28
JUN
Por que o agora bugrino Didi trocou posição de volante pela zaga?

Provavelmente você não tenha sido informado que Didi, apresentado como zagueiro pelo Guarani, atuou como volante até 2015, na passagem pelo Audax.

Se o assunto é irrelevante pra você, ignore-o. Click no link Cadê Você e saiba em detalhes como o então presidente bugrino Beto Zini trouxe Djalminha duas vezes para o Guarani.

Se nenhum dos dois assuntos o motiva à leitura, então ouça no áudio Memórias do Futebol a história do goleiro Orlando Gato Preto. Opa! Racismo?

Décadas de 60 e 70 admitia-se apelido desta natureza, sem intenção de se praticar racismo, diferentemente da atualidade quando isso jamais é tolerável.

Tem vídeo da cachorrada também. O principal deles é um cutucão em você que ignora o uso correto de máscara.

Duro é saber que até o animalzinho aprendeu a se proteger, e muita gente ainda abusa. Isso é conferido na coluna Informacão, que provisoriamente é acessada no link Anda Campinas.

VOLANTE ATÉ NO AUDAX

Após essa ciranda de informações, por que Didi, contratado pelo Guarani, trocou a função de volante por zagueiro?

No Paulista de Jundiaí, Palmeiras B, Penapolense e Audax foi volante.

Seria no Audax, com o versátil treinador Fernando Diniz,

que teria sido recuado à zaga?

É possível, pois Diniz tem o hábito de cobrar múltiplas funções de seus comandados.

Ele já havia feito referência de Didi como jogador de bom passe. Logo, confirmando-se essa avaliação, é natural que o treinador bugrino Thiago Carpini trabalhe com a hipótese de valorização de saída de bola defensiva de sua equipe.

Na passagem pela Adanaspor da Turquia, as informações o caracterizam como zagueiro.

DEFESA DO BOTAFOGO

E na marcação, como becão?

Na derrota para o Botafogo diante do Santos por 2 a 0, na Vila Belmiro, Didi foi escalado como primeiro volante, e o miolo de zaga foi formado por Jordan Cordeiro e Reginaldo.

Afora isso, neste Paulistão Didi atuou na zaga e se juntou aos companheiros numa equipe que desagradou torcedores botafoguenses como pior defesa da competição: 21 gols em dez jogos.

Desajuste defensivo é atribuído mais à opção ofensiva que o então treinador Wagner Lopes colocava em prática, desconsiderando que numa equipe limitada o preponderante seria se resguardar.

Como Didi não vai ser utilizado na sequência do Paulistão, há tempo de sobra para Carpini avaliar em que setor pode lhe projetar melhor rendimento.

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27
JUN
Com jeitão político, Tiãozinho faz discursos durante as entrevistas

A carreira política como vereador e deputado estadual habilitou Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho, à arte de falar bonito, como se discursasse em plenário do legislativo.

Ao ocupar a presidência da Ponte Preta, mostra facilidade para se estender sobre temas que requerem respostas sucintas, ou opta por tergiversar em perguntas que indicam objetividade.

Assim, com habilidade desarma o entrevistador, que nem sequer ousa réplica diante de respostas inconvincentes, como a justificativa vazia para manutenção do fracassado executivo de futebol Gustavo Bueno, após exagero de erros em contratações.

“Mais gente participou da montagem do elenco no início do ano, e por isso ele não pode ser responsabilizado isoladamente”, já justificou.

Evidente que Tiãozinho está incluso entre essa 'mais gente', quando na prática deveria terceirizar decisão, até porque não mostrou ser homem da bola.

Como dispõe do raciocínio rápido dos políticos, pode futuramente até ter discernimento de quem é quem quando a bola rola, e por isso deveria contar com um executivo de futebol capaz, e que não admita subserviência de treinadores que pelo clube passam, indicam contratações, abusam do direito de errar, e depois pegam o boné e se mandam.

INTREGAR O AMADOR

Numa das videoconferências em veículos de comunicação, Tiãozinho enalteceu integração dos departamentos profissional e amador, com implantação de filosofia única, segundo ele.

Ora, se o nível de revelação de jogadores da base do clube é bem aquém do imaginado, a providência prática seria reciclagem no departamento.

A própria história da Ponte Preta mostra que integração de ex-jogadores no comando da base foi acertada. Logo, o que é aceitável deve ser copiado.

Ultimamente, na Ponte e em outros clubes, o que se vê é treinadores das categorias amadoras priorizando detalhamentos táticos e relegando fundamentos, no passado tidos como prioritários para correção de erros.

No comando de ex-atletas como Santinho, Tuta, Wanderlei Paiva, Jair Picerni, Marco Aurélio Moreira e até Monga o atleta sabia cabecear e não errava passes de três metros.

Adaptação a esquemas táticos é mais fácil antes da profissionalização.

Portanto, priorizem prepará-los adequadamente para evoluírem no aspecto técnico.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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