16
JUN
Guarani teve erros pontuais, mas Criciúma fez por merecer a vitória

A Série B do Campeonato Brasileiro é competitiva, e essa tem sido a maior virtude do Guarani para construir uma gordurinha nas primeiras rodadas da competição.

De um time operário como o do Guarani, não se pode cobrar requinte técnico, exceto em esporádicas ocasiões.

Logo, nada de anormal ser derrotado pelo Criciúma por 3 a 2, na noite desta sexta-feira, no interior catarinense.

Evidente que falhas individuais do zagueiro Genílson e goleiro Leandro Santos tiveram peso considerável para o tropeço. Todavia, tem-se que reconhecer que o Criciúma construiu oportunidades de ouro para marcar e não soube aproveitá-las através de Caio Rangel e Lucão no segundo tempo.

É justo reconhecer que o Criciúma foi ligeiramente superior ao Guarani durante o primeiro tempo e a maior parte após o intervalo.

O Bugre só ‘voltou para o jogo’ quando infantilmente o volante Barretos, do Criciúma, cometeu falta violenta no campo de ataque, ocasionando o segundo cartão amarelo e, consequentemente, o vermelho.

Até então, o recuo do Criciúma depois de atingir vantagem por 3 a 1, aos 12 minutos do segundo tempo, foi tático, pois cedia espaço ao Guarani e usava rapidez nos contra-ataques, com a defesa bugrina desguarnecida.

Como o Criciúma ficou com um homem a menos em campo, o Guarani trabalhou melhor a bola e o lance do gol de Claudinho, aos 38 minutos, foi fruto disso, após cruzamento de Caíque.

GOL RELÂMPAGO

Evidente que o gol relâmpago do Criciúma aos dois minutos desmontou momentaneamente o time bugrino.

No chutão do goleiro Luiz, do time catarinense, Lucão ganhou de Lenon na disputa de cabeça, aí o atacante Silvinho ficou de mano com o zagueiro Genílson, levou vantagem, e finalizou cara a cara.

Já que o Criciúma congestionava o meio de campo para a marcação, com recuo dos atacantes de beirada Caio Rangel e Silvinho, o Guarani não conseguia penetração e estava incorrendo no erro de alongar a bola.

Assim, foram necessárias seguidas incursões do lateral-direito Lenon, trabalhando jogadas com Brayan Samudio, para que o Guarani criasse algumas situações embaraçosas aos catarinenses. Em uma delas, em bola cruzada daquele setor, Samudio ajeitou para chute de Nazário em direção da trave, com Evandro aproveitando a sobra para empatar aos 26 minutos.

Como o Guarani se ressentia da forte pegada de Auremir na cabeça da área, o Criciúma continuou insistindo ofensivamente, ora forçando jogadas na direta de seu ataque com vantagem de Caio Rangel sobre Salomão, ora por dentro com o meia Douglas Moreira, que aos 36 minutos furou a marcação bugrina com sucessivos dribles e lucidez para vislumbrar Lucão em condições de completar a jogada. Todavia, antes do gol, ele ainda optou pelo drible sobre Jussani.

ERRO CRASSO

É arriscado afirmar que o Guarani se aprumaria na partida se o goleiro Leandro Santos não cometesse aquele erro crasso ao tentar driblar jogadores adversários na saída de bola, quando foi travado por Lucão, que empurrou a bola pra rede.

Até então, naquele início de segundo tempo, o time bugrino não havia criado nada em seu ataque.

Pressão bugrina, mesmo, só depois da expulsão de Barretos. Foi quando chegou ao segundo gol, sem contudo criar outra chance para empatar a partida.

Portanto, não é o caso de lamentações pela derrota bugrina em campo do adversário, até porque são inevitáveis neste perde e ganha da competição.

O torcedor do Guarani precisa se mirar na hipótese de a equipe se reforçar quando outros contratados estrearem, o principal dele Richarlyson.

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15
JUN
Treinador burro? Às vezes se submete a escalação de cartolas

É praxe em estádios torcedores esgoelarem contra treinadores, e o dissílabo ‘burro’ ainda é aquele que mais ecoa.

Outrora tinha-se consciência que treinador de futebol cometia erros em escalações de equipes, porém convicto do acerto.

Era discernimento de que fulano rendia mais de que beltrano.

Hoje, o erro pela preferência de um atleta em detrimento de outro não significa necessariamente que o treinador seja burro.

Considere que injunções no trabalho de treinadores implicam em discrepância nas escalações, e o profissional se sujeita a isso. Torna-se subserviente.

EMPRESÁRIOS DO FUTEBOL

Depois que a Lei Pelé deu plenos poderes para que empresários do futebol transitem livremente nos clubes, o que se vê é um vale tudo a fim de que prosperem negociações de jogadores ao mercado europeu e asiático.

Aí, quando você sugere que o treinador é ‘burro’ ao escalar um citado jogador, lembre-se que a ordem pode ter vinda de cima, que a iniciativa é colocar o atleta na vitrine para posterior negócio.

Não esqueça que em clubes de futebol também há ordem hierárquica e treinador é subalterno sim, em defesa de um emprego que rende bela bolada de salário, cada mês.

VÍDEO

Bom, o trabalho de marketing sobre o atleta em questão começa com produtora de vídeo especializada em edição, para que mostre - mesmo que raras - jogadas relevantes do dito cujo.

O corta aqui e emenda ali das imagens, na maioria das vezes serve de truque pra enganar o comprador. É o tal gato por lebre.

E quando a negociação é consumada, via de regra o dirigente de alto escalão recomenda que um funcionário do clube ligado ao futebol informe apenas que foi feito um bom negócio.

Como os tempos são outros, acuados repórteres sequer perguntam ao informante que bom negócio é esse.

Fica apenas a cosquinha na garganta pra se perguntar quanto o clube recebe pelo negócio, qual o percentual da comissão do empresário, etc., etc., como condiz com a tal transparência.

Sendo assim, reflita ou pouco mais quando você esgoelar o dissílabo burro para treinadores. Lembre-se que despudoradamente superiores deles exigem a escalação do indesejável jogador, por interesses outros.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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