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03
JUN
Atacante Wagner, tri de juniores pela Ponte Preta

O último dois de junho foi festivo para Antonio Wagner de Mores e seus familiares. A data marcou o seu 51º aniversário, com histórico de carreira iniciada na Ponte Preta, curta passagem pelo Palmeiras e cinco anos no Japão, antes de percorrer a chamada estrada da volta no futebol em clubes de menor expressão no cenário nacional.

O piracicabano Wagner integrou aquele time de juniores da Ponte Preta que sagrou-se tricampeão da categoria em 1983, em final realizada apenas em fevereiro do ano seguinte contra o XV de Jaú.

Depois dos empates sem gols em Jaú, no Estádio Zezinho Magalhães, e 1 a 1 em Campinas, na terceira e decisiva partida, em encharcado campo de Rio Claro, dia nove de fevereiro de 1984, a Ponte venceu com dois gols de Ivo no segundo tempo da prorrogação, em jogo marcado por cinco expulsões: Paulinho, Adriano e Du pelo XV de Jaú; Rodrigues e Júnior da Ponte Preta.

GOL PERDIDO

Detalhe: Wagner jamais vai conseguiu explicar como perdeu o gol mais feito da carreira naquele jogo em Rio Claro, ainda no tempo normal. Após driblar toda defesa, desvencilhou-se do goleiro Vanderlei, e bastava apenas empurrar a bola pra rede. Inexplicavelmente, na finalização, a bola cobriu o travessão.

Embora com 1,74m de altura, Wagner era centroavante daquele time comandado pelo treinador Tuta, e que contava com João Brigatti; Carlinhos, Heraldo, Junior Cural e Rodrigues; Rudney (Ivo), Márcio Luís e Vaguinho; Léo, Wagner e Joel.

ESTREIA NA PONTE

Três dias após o título, Wagner estreava na equipe principal, entrando no segundo tempo no lugar do meia Mário César, na derrota para o Botafogo por 1 a 0 - gol do atacante Lola -, em jogo no Estádio Moisés Lucarelli.

Eis o time da Ponte da época, naquele Campeonato Paulista: Robinson; Alfinete, Osmar Guarnelli, Teffo e Everaldo; Régis, Sílvio e Mário César (Wagner); Izaias, Valmir e Paulo Egídio.

Wagner ficou na Ponte até 1989, quando foi contratado pelo Palmeiras. Nos cinco anos de Japão, ele passou por Belmare, Otsuka e Kashiwa Reysol.

De volta ao Brasil, registro de passagens por São José, União Barbarense, Botafogo de Ribeirão Preto, Etti Jundiaí, Paraguaçuense e CRB (AL);

Ele ainda tentou ingressar na carreira de treinador, comandou o XV de Piracicaba na Copa Paulista de 2012, mas prevalece a sua escolinha de futebol naquela cidade.

  • luizinho
    05/06/2017 10:35

    jogou muito

  • João da Teixeira
    05/06/2017 10:33

    É como o povo diz, "Santo de casa não faz milagre". Quem desse time: João Brigatti; Carlinhos, Heraldo, Junior Cural e Rodrigues; Rudney (Ivo), Márcio Luís e Vaguinho; Léo, Wagner e Joel, que Tuta comandou, vingou no time principal da Ponte? Talvez Vaguinho e olha lá. Então minha gente, acredito que poderiam ser melhores aproveitados, mas o milagre de Santo de casa, não é tão bom quanto ao Santo de fora. Será que é por isso que não investem na base?

  • João da Teixeira
    05/06/2017 10:32

    E olha que pelos lados do "irmão", me parece que acontece a mesma coisa...

27
MAI
Paulo Amaral, três meses como treinador do Guarani

O último primeiro de maio marcou o nono ano da morte do truculento treinador Paulo Amaral, aos 84 anos de idade, no Rio de Janeiro.

Nova geração de bugrinos sequer imagina que ele foi treinador do elenco durante pouco mais de três meses em 1977, período suficiente para que atritasse com o então zagueiro Amaral.

