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DEC
Poucos atletas do sub20 da Ponte têm bola para integrar o elenco dos profissionais

Se os cartolas da Ponte Preta sonham com promoção de vários garotos do sub20 para o elenco de profissionais que vai disputar o Paulistão 2018, o recado é curto e grosso: repensem. Numa boa peneirada, poucos escapam.

Isso pode ser constatado na derrota por 1 a 0 para o Palmeiras, na decisão do título paulista da categoria, na tarde deste sábado no Estádio do Pacaembu.

E se alguns desses garotos vingarem futuramente? É possível. Não se descarta natural evolução de jogadores dos juniores, que podem se encaixar no plano tático e mostrar eficiência.

Do ponto de visto técnico, de avaliação de jogador diferenciado, isso não tem.

Até mesmo o goleiro Ivan, que praticou três defesas relevantes, espalmou para a sua própria área bola chutada de longa distância, que poderia ter expulsado para escanteio. Todavia, esse é típico fundamento plenamente corrigível.

Afora Ivan, que já integra o elenco dos profissionais, quem mais poderia ser aproveitado de imediato?

O centroavante Yuri tem histórico de artilharia na base, sabe fazer a ‘parede’ - proteger a bola - e tem visão vai vislumbrar companheiro que possa dar continuidade à jogada.

Evidente que ele estaria entre aqueles que compõe o elenco, e com aproveitamento gradativo no transcorrer das partidas.

EMERSON E REINALDO

Não projetem que o lateral-direito Emerson possa ser o substituto de Nino Paraíba.

Embora tenha vigor físico para rápida transição ao ataque, ele carece de lucidez para definir a melhor jogada. Logo, precisa ser trabalhado taticamente com jogadas combinadas pelo setor. Também depende de ajustes defensivos.

Podem emprestar o zagueiro Reinaldo e dar-lhe uma chance em outra agremiação. Estilo apenas rebatedor e com claros vacilos.

Portanto, apesar de chegado à final deste Campeonato Paulista Sub20, do ponto de vista técnico esse time pontepretano ficou devendo.

São erros consecutivos de passes, falta de pelo menos um volante que comece a transição, ausência de meia qualificado para coordenar jogadas, e sem as devidas ultrapassagens dos laterais.

Nas duas chances reais de gols da Ponte Preta, durante o segundo tempo, o volante Marquinhos praticamente recuou a bola para o goleiro palmeirense Daniel Fuzato.

Apesar dessas restrições, tem-se que necessariamente reconhecer o desdobramento dos jogadores pontepretanos na marcação.

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01
DEC
Pelos conceitos de Fernando Diniz, Guarani terá que remontar a equipe

Ao ser oficialmente apresentado como treinador do Guarani, Fernando Diniz reafirmou que não vai abrir mão de suas convicções sobre futebol.

Pelo que se viu principalmente no Audax, time que Diniz atingiu o ápice da carreira, a filosofia não se restringe à valorização de posse de bola, embora esse seja inegavelmente o principal conceito.

Para que haja fluência de jogo ofensivo, na filosofia de Diniz é imprescindível movimentação constante de jogadores sem a bola, para que estejam na maioria das vezes desmarcados e sejam opções para receber o passe.

Esse conceito se fundamenta em jogadores com condições físicas privilegiadas. Jogador estático evita a fluência desejada.

Diniz propõe o jogo, tem filosofia de atacar, mas não é um suicida pra deixar a defesa escancarada e transformada em salão de festa ao adversário.

Ele prioriza a chamada marcação alta, pra roubar a bola no campo do adversário. Todavia, quando isso não é possível, exige recomposição rápida de meias e atacantes para que os compartimentos não sejam descompactados.

HABILIDADE E RAPIDEZ

Pelo que se depreendeu nos trabalhos anteriores de Diniz, do meio de campo pra frente o atleta precisa aliar habilidade à rapidez para investir no drible e assim clarear jogadas contra defesas fechadas. Logo, a prioridade é atleta com vigor físico para desempenho da atribuição.

Como convém a quem chega em novo ambiente de trabalho, Diniz até fez elogios - sem identificação - àlguns jogadores bugrinos, mas intimamente sabe que terá que mexer radicalmente nos titulares.

Como encontrar espaço para o lento zagueiro Jussani acostumado a chutões, se a planilha é de valorização da bola desde a saída do goleiro?

O que fazer com o goleiro Leandro Santos, que não sabe jogar com os pés e é questionado com as mãos?

Pela lógica, a estimativa inicial do antecessor Lisca de permanência de 13 jogadores pode até ser alterada para menos quando Diniz esboçar o elenco que deve trabalhar no Campeonato Paulista da Série A2.

Vamos aguardar.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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