelas Eliminatórias Sul-Americana de 3 de setembro de 1989, no Estádio do Maracanã, quando ambos precisavam da vitória objetivando a classificação.

Os chilenos perdiam por 1 a 0 até que o então goleiro Rojas incorporou personagem do tipo ‘Odorico Paraguaçu’, do seriado ‘O Bem Amado’, da TV Globo, na arte de interpretar.

Rojas aproveitou o momento em que um sinalizador marítimo foi lançado ao gramado para simular ter sido atingido. Na prática ele se cortou propositalmente, seu rosto ficou banhado de sangue, e a partida foi interrompida.

IMPRENSA CHILENA

E não é que as opiniões ficaram divididas sobre o episódio. A imprensa chilena denunciou os brasileiros de mafiosos e assassinos. O jornal Fortim, por exemplo, destacou em manchete de capa, no dia posterior ao jogo que ‘Herido el Condor Rojas em Maracana’, enquanto o jornal A Terceira foi contundente e definiu o título principal em uma palavra: Mafiosos.

Na arquibancada tumultuada do Maracanã, a torcedora Rosemary, acusada de atirar o tal sinalizador marítimo atrás da meta chilena, tentou argumentar que o goleiro não havia sido atingido, mas não conseguiu. Foi crucificada. Justo ela que não tinha o hábito de frequentar estádios.

Coube, portanto, à Comissão Jurídica e Médica do Futebol do Chile divulgar relatório de 74 páginas em que acusava o goleiro de ter provocado em si mesmo o corte na testa, com o objetivo de interromper aquela partida.

Rojas foi suspenso por 18 meses do futebol chileno, enquanto a Fifa pretendia bani-lo definitivamente do futebol.

JOGADA DE MARKETING

Na sequência, em uma jogada de marketing de fábrica de artifício de Sorocaba, o São Bento tentou contratá-lo. Não deu certo, mas ele acabou no time do São Paulo.

Sem a mesma motivação para continuar jogando, Rojas encurtou a carreira de atleta, mas foi aproveitado no próprio clube na preparação de goleiros de todas as categorias.

No frigir dos ovos, a fogueteira Rosemary saiu do anonimato e ficou no lucro. Foi parar pelada nas páginas da revista Playboy em troca de um gordo cachê. Foi o período em que ela cavou espaço surpreendente na mídia, e soube curti-lo bastante.

Ainda não existem comentários.

08
OUT
Lisca, última tacada do Guarani para afastar o fantasma do rebaixamento

Lisca Doído 'virou' o Paraná
Lisca Doído 'virou' o Paraná
Lisca vem aí para comandar o elenco do Guarani no lugar do demitido Marcelo Cabo. E aí?

Pra não dizer que nunca o vi mais gordo ou mais magro, há tempos vejo a foto dele em veículos de comunicação, e sei do histórico de que conseguiu salvar o Ceará de descenso. Logo, a expectativa do bugrino é que afaste essa assombração chamada rebaixamento.

Afora isso, pra ser sincero acompanhei bem superficialmente a carreira dele. Logo, fico devendo análise mais aprofundada.

Como assim? É assim mesmo. Parafraseando o saudoso humorista Orival Pessini, através do personagem Patropi da Escolinha do Professor Raimundo, ‘se sei, digo que sei; se não sei, digo que não sei’.

Melhor assim de que estar enfeitando o pavão, dando volta e querendo mostrar que jornalista tem obrigação de conhecer em detalhes perfis da maioria de treinadores.

Caso você tenha algo substancial a acrescentar sobre Lisca, sem o papo furado de ‘pá daqui, pá dali, pá de lá, pá de cá”, como dizia Patropi, então diga aí pra patota bugrina ficar ligada.

Anaílson Neves: sem comentários
Anaílson Neves: sem comentários
ANAILSON NEVES

Sabe quantas vezes escrevi aqui o nome de Anailson Neves desde que assumiu a função de superintendente de futebol do Guarani?

Nenhuma. Pois foi demitido do cargo e, de certo, não fará falta.

Presumo que superintendente e gerente de futebol exerçam a mesma função. Seria questão apenas de nomenclatura, correto? Ou o superintendente do Guarani exercia apenas função burocrática?

Como não se tem conhecimento que Anailton seja homem do futebol, é relativo ser alvo de críticas. Culpado é quem o colocou na função.

A rigor, há tempos o Guarani não revela dirigente que tenha afinidade com o futebol.

Por isso, seria prudente que o presidente Palmeron Mendes Filho comece a ‘farejar’ na enorme taba bugrina quem é quem e coloque o dito cujo na roda.

  • Eugenio
    09/10/2017 09:01

    So' olhar pra cara desse individuo pra afirmar q nao sabe nada de nada, mas, como bem vc colocou e tbm o colega Marcio, o erro foi de quem o contratou. Vi o jogo contra o Oeste, nao temos nenhum padrao de jogo, é um monte de jogadores medianos correndo sem parar e ainda ajudando o adversario sempre q possivel. Desse jeito acho q temos 90% de chances de cair, pode vir o Guardiola q nao tem jeito.

  • TIO LEI
    09/10/2017 08:59

    É tá certo. Um time que vive literalmente DE ou NA "tanga", tinha mesmo que contratar (ODA)LISCA para comandar seus EUNUCOS.

  • Marcio
    08/10/2017 22:58

    Ari o Cabo também era uma interrogação e deu no que deu, será que esses caras não aprendem nunca ? Errar é humano, mas persistir no erro é BURRICE. Tinha que trazer alguém que conhece e sabe o que é o Guarani, com todos os seus problemas...

  • Marcio
    08/10/2017 22:58

    O mais preocupante disso tudo é que parece que a torcida já jogou a toalha e deixa esses idiotas ficarem fazendo experiências que não dão certo, espero errar com o Lisca, mas não sou otimista não, até porque os problemas no Guarani e muito mais que uma simples troca de técnico.

  • Marcio
    08/10/2017 20:52

    Boa Ari, EXCELENTE comentário, tocou no ponto certo !

« Anterior : 1 [ 2 ] : Próxima »
Confiram as Postagens Anteriores:

1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14 
 

Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

Fale comigo