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MAI
É tempo para Louzer ajustar a pegada no meio de campo e compactar mais o Guarani

Essa molecada selvagem de organizadas do Guarani sequer havia nascido quando o então volante Tite estreava na equipe em 1986. Pois o treinador da Seleção Brasileira é o focalizado da coluna Cadê Você.

Está em discussão a performance do timer bugrino neste Campeonato Brasileiro da Série B.

Discussão, não. São raros os bugrinos que se dispõem a discutir. Provavelmente por desconhecimento tático de futebol, ou por enxergarem apenas o trivial, tanto que se apegaram no então ex-jogador em atividade Fumagalli até no último Campeonato Paulista da Série A2.

O fraco nível técnico da A2 possibilitou que o Guarani colocasse em prática um esquema essencialmente ofensivo, sem consequências.

Na ocasião, quando o adversário conseguia o desarme, em seu campo defensivo, geralmente se desfazia da bola com chutões, presenteava a boleirada bugrina, que recomeçava as jogadas.

Assim, havia volume de jogo ofensivo do Guarani e pouca ameaça dos adversários, pela falta de qualidade para organização das jogadas.

SÉRIE B

Aí veio o Brasileiro da Série B, quando a ‘roupagem’ é outra. Após desarme em seu campo defensivo, o adversário coloca a bola não chão. E assim evolui até as proximidades da área bugrina.

Nesta lógica, comecem a enxergar que falta preenchimento dos espaços de jogadores bugrinos para a marcação no meio de campo.

Os meias Rondinelli e Bruno Nazário não são afeitos ao desarme, nas raras vezes que voltam para a recomposição. Rafael Longuine não se conscientizou que taticamente precisa exercer a mesma função então executada por Erik, de ser coadjuvante na marcação.

O próprio Erik, quando entrar nas partidas, já não pode ser dispersivo na recomposição, como ocorreu no dérbi e diante do Criciúma.

Por culpa de meias e atacantes descuidados na marcação, houve natural sobrecarga aos volantes Baraka e Ricardinho.

Pior é que incautos no futebol culpam instabilidade do setor defensivo, desconsiderando argumentação pormenorizada acima.

A pegada precisa ser mais forte à frente do quarteto defensivo, e não precisa ser estudioso de futebol pra enxerga isso.

LOUZER

Contra o Criciúma, o treinador bugrino Umberto Louzer ‘levou pau’ porque teve pretensão de reforçar a pegada no meio de campo.

Ainda bem que, educado que é, ele não retrucou com lição aos desavisados, pois agiu corretamente na tentativa de reforçar a pegada à frente da zaga.

Ora, se o Criciúma se dispôs a trabalhar a bola e encontrou espaços para isso, o que deveria fazer o treinador bugrino? Ficar olhando? Apostar que àquela altura a melhor defesa ainda seria o ataque?

Errou Louzer na escolha do meia que deveria sair, terça-feira passada. Nazário, absorvido em campo no segundo tempo, deveria ter sido sacado para a entrada de Denner.

A rigor, o parceiro Profeta da Tribo analisou com lucidez o futebol de Nazário, que, embora reconheça-se inegáveis recursos técnicos, ganhou superdimensionamento, e por isso se julga acima daquilo que realmente é.

Portanto, que Louzer comece a repensar o esquema tático do Guarani.

Não adianta cobrarem ofensividade com Anselmo Ramon, Longuine e Nazário, sem que os dois últimos não se comprometam a ajudar na marcação.

Outra providência do treinador é trabalhar a compactação da equipe.

O povoamento do adversário no meio de campo assusta os laterais bugrinos, que ficam presos à marcação.

Com isso, o que se vê é o miolo de zaga muito recuado e o tamanho do campo enorme para o Guarani, distribuído desproporcionalmente.

Portanto, que nesse período de folga Louzer comece a corrigir esses desajustes, e coloque o Guarani no prumo.

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MAI
Trave salva Fla de decisão nos pênaltis; Ponte deixa boa impressão no Rio

A Ponte sai da Copa do Brasil com dignidade. Com espírito guerreiro soube marcar o Flamengo no Estádio do Maracanã. E o empate sem gols ficou com gostinho de quero mais, visto que aos 39 minutos do segundo tempo o atacante Fellipe Cardoso, em chute rasteiro, visando o canto direito, chutou a bola na trave.

Claro que o Flamengo propôs o jogo, encurralou a Ponte em seu campo de defesa durante dois terços da partida, e ameaçou pra valer a meta pontepretana por quatro vezes.

No primeiro tempo, registro para defesa do goleiro Ivan em finalização de Paquetá. Depois quando Vinícius teve liberdade para girar, finalizar, mas a bola foi pra fora.

A Ponte começou a mudar de cara e incomodar a defensiva do Flamengo quando o treinador Doriva fez alteração por medida de segurança.

THIAGO REAL

Havia risco de expulsão do volante Paulinho - amarelado e irritado - e prudentemente ele foi sacado para a entrada do meio-campista Thiago Real, que, poupado, estava no banco.

Foi quando Fellipe Saraiva poderia ter completado jogada com sucesso, mas a arbitragem flagrou que, antes do chute, o atacante ajeitou a bola com a mão, aos 14 minutos do segundo tempo.

A Ponte, que havia pautado por jogadas ofensivas em contra-ataques puxados por Júnior Santos, começou a balancear os dois lados do campo com a entrada de Aaron no lugar de Saraiva, aos 30 minutos.

Bem antes disso o centroavante Guerreiro já estava em campo no time flamenguista, e passou a ser preocupação constante.

A rigor teve a bola do jogo para definir, mas foi prudentemente travado pelo zagueiro Reynaldo, que surpreendente teve atuação regularíssima no desarme.

O atento goleiro Ivan não permitiu que um chute com efeito do meia-atacante Everton Ribeiro o traísse.

BOLA NA TRAVE

Como o jogo estava aberto nos minutos finais, a Ponte teve a melhor chance em jogada bem trabalhada, que começou nos pés de Cardoso, passou por Júnior Santos e contou com sábia participação de Aaron, ao colocar Cardoso em condição de marcar, mas a trave salvou o Flamengo.

Pelo desempenho diante do Flamengo nas duas partidas, e o embalo na vitória conquistada no dérbi, a Ponte se credencia a trajetória de estabilidade no Campeonato Brasileiro da Série B, principalmente porque ainda tem jogadores chegando para reforçar o elenco.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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