08
FEB
Prestem atenção nos nomes de boleiros cogitados por Ponte Preta e Guarani

E aí, você está aprovando os nomes de atletas cogitados por Ponte Preta e Guarani para integrarem os respectivos elencos?

Já que essa turma da imprensa não aprende e qualquer jogador contratado automaticamente é rotulado de reforço, sugiro que você não incida no suposto erro.

Reforço é aquele que veste a camisa e resolve. Demais contratados são apostas e precisam provar, na prática, se de fato justificam serem citados como reforços.

O meio Tony, 34 anos de idade, que chega ao Guarani, ainda terá a mesma movimentação dos tempos de Ferroviária e Figueirense?

O rendimento aparece em equipes com recomendável agrupamento de jogadores, pois o estilo dele é de toques curtos e progressivos.

EMPRESÁRIOS NA PONTE?

Se perguntar não ofende, perguntemos, então: empresários de futebol estão rondando o Estádio Moisés Lucarelli e indicando jogadores para a Ponte Preta?

Circulam informações de haveria interesse pelo jogador Tiago Reis, do Vasco.

Ora, se o time vascaíno luta para escapar do rebaixamento, por que os seus dirigentes estariam prescindindo de um jogador que poderia ajudá-los, ou os direitos econômicos dele pertencem ao Vasco, mas estaria integrando outra agremiação?

Parafraseando o ex-treinador Zagallo, pode-se dizer 'estranho, muito estranho'.

Futebol do atacante de beirada Bruno Michel, vindo do Figueirense, é até razoável, mas dormiram no ponto ao não apostarem as fichas em Ronald, atleta da mesma posição que jogou no Botafogo de Ribeirão Preto, e assinou pré-contrato com o Botafogo do Rio, com liberação a partir de maio.

Alguém chegou a sondar outro jogador de mesma posição, caso de Bruno José, autor de seis gols pelo Brasil de Pelotas, na última Série B?

Até o último final de semana o Inter (RS), que tem os direitos econômicos do atletas, ainda não havia definido pela reintegração dele, conforme abordagem feita pelo jornalista Zé Alberto, do jornal Zé Hora, de Porto Alegre.

Pois o América Mineiro entrou no circuito e tem interesse em contratá-lo.

DIEGO TORRES E REIS

Sei lá eu sobre as condições do meia Thalles, 23 anos, que a Ponte contratou.

Será que não teria validade tentativa para se trazer o argentino Diego Torres, do CRB?

Agora o atleta já acertou renovação de contrato e continua em Maceió.

Equipe Marcio Bittencourt Sports, que gerencia a carreira do atacante Reis, do Confiança, afirma que estuda propostas até de equipes da Série A, mas não descarta a hipótese até de renovação de contrato.

Na Série B, Reis marcou dez gols - pelo menos um deles em cobrança de falta -, e tem histórico de 17 gols pelo clube sergipano em 55 jogos que participou.

Reis, atacante de mobilidade, teria custo maior de que Paulo Sérgio, atacante da mesma posição que a Ponte foi buscar no CSA?

BRUNO RODRIGUES

Falam por aí que a Ponte Preta pode desembolsar quantia aproximada de R$ 100 mil mensais para renovação de contrato do atacante Bruno Rodrigues.

Caso se confirme as informações, recomendaria aos cartolas da Ponte Preta para que tenham juízo.

Botem na cabeça que Bruno Rodrigues não representa tudo que pensam alguns torcedores.

Não se nega o valor dele, mas daí a extrapolar para tê-lo não compensa.

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07
FEB
Tuca Ferretti, comandante do Tigres, dá aula à treinadorzada brasileira

Foto: Cesar Greco/Agência Palmeiras
Foto: Cesar Greco/Agência Palmeiras

Democraticamente discordo do título do portal da casa, o FI, quando cita que o Palmeiras 'pipocou e repetiu fiasco de Inter e Galo mineiro em outros Mundiais'. Na sequência do texto, vê-se que se alinha às ironias que circulam nas redes sociais: 'Piada continua. Verdão sem Mundial da Fifa'.

Que o Palmeiras jogou mal na fase semifinal da competição, no Catar, na tarde deste domingo, isso foi notório nesta derrota por 1 a 0.

Convenhamos, entretanto, que o time do Tigres, do México, teve méritos na construção do placar, e conta com um 'baita' treinador, caso do carioca Tuca Ferretti, naturalizado mexicano e fixado naquele país há 40 anos.

Embora reconheça-se a qualidade individual da equipe do Palmeiras, não nos esqueçamos que jogou 'pedrinha' na final da Libertadores, a despeito de ter conquistado o título, na vitória por 1 a 0 sobre o Santos.

Enquanto enalteceram demais aquela conquista palmeirense, o espaço aqui foi reservado para registro de uma das mais fracas decisões de Libertadores.

TUCA FERRETTI

Então façamos o seguinte: enquanto os supostamente entendidos de futebol dissertam sobre aspectos táticos desta derrota do Palmeiras, miremos sobre a capacidade do treinador Tuca Ferretti, que sábios discípulos no Brasil deveriam sugá-la e colocá-la em prática.

Tuca mostra como é possível melhorar a condição técnica de um time apenas razoável, respaldado, é claro, na estrutura do futebol mexicano, que permite possibilidade de manutenção de treinadores no cargo durante uma década, como é o caso dele.

Tuca ensina à treinadorzada brasileira que além do comumente cinturão de marcação que todos fazem na cabeça da área, é possível achar jeito de se valorizar posse de bola após cruzamentos feitos pelo adversário para o interior de sua área.

É aí que os seus zagueiros não se prendem ao básico de simplesmente rechaçá-la pro lado em que o narizes estejam virados.

DESARME VALORIZADO

São condicionados ao desarme de cabeça já visando direcionamento a um companheiro desmarcado, de forma que seja dado início às construções de jogadas do campo defensivo.

E mesmo quando o desarme é feito no chão, o atleta mexicano não se desfaz da bola de forma afoita.

É aí que entra a etapa de treinamento para condicioná-lo ao drible ou passe, mesmo marcado, de forma que a bola saia limpa de trás.

Além disso, a disposição tática da equipe, com aproximação de jogadores para fluxo natural de jogadas, é fruto de treinos em campo reduzido, de forma que sejam habituados às dificuldades de marcação imposta por adversários.

PASSES

É assim que uma equipe como o Tigres, com lógica limitação técnica, evita incidência exagerada de erros de passes e prolonga a sequência de jogadas até atingir o último terço do campo.

Aí, na maioria das vezes as jogadas não prosperam, exceto no jogo aéreo, quando o time cria as principais chances de gols.

Se o futebol tivesse lógica, se poderia dizer que o Tigres já cumpriu o papel dele neste Mundial do Catar, antes da finalíssima contra o Bayern de Munique, no domingo.

Quanto ao Palmeiras, ficou a certeza de que não representa tudo que projetavam que pudesse realizar.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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