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FEB
Saudoso Gilmar Lima também passou pelo Guarani

A morte do goleiro Wallace, do Guarani, dia 27 de janeiro passado, nos remete a outros dois saudosos jogadores que passaram pelo clube: ponteiro-esquerdo Alex e zagueiro Gilmar Lima.

Quando da publicação do acidente que vitimou Wallace, houve citação de tragédia em estrada do Paraná que tirou a vida do cabeludo atacante Adriano em 1980, e o ataque cardíaco fulminante que tirou a vida do excelente zagueiro Tininho em 1971, durante treino dos bugrinos na Praça de Esportes do São Bernardo, em Campinas.

Aí amigos lembraram-me, igualmente, da morte do ponteiro-esquerdo Alex, revelado na base do Guarani, nos anos 80.

Diagnosticado com problemas cardíacos, Alex foi obrigado a abandonar precocemente a carreira e, há quem diga, que o mal-estar que desencadeou a morte dele ocorreu após ter ajudado a empurrar o seu próprio veículo pra pegar no ‘tranco’.

GILMAR LIMA

Também num mês de janeiro, só que em 2010, o então zagueiro Gilmar Lima morreu aos 31 anos de idade, em Bebedouro, interior de São Paulo.

Afastado do futebol desde 2007, Gilmar Lima foi atropelado por um ônibus ao cair do trator que dirigia, na zona rural daquele município. Paradoxalmente o ônibus estava sendo rebocado por Gilmar Lima.

Na passagem pelo Guarani de 2000 a 2002, o zagueiro mostrou virtudes no cabeceio e futebol técnico, porém lento.

A melhor fase na carreira foi no Rio Branco de Americana, no final da década de 90. Contratado pelo Palmeiras sucumbiu, a exemplo de que ocorreu posteriormente no Inter (RS).

Jogou no Rio Branco por mais dois anos, a partir de 2002, e continuou trajetória decadente até 2007.

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FEB
Zé Carlos, da Ponte Preta ao futebol da Arábia Saudita

Se hoje os atletas fazem questão de caracterizar a imagem com nomes compostos, outrora prevaleciam apelidos no futebol. Zé Carlos, ponteiro-direito revelado pelo XV de Jaú e com trajetória na Ponte Preta entre os anos 80 e 90, tinha o apelido de ‘Zé Bodão’, e de vez em quando radialistas da época escorregavam e o identificavam assim.

Embora sequer passava da estatura de 1,70m de altura, José Carlos Garcia era o típico ponteiro-direito que tanto tinha facilidade para levar a bola ao fundo do campo para posteriormente cruzar, como sabia fechar em diagonal e concluir jogadas.

Para isso explorava dribles curtos e velocidade. Também tinha relativo aproveitamento em cobranças de faltas, visto que treinava bastante esse fundamento.

A Ponte Preta o buscou no XV de Jaú em 1986, e ele ficou em Campinas até 1992, ocasião em que teve desentendimento com o técnico Renê Simões, que o dispensou.

Todavia, o caminho estava aberto para continuar a trajetória na Arábia Saudita, com passe negociado ao Al Qadisiya, onde jogou de 1992 a 1996, sagrando-se pentacampeão, artilheiro quatro vezes, e ganhou o prêmio de Chuteira de Ouro como melhor jogador na Copa da Ásia em 94/95.

No segundo semestre de 1997 foi jogar no Al Khaleej, e participou da campanha de volta da equipe à primeira divisão da Federação da Arábia Saudita.

GOLS NA PONTE

Nas entrevistas, ressalta dois momentos marcantes na Ponte Preta: gol do acesso ao Paulistão em 1989, contra o Taquaritinga, a dois minutos do término da partida, e quando quebrou a invencibilidade de 800 minutos do goleiro Veloso, do Palmeiras, no ano seguinte.

Natural de Bocaina, Zé Carlos foi descoberto em 1981 pelo técnico Cilinho em 1981, e levado para o XV de Jaú. Lá atuou ao lado de jogadores como os volantes Célio, Wilson Mano, e meias Níveo e Toninho.

O final de carreira foi em 1999 no Rio Preto, integrante da segunda divisão paulista, aos 38 anos de idade. “A idade chegou e eu tive de parar”, lamentou.

Fominha por bola, ele ainda participou de campeonato amador regional pelo Bocaina nas temporadas 2000 e 2001, ocasião em que trabalhou no departamento de esportes da prefeitura local.

  • João da Teixeira
    16/02/2018 10:00

    Bodão, ponteiro do bons, talvez hoje até integraria a seleção, porém naquela época, era um ponteiro como muito outros bons. Iniciou no XV de Jaú devido sua cidade natal ficar bem próximo a Jaú, por sinal Bocaina é também terra do couro, terra das luvas de couro e calçados, não tão famosa como Franca. Na verdade há muitos curtumes por lá, por isso dessa sua atividade. Acabou favorecendo o comércio de calçados em Jaú, pelos bons preços dos produtos. Bodão ô sapateiro rs, rs,

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Jornalista esportivo há 40 anos. Trabalhou, como jornalista, nas emissoras de Rádio Brasil, Educadora, Central, Jequitibá e Capital (São Paulo). Nos jornais: Diário do Povo e Jornal de Domingo, ambos de Campinas, e editor de Economia e Opinião do Jornal Todo Dia, de Americana.

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