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22
AGO
Albéris, lateral-esquerdo do Guarani na decisão paulista de 88

Por duas vezes o Guarani chegou à final do Campeonato Paulista, e em ambas ocasiões ficou como vice-campeão.

Se em 2012 inesperadamente o time engrenou e disputou título com o Santos, com derrotas por 3 a 0 e 4 a 2 no Estádio do Morumbi; em 1988, chegou à decisão em condições de igualdade com o Corinthians, e com chances reais de levantar o caneco, visto que havia empatado a primeira partida no Morumbi por 1 a 1, e o segundo jogo estava marcado para o Estádio Brinco de Ouro, com público de 49.727.

Todavia, o centroavante Viola foi o carrasco dos bugrinos, ao marcar o gol da vitória corintiana por 1 a 0, com arbitragem de Arnaldo Cezar Coelho.

Albéris
Albéris

E naquele Guarani de 31 de julho de 1988, o lateral-esquerdo foi o recifense Albéris José de Almeida, que em março passado completou 57 anos de idade.

Que tal recordar o Guarani daquele jogo, do técnico José Luiz Carbone? Sérgio Neri; Marquinhos, Vagner Bacharel, Ricardo Rocha e Albéris; Paulo Isidoro, Barbieri (Mário Maguila) e Boiadeiro; Neto (Careca), Evair e João Paulo.

Observação: o Careca em questão nada tem a ver com o lendário Antonio de Oliveira Filho, campeão brasileiro de 1978.

Albéris foi o típico lateral marcador. Quando avançava, no máximo alçava bola à área adversária ao atingir a 'linha' intermediária.

Isso explica o histórico de 13 anos de carreira e apenas um mísero gol, quando atuava pela Portuguesa, e atrevessava o melhor momento na carreira, tido em 1985 como melhor jogador da posição no Campeonato Paulista.

Foi a temporada em que a Lusa disputou e perdeu o título para o São Paulo, com Albéris expulso pelo árbitro José Carlos Gomes do Nascimento no segundo confronto, juntamente com o quarto-zagueiro Eduardo.

Foi jogo de vitória são-paulina por 2 a 1, com público de 99.025 pagantes.

Eis o time luso, comandado por Jair Picerni: Serginho; Luciano, Luis Pereira, Eduardo e Albéris; Célio, Toninho e Edu Maragon; Toquinho (Jorginho), Luiz Müller e Esquerdinha.

A passagem pela Portuguesa precedeu chegada ao Guarani em 1987, com permanência de três anos.

Ele jogou no Palmeiras em 1990, depois Goiás, até iniciar a trajetória de estrada da volta no futebol, com encerramento no Cascavel em 1994.

Com 1,70m de altura, foi promovido ao profissional do Náutico em 1981 como zagueiro, com posterior deslocamento à lateral-esquerda, onde foi fixado.

  • João da Teixeira
    28/08/2020 12:50

    Não tenho nada a ver com isso, mas a torcida mais antiga do Gfc desistiu do time. Não comentam nada sobre o passado do clube e a jovem torcida não conhece nada. Ari cansa de colocar histórias bugrinas aqui nesse espaço e ninguém lembra nada ou pelo menos fale algo. E olha que Albéris participou do jogo de 88, onde o bugre era bem melhor que o Cúrinthians e acabou tomando um gol no final da partida do Viola, uma carrinhada que o "centerforward" deu na bola do meio da gde área.

16
AGO
Dionísio, volante adaptado à lateral-direita

Quando o então meia Dionísio surgiu nas categorias de base da Ponte Preta em meados da década de 90, prognosticaram que faria carreira além de Campinas, por ser atleta muito participativo.

Quando profissionalizado e ganhando as primeiras oportunidades na equipe principal em 1994, o baixinho Dionísio já havia se adaptado à função de volante, e mostrava que além de condutor de bola sabia desarmar.

Pontepretano atento aos fatos marcantes na história do clube de certo recorda o risco de rebaixamento que o clube corria no Brasileirão de 1998, ocasião em que Dionísio foi protagonista na vitória sobre o Goiás por 1 a 0, no Estádio Serra Dourada, porque foi dele o gol salvador naquela partida.

LATERAL-DIREITA

Dois anos depois, de volta ao mesmo estádio, contra o Goiás, pelo Torneio João Havelange, Dionísio teve a primeira experiência improvisado à lateral-direita, visto que o titular Daniel estava suspenso.

Nelsinho improvisou Dionísio na lateral
Nelsinho improvisou Dionísio na lateral
À época, o então treinador da Ponte Preta, Nelsinho Baptista, julgou que a experiência seria válida.

Na prática, foi um jogo em que a defensiva pontepretana mostrou-se desastrosa e o time sofreu goleada por 3 a 0.

Naquela competição, em vitória sobre o Corinthians por 1 a 0, o gol dos pontepretanos foi mais uma vez de Dionísio, daqueles 21 marcados enquanto esteve no clube até 2005, um histórico de onze anos e 240 jogos.

Contra aquele Goiás, 20 anos já se passaram, e a maioria sequer recorda o time da Ponte treinado por Estevam Soares, que era esse: Adriano; Roberto Silveira, Alex, André Santos e André Silva; Roberto, Mineiro, Dionísio e Vânder; Macedo e Narcízio.

Dionísio teve carreira com altos e baixos na Ponte Preta, mas sempre identificado pela torcida pelo espírito guerreiro.

GOLEIRO

Logo, foi voluntário para ocupar o posto do goleiro Alexandre, expulso juntamente com o meia Piá aos 40 minutos do segundo tempo em jogo contra o Rio Branco, em Americana, pelo Paulistão.

A Ponte já havia garantido antecipadamente classificação à fase subsequente da competição de 2001, e venceu a partida por 2 a 1, dois gols do artilheiro Washington.

O resultado evitou que o adversário avançasse, pois precisava de mais um ponto.

Na ocasião, Dionísio não passou susto porque a Ponte soube se sustentar com tremenda retranca nos minutos finais daquele jogo.

Um outro Dionísio passou pela Ponte Preta quase despercebido, igualmente volante, vindo do Oeste em 2011. Ele não deixou saudade, pois a maioria sequer se lembra dele.

  • João da Teixeira
    16/08/2020 10:47

    Dionísio era um bom jogador "flex que a Ponte tinha no meio campo. Não lembro dele jogando na lateral, deve ter sido uma vez só que jogou. De substituir Alexandre Negri, lembro desse fato, pois foi mostrado inúmeras vezes na TV. Lembrava Osvaldo pelo seu porte físico. Guerreiro mesmo.

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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