Na época, a segunda-feira era sagrada para descanso dos jogadores. Geralmente a treinadorzada estendia a folga até a manhã de terça-feira, mas o disciplinador Paulo Amaral deu um basta naquele privilégio, e aquilo provocou rota de colisão com o zagueiro, que discordava.

DISCUSSÃO

O desdobramento foi áspera discussão entre ambos, que só não terminou em ‘tabefes’ do comandante por causa da turma do ‘deixa disso’, que impediu.

Paulo Amaral, brutamonte de 1,90m de altura, tinha histórico de nocautear quem ousasse cruzar o seu caminho. Já havia ‘acertado contas’ com quem quis agredir jogadores da Seleção Brasileira no Sul-Americano do Equador em 1959. Depois agrediu bandeirinha.

No caso do Guarani, o treinador manteve o zagueiro no grupo, mas o relacionamento ruim com a imprensa campineira precipitou seu desligamento após derrota em Campinas para a Portuguesa por 1 a 0, dia 16 de outubro.

A estreia ocorreu no dia 10 de julho de 1977, em substituição a Paulo Emílio, na vitória sobre o XV de Jaú, do treinador Cilinho, por 2 a 0.

Tecnicamente o time bugrino era bem treinado, inclusive com variações de jogadas e ensaio de lances ofensivos.

ZENON

Ele teve contribuição preponderante para aprimoramento do meia Zenon em cobranças de faltas. Após treinos do elenco, o então atleta repetia dezenas de cobranças de faltas, tendo como referência uma camisa colocada nas junções das traves e barreira móvel.

Consta ainda na passagem pelo Guarani o lançamento do centroavante Careca em partida amistosa contra o Matsubara do Paraná, no Estádio Brinco de Ouro.

O histórico do comandante no futebol começou como atleta de Flamengo e Botafogo.

Com formação em educação física, foi o pioneiro como preparador do segmento na Seleção Brasileira em 1958, com participação em Mundiais até 1966, ocasião em que exigia treinos de força aplicado a militares, na base de peso.

Até meados da década de 60, a maioria dos clubes não dispunha de preparadores físicos. Treinadores programavam basicamente aquecimento como prevenção à lesões musculares, antes da prática com bola.

Todavia, desde 1960 Paulo Amaral passou a exercer funções de treinador em clubes brasileiros e no exterior.

  • João da Teixeira 1
    31/05/2017 14:24

    O brutamonte, o Brucutu na aparência, era educado e andava às turras com jornalistas, porque a gente sabe que, não generalizando, jornalistas não são flores que se cheire. Na primeira conquista mundial do Brasil, Amaral destacou-se ao dar a volta olímpica com uma bandeira da Suécia nas mãos, em 1958, na final em Estocolmo. Depois do sucesso do Amaral é que os times brasileiros começaram a ter profissionais específicos para a função de preparador físico. cont.

  • João da Teixeira 2
    31/05/2017 14:24

    cont.Paulo Amaral, devido seu tamanho físico e gênio difícil, acabou sendo taxado como encrenqueiro. Durante o Sulamericano de 1959 no Equador, serviu até como "segurança" da Seleção, em uma tentativa de agressão, depois da derrota por 3x0 para o Uruguai, nocauteando várias pessoas que partiram para cima. Depois disso, "misturou as bolas", usando o seu tamanho para intimidar e até agredir. Paulo Amaral foi o primeiro caso de um cara que linchou uma multidão... cont.

  • João da Teixeira 3
    31/05/2017 14:23

    cont. ... hostilizado pela torcida, não teve dúvidas, pulou o alambrado e partiu para cima da torcida, distribuindo socos e fazendo os torcedores fugir dele. No Gfc foi demitido após romper relações com a imprensa campineira e discutir seriamente com o zagueiro Amaral, um dos principais jogadores do time. e olha que o Amaral era uma moça no trato. Impressionante, o cidadão foi taxado de mal educado no final da vida. Mas que jornalista não é flor que se cheire, isso é!

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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