Cadê Você?

03
ABR
Geraldo Scotto, carrapato na marcação

Quando o saudoso treinador argentino José Poy assumiu a Ponte Preta em 1966, montou a equipe com jogadores experientes mesclados a outros recém promovidos do juvenil. Aí usou o trânsito livre no São Paulo para trazer a Campinas o volante Carbone - improvisado na lateral-direita -, volante João Leal Neto, e ponteiro-direito Walter Zum-zum. E ainda na capital paulista também influenciou para que o Palmeiras emprestasse o lateral-esquerdo Geraldo Scotto, que morreu no dia 27 de julho de 2011, aos 76 anos de idade, vítima de parada cardíaca.

Logo na primeira partida de 1966, dia 30 de janeiro, na goleada por 4 a 1 sobre o Juventus, em partida amistosa no Estádio Moisés Lucarelli, o time pontepretano foi esse: Valdemar; Carbone, Egídio, Ademir e Geraldo Scotto; Leal (Ivan) e Bebeto; Walter, Roberto, Capeloza e Américo (Rodrigues).

Geraldo Scotto ocupou o lugar do lateral-esquerdo Lairton, um grandalhão que igualmente se adaptava à função de lateral-direito e volante. Por isso Beto Falsete passou a ser requisitado na lateral-esquerda nas seguidas lesões de Scotto, que ficou na Ponte Preta até 14 de dezembro daquele ano, despedindo-se no empate por 1 a 1 com o XV de Piracicaba, em Campinas, quando o time estava bem modificado: Piveti; Nunes, Celso, Ademir e Geraldo Scotto; Leal e Joaquinzinho; Serginho, Dicá, Adilson II e Jonas.

CARRAPATO

Na Ponte, Scotto ratificou a fama de marcador que grudava no atacante adversário. Isso resultou no apelido de ‘Carrapato’ desde que estreou no Verdão dia 29 de maio de 1958, na vitória por 2 a 1 sobre o Nacional da capital paulista, em jogo amistoso.

Nos bons tempos de Palmeiras ele anulou o ponteiro-direito Mané Garrincha, ídolo botafoguense, e revelou o segredo. “Eu olhava para a bola e não para o corpo dele”.

Um ano depois foi convocado à Seleção Brasileira, e jogou nesse time: Gilmar; Djalma Santos, Belini, Vitor e Geraldo Scotto; Dino e Chinesinho; Julinho, Almir, Delém e Roberto.

A história dele no Palmeiras terminou no dia 17 de dezembro de 1967, na vitória por 2 a 1 sobre o Juventus, também em amistoso, quando totalizou 352 partidas. Ele ainda passou por Nacional e Juventus.

Depois trabalhou como vendedor de chapa de aço até roubarem-lhe o carro. Aí preferiu gastar o tempo limpando quintal ou em bate-papos com amigos. “Fico vagabundeando”, resumiu.

  • João da Teixeira
    03/04/2017 10:28

    Não me lembro de Geraldo Scotto jogando pela Ponte, mas me lembro de Capelozza e Rodrigues. Foi o primeiro meio campo da Ponte que vi jogando no Moisés Lucarelli contra a Prudentina, a recém campeã da 2ª divisão Paulista, ao vivo e a cores. Resultado do jogo, 2x0 para a Macaca.

30
MAR
Como seria o Brasil se Tite fosse presidente? O Futebol Interior imaginou!

Espaço incorporado por HTML (embed)

Ainda não existem comentários.

Confiram as Postagens Anteriores:

1  2  3  4  5  6  7  8  9  10  11  12  13  14 
 

Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

Fale comigo